Baleia Jubarte é enterrada em Caraguatatuba

Baleia Jubarte é enterrada em Caraguatatuba

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Encontrado sem vida, o animal foi ancorado em Ubatuba, mas levado pela maré para a praia do Aruan

Momento em que a baleia foi rebocada e, logo depois, enterrada na praia do Aruan (Foto: Claudio Gomes).
Após ter sido encontrada na praia da Caçandoca, em Ubatuba, no dia 7 de outubro, a baleia Jubarte, que veio parar em Caraguatatuba, foi enterrada no dia 24 na praia do Aruan. Antes disso, uma equipe do Instituto Argonauta rebocou e ancorou o animal na Ilha do Mar Virado, ocasião em que foram retiradas amostras biológicas do animal e enviadas para um laboratório a fim de que o material fosse analisado.

Devido ao estado de putrefação da baleia quando foi encontrada, não foi possível identificar a causa de sua morte. “Alguns aspectos passíveis de análise ficaram comprometidos, mas todo o material coletado é importante para um banco de DNA”, disse Hugo Gallo, presidente do Instituto Argonauta, responsável pela conservação costeira e marinha.

Técnicos do Instituto Argonauta, ao retirar amostras para análise (Foto: Instituto Argonauta).

Após a retirada das amostras, o animal foi ancorado no fundo do mar para que a decomposição do corpo pudesse seguir seu curso natural, liberando diversos nutrientes no ambiente marinho que atraem outras espécies e colaboram com o aumento da biodiversidade.

Segundo Gallo, na noite do dia 23 de outubro, a forte chuva teria provocado o rompimento dos cabos que ancoravam a baleia, sendo que o corpo do mamífero foi levado pela maré até a Praia do Aruan, em Caraguatatuba. “Teremos que reavaliar a técnica de ancoragem, pois em caso de mau tempo como o que tivemos, percebemos que, em casos futuros, teremos que distanciar o animal para alguns metros da costa”.

Após encontrar a baleia na praia, no dia seguinte (24), a Prefeitura de Caraguatatuba, juntamente com o Instituto Argonauta, realizou uma ação para enterrar a baleia próximo à Ponte Rio Alagoas, na própria praia do Aruan. Participaram da ação as Secretarias de Serviços Públicos e Meio Ambiente, Agricultura e Pesca, com orientações prestadas pelo Instituto Argonauta.

Praia com pouco declive facilitou o transporte da baleia para o local do enterro (Foto: C. Gomes).

Para o presidente do Instituto Argonauta, o enterro é sempre a melhor providência a ser tomada no caso desta baleia, levando-se em consideração o avançado estágio de putrefação do animal. Ele disse também que o local favoreceu o enterro: “a praia que ela encalhou tem pouca dinâmica, sendo rasa e com pouco declive; isso favoreceu que o enterro fosse feito acima da linha da maré, ou seja, na areia”, relatou Gallo.

De acordo com o Instituto Argonauta, já foram feitos procedimentos como esse em outras praias na região, e nunca houve registro de contaminação.

 

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