Projeto Difusa leva música para São Sebastião

Projeto Difusa leva música para São Sebastião

O trio de cordas se apresenta em pontos estratégicos na cidade

Projeto Difusa em uma das apresentações na Rodoviária. (Fotos: Arnaldo Klajn - PMSS)

O “Projeto Difusa” chamou atenção em São Sebastião, na rodoviária, na abertura do JORI (Jogos Regionais dos Idosos) e até mesmo na fila da balsa. O trio de cordas vem com intuito de difundir a arte e a música com intervenções pela cidade.
Liderado por Raphael Tavares, 28, músico e empresário, o projeto nasceu em 2011 e é independente, mas só em 2017, após a Rota dos Sabores (evento gastronômico que ocorreu em São Sebastião) é que conquistaram um contrato com a prefeitura.
O grupo é formado atualmente por Raphael Tavares, no violino, César Oliveira, no contrabaixo acústico e Gustavo Rocha, no violoncelo. “Nossa missão é levar a música a quem quer que seja. Na rua, rodoviária, fila da balsa, praças, palcos, teatros. Não importa onde, desde que a música seja ouvida e apreciada do mais pobre ao mais rico, sem distinção!”, diz Raphael.

Alguns dos integrantes do grupo em um ensaio fotográfico do Projeto Difusa. (Foto: Arquivo Pessoal)

Com o resultado positivo do Rota dos Sabores,  a SECTUR – Secretaria de Cultura e Turismo convidou o grupo para continuar com as músicas na rua. O contrato, que já havia sido renovado uma vez, conta com quatro apresentações cada.  No momento os integrantes aguardam por um terceiro contrato.
Para Raphael, não só em São Sebastião como no Brasil, é bem difícil viver da arte e da cultura. “O segredo é estar sempre se reinventando e procurando se destacar dos demais – que é o que eu faço –  e tem dado certo há mais de 15 anos. Infelizmente não vivemos num país onde a arte/cultura são vistos com alto grau de importância”, complementa.

De acordo com César Oliveira, 25, professor particular de inglês que está no Difusa desde 2015, o projeto não mudou apenas cotidiano de quem passava pela rodoviária. “Mudou bastante minha vida, principalmente porque comecei a tocar um instrumento que eu não havia tido contato prévio. Eu tenho aprendido bastante, pois o contrabaixo demanda mais estudo e postura do que a guitarra”, disse explicando sobre o instrumento que tem costume de tocar.

César avalia que a experiência de se apresentar na rua é única. “Tocar na rua é muito enriquecedor, pois consigo ver nos olhos das pessoas uma admiração que não é comum. O público tem  contato com obras clássicas e populares com uma roupagem diferente, e isso faz despertar o interesse das pessoas”.

NENHUM COMENTÁRIO ATÉ O MOMENTO

Leave a Reply