Política

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Pesquisa indica que 58% da população brasileira usam a internet: mais de 100 milhões de pessoas.

Políticos recorreram, no último pleito, a profissionais especialistas no uso das mídias sociais. (Foto: Reprodução)

A internet é um meio social muito utilizado dentro de campanhas e mandatos políticos e no litoral norte de São Sebastião não é diferente. Alguns vereadores da região admitem que as redes sociais foram fundamentais para o aumento do número de seus eleitores no último pleito.

A pesquisa do TIC (Tecnologia da Informação e Comunicação), sobre domicílios, feita em 2015 – mede a posse, o uso, o acesso e os hábitos da população brasileira em relação à internet. O levantamento indicou que mais de 100 milhões de brasileiros têm acesso à internet. A proporção é 5% superior à registrada nos dados de 2014.

“Para mim, o melhor trabalho é o de rua, porém quando digo ser inevitável o trabalho na internet, é pelo fato de existir grande porcentagem de pessoas que estão mais conectadas via web, do que pessoalmente”, diz o vereador Ernaninho (PSC), que foi eleito nos três últimos mandatos, com número crescente de votos: em 2008, foram 846 sufrágios; em 2012, o número foi de 1080 votos, sendo que na última eleição, em 2016, o vereador obteve 1.106 votos.

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral), na eleição de 2016 atualizou a legislação, o que dificultou a divulgação de campanhas. Foram proibidas as propagandas por intermédio de alto-falantes, showmícios, outdoors, brindes, entre outras formas de divulgação. A lei também impediu qualquer publicidade antecipada.

Em função do novo cenário, a opção foi apelar para as redes sociais. Elas foram aliadas de todos aqueles que dominam suas funções. “Nas outras campanhas, não, mas nessa última utilizamos bastante às redes sociais, que foi essencial nos resultados. Hoje tenho uma pessoa que trabalha só nesse tema”, diz o vereador pastor Elias (DEM), eleito em 2016, com 837 votos, praticamente o dobro dos 343 conquistados na eleição de 2008.

Segundo o analista de Marketing Digital, Yagu Oyama, as redes sociais surgiram como meios de grande influência em vários segmentos. Na atividade política, essas ferramentas estão contribuindo de forma intensa na construção da imagem. Hoje, os políticos jamais podem ignorar esse poderoso meio de comunicação, que também permite ao político prestar contas das atividades e ações de seu mandato.

“Vale lembrar que a interação com os eleitores através das redes sociais proporciona uma fonte inesgotável de sugestões e novos pontos de vista, que retroalimentam e mantêm a interação e o engajamento  imprescindível à campanha”, completa Oyama.

De acordo com o analista de Marketing Digital, os políticos não podem subestimar o poder das redes sociais e muito menos trabalhar no improviso ou amadorismo por que tais atitudes podem trazer sérios danos para a imagem do candidato ou “queimar o filme” do mesmo.

A construção do Centro Cirúrgico está há mais de quatro anos pronta, mas não tem licença para funcionar.

Ala inutilizada do Centro Cirúrgico (Fotos: Rafaela Cabral)

A Santa Casa de Ubatuba, principal hospital da cidade, está com as obras inacabadas há mais de quatro anos. O FocaNaWeb apurou que algumas alas, como o centro cirúrgico e um laboratório de exames que foi feito com doações de comerciantes locais, estão abandonadas por conta de irregularidades e falta de verba.

Segundo o vereador Claudinei Bastos Xavier (PSDB), que fez um requerimento na Câmara pedindo explicações sobre as obras inacabadas, a ouvidoria da Santa Casa disse não ter o alvará da vigilância sanitária, e que o prédio foi sendo ‘emendado’ conforme construído.

Laboratório de exames que deve ser inaugurado daqui a um ano.

Ele também conta que algumas obras começaram durante a gestão do prefeito Eduardo Cesar (PSDB), em 2012. “Foram feitas reformas no berçário e na maternidade, mas faltou terminar um laboratório de exames e um Centro Cirúrgico com quatro salas”, explica. Atualmente as cirurgias na Santa Casa são feitas em um quarto que poderia ser usado como leito de pacientes.

A gestão do último prefeito, Mauricio Moromizato (PT), não deu continuidade a nenhuma dessas obras, segundo Claudinei. A Santa Casa não conseguia recursos, pois estava devendo para a Receita Federal, mas atualmente, a provedoria já saldou esta dívida.

Ala cirúrgica, mostrando duas portas das quatro salas do ambiente.

Questionado sobre o futuro das obras, o administrador chefe da Santa Casa, Antonio Eugênio Delfino, disse que o Centro Cirúrgico está pronto há mais de quatro anos, mas não pode entrar em funcionamento porque a obra é irregular e não foi aprovada pelos engenheiros. “Ela é mais baixa que o nível da rua e quando chove inunda. Também precisa refazer toda a parte de elétrica e hidráulica”, conta. A Santa Casa não tem previsão de reforma para essa ala por falta de verba.

Laboratório de exames não terminado

Já o laboratório recebeu doações de comerciantes da cidade para dar continuidade à reforma. Hoje está em fase final e tem data prevista para entrega em um ano, contando também com uma verba concedida pelo vereador Wellington de Moura (PMDB), para a mão de obra e compra de materiais.

Questionada sobre as obras, a prefeitura disse que a Santa Casa é uma instituição privada. A prefeitura apenas compra serviços do hospital para a população, e por isso não tem ligação com o problema.

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Prefeitura informa os nomes das empresas que se inscreveram para participar de processo licitatório do gerenciamento da saúde municipal.

Unidade de Pronto Atendimento de Caraguatatuba. (Foto: Acervo Fotográfico Municipal)

Secretaria Municipal de Saúde de Caraguatatuba encerrou o período de inscrições do processo licitatório destinado às Organizações Sociais de Saúde para contrato de gerenciamento de serviços na área de saúde na rede municipal.

Seis empresas se credenciaram para a disputa, são elas: Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar, que trabalha com gestão hospitalar e educacional em todo o país, dentre elas a gestão do Hospital Escola de Jundiaí; Instituto ACQUA – Ação, Cidadania, Qualidade Urbana e Ambiental, referência de gestão hospitalar na cidade de São Luiz-MA, atuando no Hospital Infantil Dr. Juvêncio Mattos e das maternidades estaduais Marly Sarney, Nossa Senhora da Penha e Benedito Leite; Organização Social João Marchesi que é a empresa gestora atual da área de saúde em Caraguatatuba e do Hospital João Marchesi em Penápolis-SP.

Para completar o quadro de inscrições há a  ANAESP – Associação Nacional de Apoio ao Ensino, Saúde e Políticas Públicas de Desenvolvimento, administradora atual do Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo e do Hospital São Paolo em Santana-SP; INDSH – Instituto Nacional de Desenvolvimento Social e Humano, administradora da UPA na cidade de Ponta Grossa-PR; e CISNE – Associação Beneficente, que desde a sua fundação, em 1986, atende crianças, jovens, adultos e idosos com limitação de autonomia psicossocial (deficiência mental/intelectual).

A vigência do contrato de gestão será de 12 meses, a contar de sua assinatura, podendo ser prorrogado por até 60 meses, desde que haja concordância de ambas as partes e fique demonstrada a consecução dos objetivos estratégicos e das metas estabelecidas.

A empresa licitada assumirá UBS, o Centro de Especialidades Médicas e o UPA. (Foto: Acervo Fotográfico Municipal)

De acordo com a Secretaria de Comunicação de Caraguatatuba, para a empresa ser escolhida deve atingir as metas estabelecidas no edital de concorrência pública. Dentre as exigências do edital estão ações eficazes para a administração dos serviços de saúde em urgência e emergência hospitalar fixo e móvel e também desenvolver ações e metas para a gestão de pessoas e para a articulação com a rede de serviços.

O Instituto João Marchesi é a atual Organização Social responsável pelo atendimento, porém o contrato venceu em março e recebeu um aditamento até junho.

O motivo da abertura de um novo processo licitatório deve-se a problemas identificados no contrato atual e a atual administração espera que com estas alterações haja uma maior cobertura de atendimentos e a ampliação de serviços à população.

A empresa vencedora assume todos os serviços de atendimento nas Unidades Básicas de Saúde (UBS’s) e nas Unidades de Pronto Atendimento (UPA) do Jardim Primavera e do Bairro Perequê Mirim.

O novo plano de ação será formulado pela Secretaria da Saúde juntamente com a organização social que for escolhida, após analisar as necessidades de mudanças levantadas pela população de Caraguatatuba.

 

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Pesca subaquática
Mergulhador Bruce Carvalho durante pesca subaquática em Ilhabela. (Foto: Divulgação)

Bruce Bhaen Carvalho, nascido em Ilhabela, trabalha como marinheiro, mas começou praticar a pesca submarina aos 11 anos de idade, apenas por esporte. Aos 16 anos, descobriu que o “hobby” poderia dar lucro e decidiu transformar o lazer em sua profissão, que até hoje serve de sustento para sua família.

Segundo Bruce, a pesca submarina é considerada a mais ética entre os especialistas. Isso porque permite ao mergulhador escolher a presa pela espécie, tamanho e idade, sempre respeitando o ciclo da natureza.

A pesca submarina consiste no mergulho apneia, que tem como única fonte de ar aquele contido no pulmão do mergulhador, mas são necessários muitos treinos e uma alimentação saudável para se manter um ritmo para o mergulho. Outro cuidado é saber que não se pode sair para pescar sem ter certeza das condições do mar e do tempo.

Essa modalidade de mergulho é considerada uma das atividades mais antigas, sendo proibida a utilização de cilindro de ar comprimido. Usam-se apenas as roupas específicas, além de luvas, snorkels, máscaras, nadadeiras, facas, arpões e lanternas, utilizadas quando se entra em cavernas.

“As pessoas que visitam os locais de mergulho pela primeira vez são surpreendidas quando descobrem a natureza marinha. Realizam apenas o mergulho simples, que não inclui a pesca, mas aumenta a drenalina” explica Bruce.

O mergulhador considera o litoral paulista como um ótimo local para praticar a pesca. Entre os lugares mais apropriados para o mergulho, indica as costeiras com profundidade de cinco a dez metros e os parcéis, conjunto de pedras afastado das costeiras e das praias.

Os interessados pelo treinamento, segundo Bruce, devem procurar uma escola de mergulho autorizada. As aulas são relativas às práticas de apnéia básica e composta, técnicas de segurança, interpretações dos sinais naturais, mergulho equipado, caça subaquática e preparo para a licença visando a pesca sub. Os valores partem de R$ 500,00, inclusos equipamentos básicos, mas é necessário que o aluno possua uma arma de mergulho.

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Caraguatatuba e São Sebastião contam com a mobilização dos trabalhadores da região para a greve

Cidades do litoral se unem para a greve geral.

O Comitê do Litoral Norte contra a Reforma da Previdência e Trabalhista está organizando uma greve geral para o dia 28 de abril em todo o Litoral Norte. O movimento deve alcançar o país todo e tem como objetivo pressionar o governo contra a reforma da previdência e trabalhista.

O Comitê é uma entidade de frente única que concentra os esforços contra as reformas propostas pelo governo. Foi fundado em 23 de março de 2017 e tem como finalidade esclarecer a população sobre os impactos das mudanças.

Estão sendo organizados dois atos no Litoral: em frente à UTGCA (Unidade de Tratamento de Gás de Caraguatatuba) em Caraguatatuba e em frente ao Tebar (Terminal Aquaviário de São Sebastião) em São Sebastião, ambos iniciaram às 7 horas.

“Temos a esperança de mobilizar uma frente de trabalhadores aqui em Caraguá e em São Sebastião. Não temos ideia de quantas pessoas vamos conseguir reunir para aderir à greve.  Acredito que deve girar algo em torno de 1000 pessoas nas duas cidades”, diz Tiago Nicolini, integrante do comitê e diretor do Sindipetro LP (Sindicato do Petroleiros do Litoral Paulista).

“Há categorias que já confirmaram em assembleia a adesão à greve geral do dia 28/04: Petroleiros (TEBAR e UTGCA); servidores municipais de São Sebastião; professores do Estado de SP; e as diversas categorias portuárias de São Sebastião”, explica Rodolfo Fernandes Martins, participante do comitê.

Como na região não há movimento estudantil organizado, não há uma grande mobilização de estudantes, porém há os que participam do comitê e estão procurando informar os colegas para aderir a greve. No entanto,sabe-se que há mobilizações espontâneas em adesão à greve surgindo em algumas escolas, “Os estudantes também devem se manifestar, até por que estamos nos capacitando para o mercado de trabalho”, diz Alessandra Araújo estudante de Gestão de Recursos Humanos.

100 anos da primeira greve geral

A greve geral de 1917 é o nome pela qual ficou conhecida a paralisação geral da indústria e do comércio do Brasil. Esta mobilização operária foi uma das mais abrangentes e longas da história do país. Esta greve mostrou não só a capacidade de organização dos trabalhadores, mas também que uma greve geral era possível.

Antes desse episódio,  nenhuma outra greve provocou um impacto tão grande. Apesar de limitada às regiões industrializadas, nos locais em que aconteceu, houve um impressionante grau de adesão por parte da sociedade.

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Vereadores de Ubatuba em sessão na Câmara (Foto: Divulgação)

O projeto de lei que dá prioridade à matricula em escolas para filhos de mulheres vítimas de violência doméstica foi aprovado por unanimidade na Câmara de Ubatuba na última semana. O objetivo é dar uma nova oportunidade para mães e filhos que presenciaram e sofreram junto com as agressões.

A proposta garante facilitar não só a matrícula como também a transferência e a colocação na lista de espera das escolas municipais ou conveniada. Para ter esse atendimento preferencial é exigido cópia do boletim de ocorrência e cópia do exame de corpo de delito. Conforme o caso, será necessário a presença do Conselho Tutelar.

O vereador Osmar de Souza (PSD), autor da proposta, explicou que o projeto não se preocupa só com as mães. “A ideia é também proteger os filhos que sofrem psicologicamente ou fisicamente quando suas mães estão trabalhando”.

Para tornar o serviço sigiloso o atendimento às mães poderá ser feito na Secretaria de Educação, nas Diretorias Regionais de Educação, ou em um órgão que dê auxílio regionalizado.

O projeto de lei segue para aprovação do prefeito Délcio José Sato (PSD).

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Sindicato da categoria estima em cerca de 20% as perdas salariais mais 7,72% de reposição da inflação

Servidores aprovaram por unanimidade a pauta de reivindicações. (Foto: Bruno Almeida)

Os servidores públicos municipais aprovaram a pauta de reivindicações da Campanha Salarial 2016/2017, em assembleias realizadas nos dias 27, 28 e 29 de março, na sede central e subsedes da Costa Norte e da Costa Sul do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de São Sebastião (SindServ). Entre as reivindicações, estão a reposição salarial de cerca de 27,72%, constituídos por 20% referentes às perdas salariais acumuladas de anos anteriores, mais os 7,72% relativos à inflação do período.

A presidenta do sindicato, Audrei Guatura, disse em entrevista ao FocaNaWeb que o repasse que estão exigindo da Administração não é um aumento salarial. “Não estamos falando em ganho real, apenas reposição das perdas acumuladas”, ressalta.

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Segundo ela, os servidores não tiveram reposição integral da inflação em 2013 e qualquer reajuste no ano seguinte. Só em 2015 a Prefeitura concedeu 6,28% e, em 2016, 4%, somando ao todo um deficit de cerca de 20% em 2017, o que gerou consequências sobre os servidores.

Um exemplo é o do professor há cinco anos da rede municipal, Renato Tadeu de Almeida, de 35 anos. “O prejuízo foi muito grande. Estou construindo minha casa agora e já era para ter terminado. Com certeza, a gente está perdendo muito. Hoje para cada dez aulas que eu tenho que dar, eu poderia estar dando apenas seis. Ou seja, estou tendo que dar quatro aulas a mais para poder compensar”, explica.

Além do reajuste salarial, a categoria exige principalmente condições dignas de trabalho, como o fim do assédio moral, retorno imediato dos adicionais de insalubridade, periculosidade e risco atividade, uniformes e identificações adequadas e Equipamentos de Proteção Individual (EPI’s) para todos os servidores.

Também estão entre as reivindicações o reajuste no valor do Vale Alimentação de R$ 93,00 (celetistas) e de R$ 240,00 (estatutários) para R$ 400,00, extensivo a todos os trabalhadores. Os servidores querem também o aumento do valor diário do Vale Refeição, de R$ 16,00 (estatutários) para R$ 32,00, além da extensão desse item para professores, servidores que trabalham em escala e naFundação de Saúde Pública de São Sebastião. A categoria também reivindica que o Vale Transporte seja pago em dinheiro em vez de o bilhete único ser recarregado e que as Tabelas de Referência Salarial sejam equiparadas.

A gente só perde. Há anos que o servidor municipal em São Sebastião só perde. Um grande exemplo é o Vale Refeição, dezesseis reais é um absurdo”, reclama Luciana dos Santos, 49 anos, funcionária da Secretaria de Educação de São Sebastião há 21 anos. 

Os servidores também discutiram a criação do Plano de Cargos, Carreira e Salários para toda a categoria e a implantação dos estatutos do Magistério e da Guarda Civil Municipal (GCM), previstos em Lei Federal. Eles exigem maior transparência nas transações das contas do Fundo de Aposentadoria e Pensões dos Servidores de São Sebastião, o Faps, e o fim da terceirização dos serviços municipais, com a municipalização dos cargos que atualmente são terceirizados.

A presidenta do SindServ destacou que foi feito um estudo e todas as reivindicações são elaboradas com base em índices de institutos de pesquisa para garantir a dignidade e o sustento do trabalhador. “Como a nossa data base é em maio, e só temos os índices de janeiro e fevereiro desse ano, fizemos uma projeção de março até maio, que pode aumentar ou diminuir. Em abril, teremos uma assembleia geral final, quando  o período estará fechado”, conclui.

Audrei disse também que já a partir do dia 30 de março, dia seguinte à realização das assembleias, foi formulado um documento com o que foi aprovado pelos servidores, para ser encaminhado à Administração. Segundo ela, assim que vier a contraproposta da Administração, ela será avaliada pela categoria em nova assembleia a ser convocada. 

Sobre as expectativas de a Prefeitura conceder ou não o reajuste de 27,72%, os servidores esperam ao menos metade. “Eu acho que vai chegar a um meio termo. Não sei se chega a 27% mas alguma coisa próxima desse valor”, comenta Arley Araújo, 39 anos, que é agente de Endemias da Prefeitura há cerca de dez anos.

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Fachada da sede da Associação que está sendo motivo de investigação na Câmara de Ubatuba. (Foto: Juliana Saes)

 

A pressão dos universitários que se utilizam diariamente do transporte entre Ubatuba e as faculdades onde estudam, em Caraguatatuba e Taubaté, surtiu efeito. A Câmara de Vereadores de Ubatuba decidiu abrir na semana passada (dia 14 de março) uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar denúncias do mau uso do dinheiro por parte da Associação dos Estudantes Universitários de Ubatuba.

 

Os membros da CPI têm prazo de 90 dias para apurar os possíveis delitos cometidos pelas gestões que comandaram a Associação desde 2011. Entre as denúncias estão os saques impróprios, boletins de ocorrência falsificados, favorecimento de terceiros e a falta de transporte para alguns, já que os ônibus foram substituídos por vans em razão da falta de pagamento à empresa que transporta os universitários.

 

A partir das reclamações dos universitários, o vereador José Roberto Campos Monteiro Júnior, conhecido por Júnior (PTN), após se inteirar das denúncias, resolveu apresentar o requerimento da CPI. Isso depois de apurar que, nos anos de 2011 a 2015, a Associação não realizou a prestação de contas à Prefeitura.

 

Segundo um vídeo postado pelo prefeito de Ubatuba, Délcio José Sato (PSB), em sua página pessoal na internet, o presidente anterior à nova gestão teria dito haver herdado dívidas de diretorias que o antecederam na Associação.

Em consequência, a “São José (empresa responsável pelos ônibus) viu que a Associação estava devendo e colocou a linha Oceano, com ônibus que estavam parados há algum tempo. Chovia dentro, tinha barata e até sapo. Eles colocam a culpa na diretoria anterior, mas a verdade  é que antes o transporte era mais barato e tinha ônibus toda hora”, diz o estudante de Enfermagem Pedro Lucas Monteiro.

Segundo a estudante de Direito Gabriela Santos Pedro, agora, eles cobram a mais para tentar sanar essa dívida. “E para onde vai o dinheiro”, questiona? Gabriela reclama também da lotação da van. A gente paga caro pra ir desconfortável, tomando joelhada nas costas”.

Os estudantes estranham porque o prefeito Sato informou ter repassado em janeiro R$ 48 mil, referentes a 50 por cento do valor total do transporte, de acordo com a lei que regula a matéria.

Como não houve a prestação de contas até 2015, o vereador Júnior teve que apelar para a abertura de uma CPI visando o esclarecimento dos fatos.

Enquanto a situação não é apurada, os estudantes que se utilizam do transporte continuam enfrentando problemas. No mês passado, houve um dia em que o ônibus não passou.

Esses são também fatos que deverão ser apurados pela CPI. Tudo que for comprovado será encaminhado ao Ministério Público a fim de que os envolvidos sejam punidos, disse o vereador Júnior.

O Coral-sol é uma espécie invasora que pode ser encontrada no Litoral Norte. (Foto: Keidy Beranger)

O coral sol é uma espécie oriunda do Oceano Pacífico que vem aumentando rapidamente no litoral brasileiro. Vindo em plataformas de petróleo e em embarcações, este coral foi inicialmente encontrado no estado do Rio de Janeiro. Porém, hoje já pode ser visto nos mares das regiões nordeste, sudeste e em Santa Catarina.

Por não ser uma espécie nativa, não há em nossa região um predador natural, para controlar o seu aumento. Assim, ele se alastra de forma rápida, tomando o espaço de outras espécies naturais da região.

Com velocidade de reprodução muito alta, o coral já tomou uma grande parte do litoral do Rio de Janeiro, com destaque para Ilha Grande – local mais afetado – e onde se criou o projeto Coral Sol, que busca alternativas de se controlar a proliferação dessa espécie.

Segundo Shirley Pacheco de Souza, professora e integrante do instituto Terra e Mar (ONG de São Sebastião voltada a preservação do meio ambiente), na Ilha de Búzios em Ilhabela já é possível encontrar o coral sol. “No nosso litoral ele se instalou, mas não foi numa extensão tão grande como foi na Ilha Grande (RJ). Houve de início um treinamento para retirada, mas depois pararam, já que quando se tira o coral, pode-se incentivar a reprodução. Ele solta ovos na água”.

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Da esquerda para direita: Pedro Moreira Lima, Tatiane Moreira, Shirley Pacheco de Souza e Thays Carvalho de Lima. (Foto: Arquivo pessoal)

Diante desse cenário, três estudantes do IFSP (Instituto Federal de São Paulo) de Caraguatatuba, decidiram, em seu TCC, falar sobre as condições do litoral norte de São Paulo com relação ao coral sol.

Tatiane Moreira, de 17 anos, Thays Carvalho de Lima, de 16 anos, e Pedro Moreira Lima, de 17 anos optaram por falar sobre esse tema após uma aula ministrada pela professora Shirley, que também foi orientadora do grupo, sobre espécies invasoras. Na oportunidade, a professora falou a respeito do coral sol, e que ele já é encontrado na região.

“Basicamente a gente fala da introdução do coral e o quanto as pessoas sabem. É um problema grave dentro do nosso ecossistema marinho, e poucas pessoas conhecem exatamente o que ele está causando, o que é o coral sol e o que ele faz”, comentou Pedro.

Foi feita uma pesquisa pelo grupo dentro do Instituto Federal com professores e alunos. Muitos não sabiam o que era o coral sol.

Com base nisso, os três alunos montaram uma palestra de educação ambiental para que as pessoas soubessem o que é e o que ele está causando.

A escolha de pesquisar um tema que poucas pessoas conhecem abriu grandes oportunidades para os três alunos, como palestras e oportunidade de estudar mais essa área. Tatiane e Pedro conseguiram oportunidade de estagiar no CEBIMar (Centro de Biologia Marinha), e Thays, que está no ultimo ano escolar, após o término, pretende continuar seus estudos na área ambiental.

Sobre a dimensão que o TCC do grupo tomou, a orientadora Shirley diz já ter ideia dessa repercussão positiva, em grande parte por ser um tema pouco conhecido.

“Eu até falei para eles, quando fizeram a pesquisa inicial e os alunos não conheciam, que propusessem no projeto uma palestra para os alunos do IF como resultado final e  sugeri para eles que pudessem levar essa palestra para outros lugares também”, completa Shirley.

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Vereadores Renato do bar (PSDB) e Pixoxó (PV). (Foto: Arquivo pessoal)

A equipe do FocaNaWeb,  divulga agora a segunda parte da entrevista com os vereadores eleitos de São Sebastião, que estarão pela primeira vez ocupando  uma das doze cadeiras do legislativo. Conheça agora mais sobre os vereadores Renato do Bar (PSDB)  e Pixóxo (PV).

Renato do Bar

FocaNaWeb  – O nome completo e pelo qual e conhecido?

PR – Pedro Renato da Silva.

FocaNaWeb  – O local onde nasceu e onde vive atualmente?

PR – Nasci em Brasília de Minas MG e  vivo atualmente em Barra do Una, São Sebastião.

FocaNaWeb – O que você faz atualmente? Você formado em algum curso de graduação?

PR – Sou comerciante e não sou formado.

FocaNaWeb  – Como surgiu o convite para sair como vereador?  Quantas vezes você já concorreu para vereador, contando com esta vez?  Já concorreu a outros cargos políticos?

PR – Fui convidado pela população. Nunca tive interesse em ser vereador. Sempre fiz algo como cidadão.

FocaNaWeb  – Quais propostas você pretende trazer para a cidade?

PR – Proposta de unir todos por uma cidade melhor.

FocaNaWeb – O que a população pode esperar de você como vereador?

PR – Pode esperar que farei uma gestão de muito trabalho, fiscalização e honestidade.

FocaNaWeb  – Qual foi à sensação de ser eleito.

PR – Ainda não sei a sensação. A ficha tem de cair ainda.

FocaNaWeb  – Você acha que houve algum diferencial nessa campanha em relação as outras campanhas? Se sim, quais?

PR – Diferencial, sim.  Uma campanha mais limpa, sem muita propaganda. Para uma pessoa como eu, sem recursos, ficou excelente.

FocaNaWeb  – Diga uma frase para a população de São Sebastião antes de assumir o cargo.

PR – Vamos parar de pensar em dinheiro, em cargos e pensar no futuro dos nossos filhos, dos adolescentes e dos nossos idosos.

Pixoxó

FocaNaWeb  – Nome completo e pelo qual e conhecido?

PI – Giovani dos Santos ou Pixoxó.

FocaNaWeb – Qual local onde nasceu e onde vive atualmente?

PI –  Nasci em São Sebastião e moro atualmente em Boiçucanga.

FocaNaWeb –  O que você faz atualmente? Você formado em algum curso de graduação?

PI – Sou comerciante não sou formado. A minha vida inteira fui comerciante.

FocaNaWeb  – Como surgiu o convite para sair como vereador?  Quantas vezes você já concorreu para vereador, contando com esta vez?  Já concorreu a outros cargos políticos?

PI – O convite surgiu em 2008, pelo presidente do PV (Partido Verde ) na época. Essa é a minha terceira eleição. Não concorri a outros cargos.

FocaNaWeb – Quais propostas você pretende trazer para a cidade?

PI – O meu papel como vereador é fiscalizar o executivo e levar as reivindicações da população para trazer as melhorias,  principalmente na área da saúde, educação, para trazer uma melhor qualidade de vida para o nosso povo.

FocaNaWeb – O que a população pode esperar de você como vereador.?

PI – Como vereador, vou lutar pela nossa cidade. Quero uma cidade mais digna para a nossa população.

FocaNaWeb –  Qual foi a sensação de ser eleito?

PI – Depois de tanta luta, o resultado é muito gratificante. Uma sensação inexplicável. Mas sei da minha responsabilidade.

FocaNaWeb – Você acha que houve algum diferencial nessa campanha em relação às outras campanhas?  Se sim, quais?

PI – Sim foi uma campanha mais limpa. Os recursos que poderiam ser gastos foram controlados. Foi uma campanha mais nas propostas e no corpo a corpo.

FocaNaWeb – Diga uma frase para a população de São Sebastião antes de assumir o cargo.

PI – Quero trabalhar pelo meu povo e principalmente para as comunidades mais carentes.

Confira as entrevistas passadas.

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