Destaque-Esportes

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Jeferson ensina a seus alunos como o esporte pode contribuir na formação do caráter das pessoas.

Exemplo de superação, professor de jiu-jitsu vence vício. Agora, sonha em recuperar outros usuários

Quando o esporte entra na vida de uma pessoa, nada fica igual. A prática esportiva aliada à vontade de vencer é capaz de transformar não somente corpos e mentes, mas também histórias. O esporte é, em outras palavras, poderoso instrumento de superação e integração, que mexe com o interior e exterior dos atletas, fazendo com que eles ultrapassem seus próprios limites.

Tetracampeão Pan-americano

Jeferson Rodrigo Machado é professor de jiu-jitsu. Eleito atleta do ano em 2013, ele conquistou diversos títulos, sagrando-se tricampeão mundial, tetracampeão Pan-americano,  além de conquistar um Sul-americano e um Campeonato Internacional de jiu-jitsu.

Mas nem sempre foi assim. O atleta nasceu em uma família pobre, seu pai era viciado e por isso ele tinha contato diariamente com as drogas. Ainda na sua adolescência entrou no vício, consumindo crack, cocaína e maconha, entre outros entorpecentes.

Aos 18 anos Jeferson foi preso por roubo, e após oito anos de condenação, resolveu mudar. Quando saiu do presídio, conheceu o jiu-jitsu e sua vida começou a se transformar. “O esporte me disciplinava e ensinava a ter respeito pelas pessoas. Sempre fui um homem muito violento e após o treino exaustivo, me sentia muito mais tranquilo”.

Hoje, ele é um campeão porque, além de tantos campeonatos e títulos importantes, também venceu o vício. Há mais de dez anos, o lutador não usa nenhum tipo de entorpecente e quer ajudar outras pessoas a seguirem o seu caminho. Por isso, optou pelo jiu-jitsu para recuperar pessoas dependentes de vícios, usando como ferramenta suas aulas gratuitas para a comunidade.

“Eu era visto como um perdedor, que nunca ia conquistar nada em minha vida, e hoje por causa do esporte, quero ser exemplo para essas pessoas que também buscam a solução para seus problemas”, deseja o professor.

O mestre Jeferson (3º de quimono branco a partir da esq.) inspira alunos com sua história.

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No próximo ano, serão iniciadas as obras de construção de um Centro de Fisiologia ligado ao Cemug

Estão abertas as inscrições para meninas, dos 14 aos 25 anos, que queiram integrar a seleção feminina de futebol de campo de Caraguatatuba e que sejam residentes na Cidade.

Segundo Alan Felipe dos Santos, coordenador de eventos e esporte do Centro Esportivo Ubaldo Gonçalves (Cemug), a Secretaria disponibiliza anualmente 6 milhões para investir nos esportes. “Usaremos parte deste valor no futebol feminino de campo”, afirma.

Há um projeto em andamento para a construção de um centro de fisiologia para atletas da Secretaria de Esportes de Caraguá, com início previsto para 2018, que foi apresentado ao Prefeito Aguilar Jr.

O centro de fisiologia contará com academia, sala de musculação, massagistas particulares, hidromassagem, piscina térmica, sistema de ultrassonografia e equipamentos de alto padrão. Serão investidos na obra 600 mil reais.

A equipe de futebol feminino de campo atualmente passa por dificuldades tanto financeiras como de infraestrutura pois não possui uma sede própria. A Secretaria de Esportes diz estar divulgando os treinos por intermédio de rádios como a Integração FM, Caraguá FM e Rádio Oceânica. Além disso, serão dados incentivos às atletas como pagamento de inscrições individuais, alimentação, cessão do campo para atletas treinarem e veículo para viagens.

Alan Felipe dos Santos afirma que a prefeitura pretende fazer investimentos na equipe. (Foto: Patrícia Pereira)

“Nossa sociedade é muito discriminadora e o futebol feminino ainda sofre muito com o preconceito. Falta ainda investimentos nesta categoria. As atletas fogem do esporte pois precocemente iniciam no mercado informal de trabalho para ajudarem as famílias ou se firmam nos estudos, buscando outras profissões bem mais rentáveis”, afirma Alan.

Segundo Ivan Leonel, coordenador de esportes da Secretaria, em Caraguá pratica-se em larga escala o futsal. Por conta disso,  nunca se firmou um processo de divulgação e implantação de um trabalho com a base do futebol.  “No futebol de campo feminino, o trabalho é bem difícil e esbarramos com o horário de trabalho e estudo das atletas”.

“A grande dificuldade é não haver uma cultura do futebol de campo feminino na Cidade, já que o foco sempre foi o futsal, que é a grande potência da cidade”, explica Pérsio Monteiro, treinador da seleção feminina de futebol de campo de Caraguá. O técnico é formado em Educação Física pelo Centro Universitário Modulo e pós graduado em futebol e futsal pela Universidade Gama Filho de São Paulo, além de possuir inúmeros cursos de extensão. Ele já atua à frente de equipes de futebol feminino desde 2007, quando começou com a seleção de Ubatuba. Pérsio está no seu primeiro ano junto à equipe de Caraguá.

A equipe participa de vários amistosos, campeonatos e jogos oficiais. Recentemente, a seleção participou dos Joguinhos da Juventude, edição 2017, com a seleção sub-19, e também está disputando a 7° copa regional de futebol feminino adulto. A prioridade agora é a preparação para os Jogos Regionais, dos quais a cidade será sede.

A seleção recentemente conquistou um fato inédito. Depois de dez anos sem vencer nesta modalidade, foi campeã da fase litoral dos Joguinhos da Juventude este ano.

Pérsio destaca que por conta de estar iniciando o trabalho com o futebol feminino, há dificuldade de conseguir uma melhor infraestrutura e incentivos como, por exemplo, vale-transporte para locomoção das atletas. “Mas acredito que quanto mais mostrarmos nosso trabalho mais ganharemos confiança e benefícios”.

As interessadas em integrar a seleção de futebol feminino devem comparecer ao Cemug munidas do RG original. As jogadoras serão observadas pelos professores Pérsio Monteiro e Ivan Leonel. O Cemug fica na Av. José Herculano, 50 – Jardim Britânia. Outras informações pelo telefone (12) 3885-2200/2166. As aprovadas integrarão a equipe de futebol feminino do município.

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Segunda etapa deverá acontecer no dia 4 de setembro na praia do Lázaro

A segunda etapa deve acontecer na pra do Lázaro. (Foto: Divulgação)

Na próxima segunda-feira (15), abrem-se as inscrições para participar da segunda etapa do 20º circuito de Ubatuba de águas abertas. Trata-se de um evento de natação que traz atletas de várias cidades do Vale do Paraíba e Litoral Norte de São Paulo. A competição acontece na cidade de Ubatuba e é dividido em quatro etapas, em quatro praias diferentes.

A primeira etapa aconteceu no último domingo (7), com a primeira largada às 10 horas, na praia da Maranduba. Cerca de 300 atletas participaram da competição. Os participantes que conquistaram os três primeiros lugares de cada categoria foram premiados com troféus. Também houve a premiação para as equipes de natação. Todos os atletas participantes do evento receberam uma medalha de participação.

Vencedores da primeira etapa por categoria (Foto: Arquivo pessoal)

Qualquer pessoa, a partir dos sete anos de idade, pode se inscrever, mesmo que não tenha participado da primeira etapa. Os atletas da primeira etapa, podem continuar competindo nas etapas seguintes, pois existe uma espécie de ranking que vai somando pontos até o final do evento, que acontece em outubro deste ano (2017).

Para cada etapa, os atletas fazem uma nova inscrição no valor de 30,00 reais para os percursos de 250 e 500 metros, e 50,00 reais, para os de 1000 e 3000 metros. As provas serão realizadas em trajetos balizados por três boias ou terá a distância pré-determinada, de acordo com a característica da praia.  Todos os competidores das provas de 1000 e 3000 metros ficarão obrigados a realizar o percurso pré-determinado ou contornar as boias de sinalização. O atleta que não cumprir o percurso será desclassificado.

Segundo a professora Katia Castilho, responsável pelo evento, os interessados em participar da segunda e das etapas seguintes devem fazer sua inscrição pelo site chiptiming. ‘’A pessoa precisa entrar no site com os documentos necessários em mãos e fazer a sua inscrição de acordo com as categorias especificadas’’, explica Katia.

As datas e os locais que vão acontecer as próximas etapas do evento já estão confirmadas. ‘’A segunda etapa do evento vai acontecer na praia do Lázaro, dia 4 de junho; a terceira na praia da Almada, dia 24 de setembro e a final no Perequê-Açu, no dia 22 de outubro’’, esclarece a professora.

 

Circuito Ubatuba de Águas Abertas

O evento Circuito Ubatuba de Águas Abertas existe desde 1997,  e foi criado pela Secretaria Municipal de Esporte e Lazer de Ubatuba. Tem como objetivo divulgar a natação no Litoral Norte e todo o Vale do Paraíba, incentivando o aprimoramento técnico dos atletas, não só nos limites das piscinas, mas também em ambientes abertos, mantendo contato e integração do homem com a natureza. É realizado em quatro etapas, aberto a todas as entidades e clubes sem distinção de sexo ou idade.

Time que conquistou a 14° taça do campeonato de malha, ASSEM (Associção dos Servidores Municipais de São José dos Campos). (Foto: Arquivo Pessoal)

Fundado em 1992 São Sebastião o tradicional Clube da Malha completa 25 anos em julho, mas com o repasse de verba para o projeto atrasado há mais de um mês, o clube pode acabar sem continuidade, relata o presidente do Clube, Paulo Lindberg.

 

Para ele, que é empresário em São Sebastião e jogador desde a fundação do Clube da Malha de São Sebastião, é um pouco difícil popularizar e divulgar a modalidade por causa da falta de veículos de comunicação na cidade, mas eles tentam motivar ao máximo quem participa e realizam um trabalho de qualidade para quem frequenta.

O presidente disse ainda que a modalidade sempre teve apoio da prefeitura. Havia um convênio com a outra gestão para que o salário de um técnico e dois monitores fosse pago com esse auxílio. Até então, nunca havia faltado – mesmo em troca de gestões – porém, na administração atual o valor ainda não foi repassado.

“Ainda não estão ajudando, mas estão procurando uma maneira de dar o apoio para nós continuarmos nosso trabalho. Nós estamos nos virando, sem pagar monitores no momento. Se a prefeitura não ajudar, não der o apoio, a tendência é acabar”, explica Lindberg. A previsão de pagamento era até o mês de março, mas até o fechamento dessa reportagem os valores ainda não haviam sido repassados.

Jogadores e técnico apreensivos durante 14° Campeonato de Malha. (Foto: Jhessica Fernandes).

Rafael Henrique, 31, monitor de malha e bocha, disse que o auxílio que a prefeitura vem dando tem melhorado. No entanto, talvez o problema desses últimos repasses sejam por conta do início da administração. “Está difícil sair porque é novidade pra eles, mas acredito que vá ser bom”.

Em contrapartida, o monitor disse que todo patrocínio do campeonato brasileiro desse ano ficou por conta da prefeitura. Os visitantes ganharam alimentação e a hospedagem, que ficou dividida entre os hotéis Terrinos, nas Cigarras; Veleiro, do Pontal da Cruz e Guarda Mor,  no Porto Grande, próximo ao Clube da Malha.

Além disso, o Clube da Malha também oferece escolinha para todas as idades de forma gratuita, com lanche para os alunos. As aulas acontecem todas terças, quartas e quintas-feiras, com o horário dependendo da disponibilidade do aluno. Há monitores para os períodos matutino e vespertino.

Sobre o torneio

Placar de um dos jogos do 14° campeonato de malha. (Foto: Jhessica Fernandes)

São Sebastião foi palco do 14° Campeonato Brasileiro de Malha.  Os times participantes do campeonato que aconteceu dos dias 21 a 23 de abril vieram de vários locais, como, Rio de Janeiro, São José dos Campos, Minas Gerais e Mogi das Cruzes.

O time de São José dos Campos – ASSEM (Associação dos Servidores Municipais de São José dos Campos) conquistou a 14° Taça de Malha do Campeonato Brasileiro.

Luís Antonio Soares, 36, balanceiro, jogador e técnico de malha, relatou que a expectativa para o jogo era grande. “A Cidade é  sem comentários. O campo é excelente e a competição muito organizada, que é o que a malha precisa ultimamente”.

 

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Professor de Ubatuba Juan Ricardo dá instruções a um Índio local em clínica realizada em 2015 (Fotos: Arquivo da FPAF)

Ubatuba vai sediar a quarta etapa do IV Field da FPAF (Federação Paulista de Arco e Flecha), competição que está sendo realizada pela terceira vez no município. As provas ocorrerão nos dias 29 e 30 de abril, com início às 9 horas, nas Ruínas da Lagoinha , um dos pontos turísticos de Ubatuba, no bairro da Lagoinha. Essa etapa é organizada por Marcelo Pereira, 51 anos, presidente da Federação e pelo professor e paratleta Juan Ricardo Urrejola, 49 anos, em conjunto com a prefeitura da cidade.

O campeonato, dividido em 12 etapas, tem como meta a divulgação do esporte e a integração das culturas indígenas na sociedade. Marcelo explica que esse é um campeonato de atletas federados do Estado de São Paulo, mas que os índios são convidados para acompanhar a competição e participar de clinicas  da modalidade com auxílio de um instrutor exclusivo para eles.

A competição ocorre em 12 etapas e reúne ambos os sexos. A inscrição custa R$70,00 por prova.

Até dia 7 de abril, cerca de 80 atletas já estavam inscritos, entre eles, Rogerio Ambrosio e Rodnei Ramos, com títulos brasileiros e das Américas, e Roberval dos Santos que participou de uma etapa do mundial e ganhou diversos prêmios na categoria adulto. Mas o presidente da Federação ressalta a participação de vários outros esportistas com grande futuro no arco e flecha.

Além dos atletas, dos organizadores e convidados, a expectativa é a de que por volta de 200 pessoas irão assistir ao evento e também terão acesso às clinicas de arco e flecha.  O campeonato tem 12 etapas e os vencedores ganharão medalhas e troféus. Também o clube dos atletas terá direito a prêmio: R$ 7 mil reais para o primeiro lugar e R$ 3 mil para o segundo colocado. O atleta interessado em participar terá que pagar taxa de inscrição de R$70,00, além de ser federado.

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Campeões de Beach Soccer na categoria sub-9 (Foto: Laura Badaró)

A escola de futebol Ponte Indaiá é atual tricampeã na categoria sub-9 em campeonatos da cidade de Caraguatatuba. O treinador Lincoln Sato, após viver vinte anos no Japão, voltou para a Cidade e decidiu iniciar o projeto há quatro anos.

Campeões do campeonato de futebol na categoria Sub-9 (Foto: Laura Badaró)

Atualmente a escolinha conta com 50 alunos, e a idade média dos atletas varia entre 9 e 13 anos.

Para ajudar no treinamento das crianças, Lincoln conta com seu amigo Wagner Memura, que eventualmente participa das atividades da Escolinha. Wagner também passou um tempo no Japão e é preparador físico e treinador de voleibol.

Para Wagner e Lincoln há muita diferença cultural entre os dois países. “Os japoneses tem muita disciplina. Se juntarmos a técnica brasileira com o disciplina japonesa ninguém segura os brasileiros. Essa é uma das coisas que tento trazer de lá”, disse Lincoln.

Segundo Wagner, o esporte é muito divulgado por lá, as pessoas são encorajadas a praticá-lo. “Os japoneses gostam muito de atividade desportiva, independentemente do porte físico. Temos que divulgar mais o exercício físico aqui na cidade”, finaliza Wagner.

A clientela de Lincoln também parece satisfeita com a iniciativa da escolinha. “Estávamos procurando um treinador para meu filho, Rafael, e o Lincoln fez meu filho se sentir bem em treinar com ele”, contou Flávia Badaró, mãe de uma das crianças que frequenta a escolinha. ela acrescenta que os treinos parecem bem divertidos. “Para poder treinar eu tenho que ser bom na escola e respeitar as pessoas”, completou Rafael Badaró.

 

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Largada da 2° travessia realizada em 2007. (Fotos: Divulgação - Consciência Verde)

No próximo sábado (1°), às 9h, será realizada a 4° Travessia Natatória “Soldado Simão Rosa da Cunha”. A competição ocorre na Ilha Anchieta, em Ubatuba-SP, em comemoração aos 40 anos do PEIA (Parque Estadual Ilha Anchieta)  . A organização do evento é de responsabilidade da ONG Catamaran Ubatuba (Associação Caiçara de Técnicas Ambientais, Apoio e Resgate em Ambientes Naturais), com apoio da equipe Consciência Verde e o PEIA.

Troféu da travessia de 2009.

O trajeto a ser cumprido no dia da prova é o mesmo percorrido pelo  soldado Simão Rosa da Cunha, quando buscou ajuda no continente durante a rebelião de 1952 no Instituto Correcional construído na Ilha Anchieta, desativado três anos depois (leia matéria abaixo).

A travessia terá início na Ilha Anchieta e encerramento no continente, na Praia da Enseada, com um percurso de aproximadamente 5,5km, sendo indicada, portanto, somente para atletas. A entrega da premiação será feita na ilha e a prova está prevista para encerrar às 14h.

Os participantes podem fazer o percurso em categoria individual ou categoria trio. Na individual, o atleta deverá ter ao seu lado um barqueiro ou um caiaqueiro, que acompanhará o trajeto. A responsabilidade de contratação do acompanhante é do próprio atleta.

Já na categoria trio, a obrigatoriedade é de uma equipe mista de três participantes (dois homens e uma mulher ou vice-versa). Os atletas devem estar acompanhados de um barqueiro e  de uma pessoa que se responsabilizará pela condição dos competidores durante a prova, incluindo-se o revezamento deles a cada 30 minutos.

Atletas na travessia de 2009.

“A natatória, além de ser um evento esportivo, tem também um caráter cultural. A ideia é relembrar a rebelião de 1952 e fazer uma homenagem aos filhos da ilha, pessoas que nasceram, moraram e/ou trabalharam no local, na época da rebelião, mesmo porque é por eles que conhecemos as histórias daquele lugar” explica Aline Lima Pereira Moralles, integrante da ONG Catamaran e proprietária da Consciência Verde.

A última competição do tipo ocorreu em 2009, contando com patrocinadores. Neste ano, a prova será realizada sem qualquer patrocínio, mas contando com apoiadores, como a Polícia Ambiental Marítima e o GBMar.

As inscrições são limitadas e podem ser realizadas até quinta-feira, 30 de março,  através do e-mail catamaranubatuba@gmail.com.

Inicio da competição naquele ano.

A travessia está aberta para pessoas que tenham 16 anos ou mais. Os menores de idade devem ser autorizados por um responsável.

Para quem não é adepto da natação, os responsáveis pelo Parque Estadual reservaram atividades recreativas abertas para o público em geral, como trilhas subaquáticas, tendas temáticas, exposições, rodas de conversas, entre outros. O evento será realizado nos dias 1° e 2 de abril, a partir das 10h. A taxa de visitação do parque será isenta nesses dias e algumas embarcações credenciadas estarão com preços promocionais.

 

 

ILHA ANCHIETA

 

Presidio da Ilha Anchieta em atividade. (Acervo: PEIA/ APRHIAF)

Em 1902, quando a Ilha Anchieta tinha outra denominação (Ilha dos Porcos), 412 famílias que habitavam o local tiveram suas residências desapropriadas, em função da construção de uma Colônia Penal.  Com o passar do tempo, o número de condenados foi diminuindo, o que levou á desativação da colônia, em 1914. Os presos foram transferidos para o presídio de Taubaté-SP. Em 1928, o lugar foi reativado com a finalidade de abrigar pessoas que cometeram crimes políticos no período da ditadura de Getúlio Vargas. Além dos presos, passaram a morar na ilha soldados e seus familiares.

Em 1952, ocorreu a rebelião liderada por Álvaro da Conceição Carvalho Farto, conhecido como Portuga. O soldado Simão Rosa da Cunha conseguiu nadar até o continente e pedir reforços. É exatamente em função desse personagem que se criou o percurso da Travessia Natatória, que exige até hoje dos nadadores o cumprimento do mesmo trajeto.

“A ilha ficou praticamente abandonada até 29 de março de 1977, quando foi criado o Parque Estadual da Ilha Anchieta, hoje integrado à rede de Unidades de Conservação administrada pela Secretaria do Meio Ambiente de São Paulo através da Fundação Florestal.” (http://www.ilhaanchieta.com.br/index.htm)

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'Gringão' foi palco de competições importantes e recebeu grandes nomes do esporte nacional

Portão principal de entrada do Ginásio Gringão. (Foto: Jhessica Fernandes)

Interditado há cerca de sete meses, o Ginásio Municipal de Esportes José de Souza Gringo, mais conhecido como “Gringão”, tem prejudicado a rotina de vários atletas e treinadores de São Sebastião. O ginásio, localizado no bairro Varadouro, foi danificado por uma forte tempestade que provocou queda de árvores, falta de energia e destelhou casas em agosto do ano passado.

Adriano Marques de Oliveira, 47, professor de educação física e treinador da equipe de vôlei de São Sebastião desde 1999, disse ao FocaNaWeb que vários atletas passaram a treinar nas outras cidades da região e que alguns até pararam de treinar. “A gente perde atleta com isso, né? Pessoal do vôlei foi bastante pra Caraguá, alguns foram pra Ilha, porque não tinham ginásio para treinar”, lamenta.

Temporal causou danos estruturais na parte de trás do ginásio. (Foto: Jhessica Fernandes)

É o caso do Leonel Celoto Rosa, 33, que fez parte da equipe de vôlei que competiu nas Regionais de Taubaté, em 2015. Rosa se deslocava de Boiçucanga até o ginásio para jogar duas vezes por semana, e agora treina em Ilhabela. “Pelo que sei vários atletas pararam de jogar ou tiveram que ir pra outras quadras, até mesmo longe, pra pelo menos bater uma bola”, confirmou.

Ambos afirmaram que mesmo antes do ginásio ser interditado, a situação já era precária, pois toda vez que chovia, a quadra molhava e o treino tinha que ser paralisado para evitar o risco dos atletas escorregarem e se machucarem. Ainda assim, o Ginásio Gringão é a instalação mais adequada para realização de treinos e receber competições na cidade.

Cerca de um terço da cobertura foi levada pelos ventos de 90km por hora. (Foto: Jhessica Fernandes)

Não é a primeira vez que o Gringão foi interditado por conta de danos causados pela chuva. Em 2013 parte da cobertura também foi derrubada no momento em que um treinamento de vôlei era realizado no local. Segundo o portal de notícias G1, ninguém ficou ferido.

O treinador Adriano contou ainda que desta vez, os ventos que chegaram a 90km por hora, acabaram danificando a estrutura do ginásio, impedindo a colocação de novas telhas. O Ginásio Gringão, que já foi palco de campeonatos importantes e que inclusive já recebeu grandes nomes do esporte nacional, como o Bruninho do vôlei entre outros, terá de ser reformado ou talvez reconstruído.

Em nota, a Secretaria Municipal de Esportes (SEESP) confirmou o que ocorreu com o ginásio Gringão no ano passado. Segundo o diretor de esportes da SEESP, Davi Camargo Júnior, as atividades foram redistribuídas para outros locais. Os treinos de vôlei masculino e feminino, assim como de futsal, agora acontecem no CAE (Centro de Apoio Educacional) do Pontal da Cruz. Através de uma parceria da SEESP com o TEBAR Praia Clube de São Sebastião, algumas modalidades, como o basquete masculino e feminino, agora dispõem do espaço para treinar.

Com estrutura enferrujada, dificilmente poderá ser reformado. (Foto: Jhessica Fernandes)

Com relação a uma possível reforma do ginásio Gringão, o diretor de esportes informou que por ser uma estrutura muito antiga, pouco poderia ser feito para reparar os danos. Além disso, o ginásio só poderia ser reformado com verba municipal, pois, de acordo com Júnior, a prefeitura não possui a titularidade do espaço, isto é, não pode receber nem verba federal, nem estadual. Portanto, não existe previsão de reforma ou regularização do Ginásio Municipal José de Souza Gringo.

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O exercício para a terceira idade contribui na prevenção das quedas e fortalece a musculatura. Foto: Arquivo pessoal- Waldir Rodrigues).

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que dos mais de 206 milhões de habitantes no Brasil, 26,1 milhões são idosos. Conforme o Relatório Mundial de Saúde e Envelhecimento, o número de pessoas com mais de 60 anos no país deverá crescer muito mais rápido do que a média internacional. Enquanto a quantidade de idosos vai duplicar no mundo até o ano de 2050, ela quase triplicará no Brasil.

Para contribuir com a saúde desse grupo, a prefeitura de Ubatuba organiza em praticamente todos os  bairros da cidade atividades como alongamentos, caminhadas, entre outras. Todas estas práticas são monitoradas por um profissional de educação física e são gratuitas.

A atividade física na terceira idade é essencial para manter uma vida saudável e aumentar a qualidade e expectativa de vida. (Foto: Arquivo pessoal: Carolina Ribeiro)

Um dos bairros participante do projeto é o Pereque-Açú. As atividades acontecem no terminal turístico do bairro. Nele os idosos podem fazer alongamento e se encontrarem para as caminhadas na orla da praia.   O casal Waldir e Júlia Rodrigues são alunos do projeto e dizem que os benefícios são enormes. “A gente se sente muito bem.  Por um tempo tive problemas de circulação e no joelho. Depois que comecei a fazer alongamento,  passei a andar bem melhor”, disse Júlia.

Waldir confirma que além da parte física existe a questão social. “Com essas atividades, a gente se socializa mais com as pessoas. Cria outro ambiente, passa conviver com outros idosos e faz amigos”.

Carolina Ribeiro, professora de Educação Física, destaca que essas atividades auxiliam na qualidade de vida, controle de diabetes, artrite, doenças cardíacas, além de diminuir a pressão.

Além de proporcionar um melhor convívio social, projetos para idosos auxiliam para   um envelhecimento mais ativo.
Além de proporcionar um melhor convívio social, projetos para idosos auxiliam para um envelhecimento mais ativo.

“Bem direcionadas, elas vão, além de tudo, influenciar na autonomia do idoso, que  vai começar a realizar atividades sozinho, podendo torna-se uma pessoa mais independente”, destaca ela.

Aos interessados, as inscrições ocorrem no início do ano. Para participar, é necessário ir até a Secretária de Esportes, completar uma ficha e realizar um exame médico para verificar se está apto para a atividade.

 

 

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Espaço Aventura oferece tirolesa, escalada e arvorismo (Foto:Hilton Learte)

O recentemente inaugurado Espaço Aventura, na Avenida da Praia, em Caraguá, é uma das grandes apostas do município.  Voltado para o público em geral, inclusive cadeirantes e idosos, o local é um espaço construído para oferecer atividades como tirolesa, arvorismo e escalada, todas um em único lugar.

Os interessados em participar das atividades são separados por níveis. Esses níveis abrangem a altura e a periculosidade da atividade. O nível I é direcionado às crianças. O nível II é para adultos, cadeirantes, idosos e crianças autorizadas pelos responsáveis e com supervisão dos monitores. O nível III é mais radical. Ele é voltado para jovens com boa capacidade física e atletas. Os cadeirantes têm acesso ao arvorismo nível II pelo elevador, onde podem realizar o percurso da ponte.

Cadeirantes usam a tirolesa com material de suspensão especial (Foto: Luís Gava)

Duas tirolesas compõem as modalidades do espaço. Uma para crianças e a outra para adultos e cadeirantes, que podem fazer o passeio com material específico para suspensão. O paredão para escalada é único e, por enquanto, só pode ser usado por jovens com capacidade física nos braços e pernas.

A estudante Taynara Moreira, que tem deficiência física nas pernas, pareceu contente ao descer pelo fio que atravessa toda a estrutura, e mostrou isso enquanto dizia, entre sorrisos, o quanto a ideia era inovadora. “Espero que mais lugares assim sejam espalhados pela cidade. Eu nunca tinha descido a tirolesa antes”, disse eufórica, “o problema é ter que vir ao centro da cidade para fazer as atividades.”

O projeto é o primeiro na cidade e também na região. Segundo a prefeitura, não há previsão para construção em outros pontos.

Para o professor de Educação Física Alan Amarantes, a proposta é interessante e agrada as crianças, que fazem fila para participar das atividades. “Eu trago meus alunos para cá quando eles se comportam. Funciona como incentivo à participação dos pequenos no esporte e também promove a inclusão. Caraguatatuba tem acertado no quesitos valorização e inclusão, e acho isso essencial para a qualidade de vida dos munícipes.”, declarou.

O nível I é destinado às crianças (Foto: Luís Gava)

De acordo com a secretária dos Direitos da Pessoa com Deficiência e do Idoso, Ivy Malerba, o Espaço Aventura foi cuidadosamente pensado para atender, de forma segura, a necessidade da população de esportes radicais, sem deixar de lado as pessoas que têm difícil acesso a esse tipo de prática. “A intenção é beneficiar a todos, e não vamos parar por aí”, disse.

Além do Espaço Aventura, no mesmo local também funciona a Praia Acessível, um programa voltado ao deficiente físico que conta com cadeiras anfíbias (equipamento que supera a areia, entra e flutua na água), tendas e esteiras, profissionais de Educação Física, além de uma equipe capacitada, que recebe o usuário e o acompanha no banho de mar e na realização de atividades recreativas.

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O Espaço Aventura e Praia Acessível estão localizados no mesmo lugar (Foto: Hilton Learte)

O Espaço Aventura funciona de quarta a domingo, em horários diferenciados:

Quarta-feira: das 8h às 14h;

Quinta-feira: das 13h às 19h;

Sexta-feira e sábado: das 16h às 22h;

Domingo:  das 10h às 16h.

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