Destaque-Esportes

Profissional do clube paulista, Ricardo Oliveira, esteve em Caraguatatuba selecionando atletas da região

Apesar da chuva, várias crianças participaram do evento. (fotos Daniela Andrade)

Mais de 170 atletas entre 11 e 14 anos participaram da seletiva do Esporte Clube Corínthians nesta segunda-feira, no centro Esportivo Municipal Ubaldo Gonçalves (CEMUG), em Caraguatatuba. Apenas quatro conseguiram vaga para segunda etapa que será em São Paulo. As Inscrições foram feitas, mediante a doação 1 kg de alimento e 1 litro de leite, que foram encaminhados ao Fundo Social de Solidariedade de Caraguatatuba.

Gabriel Felipe Tomé, conhecido como “Birô Birô”, nascido em 2004, foi um dos atletas selecionados. “Estou muito feliz por poder mostrar o meu futebol e conseguir me destacar”, conta o jovem.

Rafael Basagli, de 2008, ponta direita, deixou o pai, Fabiano de Brito, emocionado com o desempenho dele. “Estou emocionado. Hoje foi uma boa conquista para o meu filho. Estou muito orgulhoso e feliz por ele estar realizando um sonho”.

Os atletas Hugo Vinicius (2008) e Rafael Silva (2005) também se destacaram naquela manhã chuvosa de segunda-feira. Hugo veio acompanhado de toda a família e ficou muito emocionado com o resultado.  A mãe dele, Carolina Oliveira contou que o garoto já participou de outras seletivas e se destacou. “Mas ele queria vir para o Corinthians, que é o time de coração dele”, explica. Entusiasmado, o pequeno disse que sonha conhecer Balbuena, um dos defensores do clube.

Já Rafael Silva crê que será importante participar do treinamento em São Paulo. “Quero mostrar meu futebol e me destacar por lá”.

Também houve quem veio de longe para seletiva mas não teve tanta sorte. Valcerlan Oliveira, técnico em barra do Sahy, a 56 km de Caraguatatuba, trouxe consigo os filhos, Lucas, de dez anos, e Gabriel, com 11. Os dois jogam no sub 11. “Infelizmente não passaram hoje, mais gostei do desempenho dos meus garotos”, conta o pai.  Gabriel está de malas pronta para o Paraná, já que se destacou em uma seletiva do Atlético Paranaense. O garoto deixou um conselho para o irmão caçula Lucas. “Hoje não conseguimos, mais amanhã pode ser melhor. Agora é focar nos nossos objetivos, estudar bastante, treinar bastante e ir atrás dos nossos sonhos”.

O desempenhos dos atletas esteve na mira do professor Ricardo Oliveira, observador técnico do Corinthians, que afirmou que para ser selecionado o atleta precisa, na parte técnica, saber utilizar alguns fundamentos básicos. “O domínio, passe, finalização, cabeceio, vai depender da posição da criança”, explica.

Para Ricardo, a idade da criança também é um fator de influência.  “Quanto mais novo, é mais fácil, pois os meninos mais velhos já vêm com certos vícios. Quanto antes conseguirmos levar o atleta pro clube, melhor! Prefiro que os atletas sejam “crus” para que possamos desenvolvê-lo dentro do clube”.

Ricardo Oliveira, olheiro do Corinthians, esteve em Caraguá selecionado garotos para a base do Clube.

Ele explica ainda que a partir de agora, os quatro selecionados  passam para a fase de observação, dentro do Parque São Jorge. O olheiro ressalta a importância da parceria que recebe dos professores e técnicos Claudio Ferreira, Lincoln Sato, Leonardo Sergio, da Secretaria de Esportes de Caraguatatuba ao realizar a peneira.

Claudio, tinha como principal função, distribuir os coletes e direcionar cada atleta à sua função. Leonardo e Lincoln estavam à disposição para todas as funções de acordo com o que o olheiro pedia.

A seleção contou com participantes nascidos entre 2006 e 2009 – que terão o período de observação de 27 de novembro a 1° de dezembro –  e  os nascidos entre 2003 e 2005, que participam na semana do dia 06 a 10 de novembro. Os dois grupos terão uma rotina de treinamento diário junto a atletas selecionados do Brasil todo.

 

Jovem de Ilhabela é atualmente jogador de futebol profissional no Santo André

Alex é famoso na cidade de Ilhabela pelo seu talento (Fotos: Arquivo pessoal)

Alex Nagib, 21 anos, jogador de futebol desde os nove anos, batalhou por seu sonho e hoje vê o quanto valeu a pena os sacrifícios e dificuldades enfrentados pelo caminho. “Cheguei no clube Santo André em 2015. Lá me tornei profissional, mas meu primeiro time foi o União Suzano, quando tinha 16 anos.”

Apesar de seu talento, foram necessários muitos testes. Isso rendeu a Nagib um extenso currículo, tendo jogado anteriormente pelos clubes Primeira Camisa, de São José dos Campos;  Brasilis, Grêmio Barueri e São Paulo, na capital;  além de Juventus e Marcílio Dias em Santa Catarina.

Seu atual clube lhe forneceu boas estruturas para se manter desde que chegou, na época de base. Mas nem sempre foi assim. “Alguns clubes têm alojamento, lugar em que dão comida, porém, depende do clube. Se não tem estrutura, nós temos que tirar do nosso bolso para nos mantermos.” O atleta disse que já viveu este tipo de situação.  “Já passei por lugar de não ter nem comida e precisei me virar. Quando meu pai me ligava, eu dizia que estava tudo bem, só para continuar em busca do meu sonho”, relembra.

Alex (de uniforme azul) jogando pelo Santo André contra Audax.

Atualmente, o jogador tenta conciliar a rotina de treinos e jogos com fins de semana em que volta a Ilhabela para ver sua família, namorada e amigos. Mas lidar com constantes viagens foi difícil. “No começo eu chorava muito, era muito novo. Foi a partir dos meus 9 anos que comecei a ficar longe para jogar.  Meu pai desde sempre foi quem me levou para todo lugar e me apoiou em tudo”, conta.

A família tem boas recordações de tudo o que passaram. O pai, Nagib Pereira, citou lembranças como a avaliação para o São Paulo, no estádio do Morumbi, onde havia cerca de 30 garotos de diferentes estados a serem avaliados. Seu filho foi o único a passar. “Vi aquele estádio e pensei: será que um dia verei meu filho jogar aqui?” E assim como o pai, o irmão do atleta, Jefferson Teixeira, se recorda de muitos momentos bons e citou uma das primeiras viagens que fizeram juntos para MG, na cidade de Itupeva, onde o time de Alex ganhou de 3 a 1.

Em relação a seus sonhos e futuro, Alex afirma querer chegar a “um grande clube, com certeza, e a seleção será consequência do meu trabalho. Sei que Deus tem o melhor pra mim”, acredita.

O Santo André está classificado no Grupo B do Paulistão A1 2018, junto ao São Paulo, Ponte Preta e São Caetano. Em 2017, o jovem teve sua oportunidade de participação no campeonato e tem esperanças. “O próximo ano vai ser o segundo como profissional, então tenho que batalhar para ter espaço novamente no elenco”, finaliza.

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Graziele de Jesus treinou e incentivou os atletas da região

Técnico Alvino Camilo Souza, de Caraguá ,com Graziele de Jesus. (Foto: Arquivo Pessoal)

A atleta de boxe da seleção brasileira Graziele de Jesus, da categoria 51Kg, foi convidada pelo técnico Alvino Camilo Souza e sua esposa, a também professora de Educação Física, Joelma Silva Prado Souza, para fazer um treino em conjunto com as atletas da modalidade de Caraguá. “Fui convidada pela minha história, pelo o que eu já vivi e para incentivar os atletas novos”, afirma Graziele.

Graziele de Jesus treina com Caroline Camargo atleta da cidade que vai para o Campeonato Brasileiro (Foto: Arquivo Pessoal)

A lutadora e seu treinador, Anderson Firmino, vieram pela segunda vez à Caraguatatuba. “Buscamos parceria para treino, para amizade, para trocar conhecimento. E recebemos um convite de Caraguá. A ideia é fazer um intercambio de treinamento, conhecer formas de trabalho, formas de conduta no ringue, porque cada academia, cada equipe, tem uma diferença na hora de se portar no ringue. E isso é muito bom pra nós, já que a Grazi no exterior vai lutar com pessoas diferentes.”

Anderson Firmino,  explica que normalmente a atleta treina com a Seleção.  Ele a acompanha já há oito anos, e treina com Graziele nos finais de semana. “Um treino mais descontraído porque durante a semana ela já pegou uma carga muito pesada por conta da Seleção. Lá ela está fazendo um trabalho Olímpico para ir a Tóquio em 2020.”

Graziele e a turma do boxe de Caraguatatuba(Foto: Arquivo Pessoal)

Graziele é atleta da modalidade há quase nove anos. Hoje é titular da Seleção e está invicta no Brasil há quatro anos.  Mas o boxe surgiu na vida da menina de Mogi das Cruzes por acaso. “No começo não era meu objetivo, até por que eu só ia ver o meu irmão lutar boxe. Ai depois, vendo ele, eu comecei a treinar. Desde o primeiro soco eu nunca mais parei.”

A lutadora tem uma história de superação. Ela encarou a luta mesmo quando tinha problemas no ombro,  devido a uma queda que teve na infância. Por muitas vezes ela se superou no ringue. “As vezes, (o ombro) saia do lugar e ela colocava. Eu mesmo já coloquei várias vezes o ombro dela no lugar. Depois, no boxe ela danificou o outro ombro por causa desse problema nas articulações. Agora ela já está curada”, explicou Anderson Firmino. Ele também disse que ela já era campeã antes mesmo de melhorar. “Hoje ela pode treinar sem medo e sem restrições, tendo um boxe mais completo”, conclui.

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Uma segunda sede será entregue na Praia Grande, após o término da atual construção

Construção da primeira sede da Escolinha de Surf em Ubatuba localizada no bairro Perequê-Açu (Fotos: Divulgação)

A primeira sede da Escolinha de Surf de Ubatuba está sendo construída na praia Perequê-Açu. A obra está sendo realizada através de um convênio entre a Prefeitura de Ubatuba, a Caixa Econômica Federal e o Ministério dos Esportes.  O total do investimento será de R$ 413.029,16, que também financiará mais uma unidade na Praia Grande.

A obra está sendo realizada pela Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano – Emdurb e está prevista para ser entregue em março de 2018. Ubatuba já possuía a Escola Municipal de Surf, inaugurada em abril de 1995, no entanto não havia um espaço físico para a sede.

Fábio Lima, diretor de Eventos e Estrutura da Associação Ubatuba de Surf conta como é satisfatório depois de 22 anos, ver um sonho se realizar, “Está sendo muito gratificante, uma vez que outras administrações tiveram oportunidade de fazer e não fizeram. Mas o Setor de Surf da Secretaria de Esportes nunca deixou de acreditar e sempre mantivemos esse sonho”.

Imagem ilustrativa da futura sede de Escolinha de Surf

Ele ainda conta sobre as mudanças e projetos que virão junto com a sede. “Com a utilização das sedes, haverá aumento dos dias de aulas, passando de três para cinco dias. O espaço também poderá ser usado durante a semana por outras modalidades de esportes de praia: vôlei, futevôlei, frescobol”. A ideia, ainda, será promover eventos diversos nos fins de semana.

O ex-jogador do Corinthians, Marcelinho Carioca, atual secretário de Esportes e Lazer do Município, disse que a obra é um meio de aumentar a estrutura à prática do esporte. “Em quase 380 anos de história, essa é a primeira sede do surf no município. Ubatuba é a ‘capital do surf’, então, necessitava de uma sede para o esporte. Esse é um ganho para o município e a gente se sente honrado e feliz em poder fazer parte disso”, destacou Marcelinho.

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O "novo atleta" será um dos mais de cem ciclistas que participam neste domingo da tradicional prova da cidade

"Praticando o ciclismo, perdi 12 quilos em apenas cinco meses", diz Alessandro (Foto: Arquivo pessoal)

Andar de bicicleta pode mudar a rotina e a vida de uma pessoa. Pelo menos foi o que aconteceu com o contador Alessandro Gomes dos Santos, de 36 anos, que abraçou o hobby de pedalar há apenas cinco meses. O lazer transformou-se em vontade pela competição e o “novo atleta” irá largar neste domingo (3), as 8h horas com as dezenas de ciclistas que participarão da 3ª Prova Ciclismo Cidade de Ubatuba.

O evento reunirá competidores federados, federados amadores ou não federados de diversas categorias, entre elas: Elite Masculino/Feminino, Sub23 Masculino/Feminino, Master A1, Master A2, Junior Masculino/Feminino, Juvenil Masculino/Feminino.

Alessandro será praticamente um iniciante entre ciclistas e equipes de várias partes do Brasil e do próprio município.  Mas a prova poderá servir de inspiração para outros “Alessandros” que não praticam o esporte, ou fazem o uso da bicicleta no seu cotidiano somente como meio de transporte.

O “novo atleta” também era sedentário e com diversos problemas de saúde, “Eu estava só focado na minha profissão. Quando me deparei, estava pesando 102 quilos. Sentia dores na coluna, cansaço e muito sono”, recorda.

Foi quando um presente de um amigo mudou sua realidade. Ganhou uma bicicleta e os acessórios, além do convite para pedalar juntamente com o colega. Desde então, o ciclismo entrou em sua vida, como esporte e saúde. Tudo ocorreu há cinco meses, o suficiente para perder 12 quilos dos 102 que pesava no início do ano.

Outro ciclista que estará na competição deste domingo, Walquer Briet, aponta mais vantagens no hobby de pedalar: a possibilidade de conhecer novos lugares. “Somos uma família. A cada pedal, um lugar diferente, pessoas diferentes, amizades que construímos a cada trilha. As provas são incríveis, e mostram que você é capaz de ir a qualquer lugar apenas com sua “Magrela”.

Percurso e premiação

Neste ano, os participantes da prova de Ubatuba, sairão da Praça de Eventos (Avenida Iperoig), seguindo até a cachoeira da Escada, localizada na divisa de Ubatuba com a cidade de Paraty (RJ), e retornarão para o ponto de largada, em um percurso de aproximadamente 96 km.

Por esse motivo, a disputa contará com a ajuda do DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) e da Policia Rodoviária Federal, que bloquearão parcialmente toda a extensão do trajeto, entre 8h e 13h. Os cinco primeiros lugares de cada categoria receberão troféus e brindes e a equipe que tiver o maior número de participantes ganhará um troféu personalizado, além de um brinde especial.

 

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Jeferson ensina a seus alunos como o esporte pode contribuir na formação do caráter das pessoas.

Exemplo de superação, professor de jiu-jitsu vence vício. Agora, sonha em recuperar outros usuários

Quando o esporte entra na vida de uma pessoa, nada fica igual. A prática esportiva aliada à vontade de vencer é capaz de transformar não somente corpos e mentes, mas também histórias. O esporte é, em outras palavras, poderoso instrumento de superação e integração, que mexe com o interior e exterior dos atletas, fazendo com que eles ultrapassem seus próprios limites.

Tetracampeão Pan-americano

Jeferson Rodrigo Machado é professor de jiu-jitsu. Eleito atleta do ano em 2013, ele conquistou diversos títulos, sagrando-se tricampeão mundial, tetracampeão Pan-americano,  além de conquistar um Sul-americano e um Campeonato Internacional de jiu-jitsu.

Mas nem sempre foi assim. O atleta nasceu em uma família pobre, seu pai era viciado e por isso ele tinha contato diariamente com as drogas. Ainda na sua adolescência entrou no vício, consumindo crack, cocaína e maconha, entre outros entorpecentes.

Aos 18 anos Jeferson foi preso por roubo, e após oito anos de condenação, resolveu mudar. Quando saiu do presídio, conheceu o jiu-jitsu e sua vida começou a se transformar. “O esporte me disciplinava e ensinava a ter respeito pelas pessoas. Sempre fui um homem muito violento e após o treino exaustivo, me sentia muito mais tranquilo”.

Hoje, ele é um campeão porque, além de tantos campeonatos e títulos importantes, também venceu o vício. Há mais de dez anos, o lutador não usa nenhum tipo de entorpecente e quer ajudar outras pessoas a seguirem o seu caminho. Por isso, optou pelo jiu-jitsu para recuperar pessoas dependentes de vícios, usando como ferramenta suas aulas gratuitas para a comunidade.

“Eu era visto como um perdedor, que nunca ia conquistar nada em minha vida, e hoje por causa do esporte, quero ser exemplo para essas pessoas que também buscam a solução para seus problemas”, deseja o professor.

O mestre Jeferson (3º de quimono branco a partir da esq.) inspira alunos com sua história.

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No próximo ano, serão iniciadas as obras de construção de um Centro de Fisiologia ligado ao Cemug

Estão abertas as inscrições para meninas, dos 14 aos 25 anos, que queiram integrar a seleção feminina de futebol de campo de Caraguatatuba e que sejam residentes na Cidade.

Segundo Alan Felipe dos Santos, coordenador de eventos e esporte do Centro Esportivo Ubaldo Gonçalves (Cemug), a Secretaria disponibiliza anualmente 6 milhões para investir nos esportes. “Usaremos parte deste valor no futebol feminino de campo”, afirma.

Há um projeto em andamento para a construção de um centro de fisiologia para atletas da Secretaria de Esportes de Caraguá, com início previsto para 2018, que foi apresentado ao Prefeito Aguilar Jr.

O centro de fisiologia contará com academia, sala de musculação, massagistas particulares, hidromassagem, piscina térmica, sistema de ultrassonografia e equipamentos de alto padrão. Serão investidos na obra 600 mil reais.

A equipe de futebol feminino de campo atualmente passa por dificuldades tanto financeiras como de infraestrutura pois não possui uma sede própria. A Secretaria de Esportes diz estar divulgando os treinos por intermédio de rádios como a Integração FM, Caraguá FM e Rádio Oceânica. Além disso, serão dados incentivos às atletas como pagamento de inscrições individuais, alimentação, cessão do campo para atletas treinarem e veículo para viagens.

Alan Felipe dos Santos afirma que a prefeitura pretende fazer investimentos na equipe. (Foto: Patrícia Pereira)

“Nossa sociedade é muito discriminadora e o futebol feminino ainda sofre muito com o preconceito. Falta ainda investimentos nesta categoria. As atletas fogem do esporte pois precocemente iniciam no mercado informal de trabalho para ajudarem as famílias ou se firmam nos estudos, buscando outras profissões bem mais rentáveis”, afirma Alan.

Segundo Ivan Leonel, coordenador de esportes da Secretaria, em Caraguá pratica-se em larga escala o futsal. Por conta disso,  nunca se firmou um processo de divulgação e implantação de um trabalho com a base do futebol.  “No futebol de campo feminino, o trabalho é bem difícil e esbarramos com o horário de trabalho e estudo das atletas”.

“A grande dificuldade é não haver uma cultura do futebol de campo feminino na Cidade, já que o foco sempre foi o futsal, que é a grande potência da cidade”, explica Pérsio Monteiro, treinador da seleção feminina de futebol de campo de Caraguá. O técnico é formado em Educação Física pelo Centro Universitário Modulo e pós graduado em futebol e futsal pela Universidade Gama Filho de São Paulo, além de possuir inúmeros cursos de extensão. Ele já atua à frente de equipes de futebol feminino desde 2007, quando começou com a seleção de Ubatuba. Pérsio está no seu primeiro ano junto à equipe de Caraguá.

A equipe participa de vários amistosos, campeonatos e jogos oficiais. Recentemente, a seleção participou dos Joguinhos da Juventude, edição 2017, com a seleção sub-19, e também está disputando a 7° copa regional de futebol feminino adulto. A prioridade agora é a preparação para os Jogos Regionais, dos quais a cidade será sede.

A seleção recentemente conquistou um fato inédito. Depois de dez anos sem vencer nesta modalidade, foi campeã da fase litoral dos Joguinhos da Juventude este ano.

Pérsio destaca que por conta de estar iniciando o trabalho com o futebol feminino, há dificuldade de conseguir uma melhor infraestrutura e incentivos como, por exemplo, vale-transporte para locomoção das atletas. “Mas acredito que quanto mais mostrarmos nosso trabalho mais ganharemos confiança e benefícios”.

As interessadas em integrar a seleção de futebol feminino devem comparecer ao Cemug munidas do RG original. As jogadoras serão observadas pelos professores Pérsio Monteiro e Ivan Leonel. O Cemug fica na Av. José Herculano, 50 – Jardim Britânia. Outras informações pelo telefone (12) 3885-2200/2166. As aprovadas integrarão a equipe de futebol feminino do município.

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Segunda etapa deverá acontecer no dia 4 de setembro na praia do Lázaro

A segunda etapa deve acontecer na pra do Lázaro. (Foto: Divulgação)

Na próxima segunda-feira (15), abrem-se as inscrições para participar da segunda etapa do 20º circuito de Ubatuba de águas abertas. Trata-se de um evento de natação que traz atletas de várias cidades do Vale do Paraíba e Litoral Norte de São Paulo. A competição acontece na cidade de Ubatuba e é dividido em quatro etapas, em quatro praias diferentes.

A primeira etapa aconteceu no último domingo (7), com a primeira largada às 10 horas, na praia da Maranduba. Cerca de 300 atletas participaram da competição. Os participantes que conquistaram os três primeiros lugares de cada categoria foram premiados com troféus. Também houve a premiação para as equipes de natação. Todos os atletas participantes do evento receberam uma medalha de participação.

Vencedores da primeira etapa por categoria (Foto: Arquivo pessoal)

Qualquer pessoa, a partir dos sete anos de idade, pode se inscrever, mesmo que não tenha participado da primeira etapa. Os atletas da primeira etapa, podem continuar competindo nas etapas seguintes, pois existe uma espécie de ranking que vai somando pontos até o final do evento, que acontece em outubro deste ano (2017).

Para cada etapa, os atletas fazem uma nova inscrição no valor de 30,00 reais para os percursos de 250 e 500 metros, e 50,00 reais, para os de 1000 e 3000 metros. As provas serão realizadas em trajetos balizados por três boias ou terá a distância pré-determinada, de acordo com a característica da praia.  Todos os competidores das provas de 1000 e 3000 metros ficarão obrigados a realizar o percurso pré-determinado ou contornar as boias de sinalização. O atleta que não cumprir o percurso será desclassificado.

Segundo a professora Katia Castilho, responsável pelo evento, os interessados em participar da segunda e das etapas seguintes devem fazer sua inscrição pelo site chiptiming. ‘’A pessoa precisa entrar no site com os documentos necessários em mãos e fazer a sua inscrição de acordo com as categorias especificadas’’, explica Katia.

As datas e os locais que vão acontecer as próximas etapas do evento já estão confirmadas. ‘’A segunda etapa do evento vai acontecer na praia do Lázaro, dia 4 de junho; a terceira na praia da Almada, dia 24 de setembro e a final no Perequê-Açu, no dia 22 de outubro’’, esclarece a professora.

 

Circuito Ubatuba de Águas Abertas

O evento Circuito Ubatuba de Águas Abertas existe desde 1997,  e foi criado pela Secretaria Municipal de Esporte e Lazer de Ubatuba. Tem como objetivo divulgar a natação no Litoral Norte e todo o Vale do Paraíba, incentivando o aprimoramento técnico dos atletas, não só nos limites das piscinas, mas também em ambientes abertos, mantendo contato e integração do homem com a natureza. É realizado em quatro etapas, aberto a todas as entidades e clubes sem distinção de sexo ou idade.

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Time que conquistou a 14° taça do campeonato de malha, ASSEM (Associção dos Servidores Municipais de São José dos Campos). (Foto: Arquivo Pessoal)

Fundado em 1992 São Sebastião o tradicional Clube da Malha completa 25 anos em julho, mas com o repasse de verba para o projeto atrasado há mais de um mês, o clube pode acabar sem continuidade, relata o presidente do Clube, Paulo Lindberg.

 

Para ele, que é empresário em São Sebastião e jogador desde a fundação do Clube da Malha de São Sebastião, é um pouco difícil popularizar e divulgar a modalidade por causa da falta de veículos de comunicação na cidade, mas eles tentam motivar ao máximo quem participa e realizam um trabalho de qualidade para quem frequenta.

O presidente disse ainda que a modalidade sempre teve apoio da prefeitura. Havia um convênio com a outra gestão para que o salário de um técnico e dois monitores fosse pago com esse auxílio. Até então, nunca havia faltado – mesmo em troca de gestões – porém, na administração atual o valor ainda não foi repassado.

“Ainda não estão ajudando, mas estão procurando uma maneira de dar o apoio para nós continuarmos nosso trabalho. Nós estamos nos virando, sem pagar monitores no momento. Se a prefeitura não ajudar, não der o apoio, a tendência é acabar”, explica Lindberg. A previsão de pagamento era até o mês de março, mas até o fechamento dessa reportagem os valores ainda não haviam sido repassados.

Jogadores e técnico apreensivos durante 14° Campeonato de Malha. (Foto: Jhessica Fernandes).

Rafael Henrique, 31, monitor de malha e bocha, disse que o auxílio que a prefeitura vem dando tem melhorado. No entanto, talvez o problema desses últimos repasses sejam por conta do início da administração. “Está difícil sair porque é novidade pra eles, mas acredito que vá ser bom”.

Em contrapartida, o monitor disse que todo patrocínio do campeonato brasileiro desse ano ficou por conta da prefeitura. Os visitantes ganharam alimentação e a hospedagem, que ficou dividida entre os hotéis Terrinos, nas Cigarras; Veleiro, do Pontal da Cruz e Guarda Mor,  no Porto Grande, próximo ao Clube da Malha.

Além disso, o Clube da Malha também oferece escolinha para todas as idades de forma gratuita, com lanche para os alunos. As aulas acontecem todas terças, quartas e quintas-feiras, com o horário dependendo da disponibilidade do aluno. Há monitores para os períodos matutino e vespertino.

Sobre o torneio

Placar de um dos jogos do 14° campeonato de malha. (Foto: Jhessica Fernandes)

São Sebastião foi palco do 14° Campeonato Brasileiro de Malha.  Os times participantes do campeonato que aconteceu dos dias 21 a 23 de abril vieram de vários locais, como, Rio de Janeiro, São José dos Campos, Minas Gerais e Mogi das Cruzes.

O time de São José dos Campos – ASSEM (Associação dos Servidores Municipais de São José dos Campos) conquistou a 14° Taça de Malha do Campeonato Brasileiro.

Luís Antonio Soares, 36, balanceiro, jogador e técnico de malha, relatou que a expectativa para o jogo era grande. “A Cidade é  sem comentários. O campo é excelente e a competição muito organizada, que é o que a malha precisa ultimamente”.

 

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Professor de Ubatuba Juan Ricardo dá instruções a um Índio local em clínica realizada em 2015 (Fotos: Arquivo da FPAF)

Ubatuba vai sediar a quarta etapa do IV Field da FPAF (Federação Paulista de Arco e Flecha), competição que está sendo realizada pela terceira vez no município. As provas ocorrerão nos dias 29 e 30 de abril, com início às 9 horas, nas Ruínas da Lagoinha , um dos pontos turísticos de Ubatuba, no bairro da Lagoinha. Essa etapa é organizada por Marcelo Pereira, 51 anos, presidente da Federação e pelo professor e paratleta Juan Ricardo Urrejola, 49 anos, em conjunto com a prefeitura da cidade.

O campeonato, dividido em 12 etapas, tem como meta a divulgação do esporte e a integração das culturas indígenas na sociedade. Marcelo explica que esse é um campeonato de atletas federados do Estado de São Paulo, mas que os índios são convidados para acompanhar a competição e participar de clinicas  da modalidade com auxílio de um instrutor exclusivo para eles.

A competição ocorre em 12 etapas e reúne ambos os sexos. A inscrição custa R$70,00 por prova.

Até dia 7 de abril, cerca de 80 atletas já estavam inscritos, entre eles, Rogerio Ambrosio e Rodnei Ramos, com títulos brasileiros e das Américas, e Roberval dos Santos que participou de uma etapa do mundial e ganhou diversos prêmios na categoria adulto. Mas o presidente da Federação ressalta a participação de vários outros esportistas com grande futuro no arco e flecha.

Além dos atletas, dos organizadores e convidados, a expectativa é a de que por volta de 200 pessoas irão assistir ao evento e também terão acesso às clinicas de arco e flecha.  O campeonato tem 12 etapas e os vencedores ganharão medalhas e troféus. Também o clube dos atletas terá direito a prêmio: R$ 7 mil reais para o primeiro lugar e R$ 3 mil para o segundo colocado. O atleta interessado em participar terá que pagar taxa de inscrição de R$70,00, além de ser federado.

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