Destaque

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As duas chapas destacam a necessidade de criação do plano de cargos, carreira e salários

Candidatos das duas chapas durante eleição da comissão eleitoral 2017. (Foto: divulgação).

Dia 13 de setembro acontecerá as eleições do novo presidente do Sindserv (Sindicato dos Servidores Públicos de São Sebastião). Sindicalizados elegeram na primeira semana de agosto, na sede central, a comissão eleitoral do sindicato. Ao todo, 79 sindicalizados participaram e elegeram para a comissão: Luciana dos Santos, com 24 votos, Francisco Ferreira Bonfim, com 18, e Ocimar Barbosa, com 16.

A comissão eleita em agosto deve amparar a presidente do pleito na condução de todos os processos eleitorais realizados, como julgar as impugnações de candidaturas, os recursos e as petições das chapas concorrentes, de acordo com o regulamento.

A candidata da chapa um, Audrei Guatura, 43, servidora municipal no cargo de Agente de Combate as endemias e atual presidente do Sindserv. Desde 2011, decidiu participar diretamente das ações do sindicato, mas só em 2014 foi eleita presidente.

O candidato da chapa dois, Paulo Henrique, 39, atualmente é assistente de pessoal e advogado, mas também é servidor público desde 1998. Formado em Direito, já foi eleito membro da CIPA, Secretário de Governo, Secretário de Educação, Chefe de Gabinete, Vice Prefeito e Vereador.

Para Paulo, uma das propostas de melhoria no sindicato seria “elaborar, em parceria com a administração, o Plano de Cargos, Carreira e Salários”. Para Audrei, esse ponto também é destaque. “Garantir a efetiva implantação da criação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS), dos Estatutos do Magistério e da Guarda Civil Municipal (GCM), que já estão em andamento”, explica a candidata.

Quando se tratou de prioridades para o sindicato, Audrei citou que é estar em constante luta pela garantia dos direitos dos trabalhadores, sempre buscando melhores condições de trabalho e a valorização de toda a categoria. Já Paulo, diz ser, lutar pela valorização do servidor público.

Recentemente foi enviada à Câmara de São Sebastião, pela atual gestão administrativa, a proposta visando alteração no artigo 95 do estatuto, que trata da junta médica. As duas chapas se mostraram em desacordo com a atitude do governo, pois não é correto mudar a Lei Complementar 146/2011 sem consultar o Sindicato dos Servidores que é o representante legal da categoria.

Discussão durantes as normas da eleição 2017

Segundo o site do sindicato, em uma reunião para estabelecer as regras da eleição 2017 do Sindserv, que aconteceu na semana passada, houve uma discussão entre as chapas onde supostamente foram agredidos o advogado do sindicato e a atual presidente, Audrei Guatura.

Ainda de acordo com o site, a agressão partiu da chapa dois e um dos eleitos da assembleia e demais funcionários tiverem que intervir na situação. “Se exaltou no momento que a presidente resolveu unilateralmente alterar o que tinha sido decidido na reunião anterior. A única falha dele (um dos membros da chapa dois) foi com relação a ter empurrado a porta da sala e que o candidato a Vice Presidente da Chapa 01 também empurrou a porta”, afirmou Paulo Henrique.
Paulo Henrique não estava no momento dessa suposta agressão, pois o Regimento Eleitoral só permite que a atual gestão participe na qualidade de presidente do pleito. No entanto, ele disse ter ouvido ambos os lados. Contou ainda que solicitou que façam o ressarcimento caso tenha ocorrido algum dano. “Eu disse que não concordo com qualquer tipo de agressão ou dilapidação do patrimônio”, completou. Referente à discussão ocorrida, até o fechamento desta matéria, Audrei Guatura não havia se pronunciado.

 

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Além de criar conta no site Vakinha, grupo apresenta dois espetáculos no Mário Covas, em setembro

Geração Futuro conta com 80 integrantes, mas só quatro irão viajar. (Foto: arquivo pessoal de Marcela Galdino)

O grupo de danças urbanas Geração Futuro (GF) apresentará espetáculo no Teatro Mario Covas, em setembro, para conseguir verba a fim de competir na final do campeonato “Super Star Dance”, que ocorre no Paraguai em outubro deste ano. Outra opção utilizada pelo grupo com objetivo de obter a verba foi a abertura de uma conta no site Vakinha, que permite a arrecadação de qualquer valor para ajudar a companhia de dança. O grupo precisa arrecadar cerca de R$ 6 mil.

A classificação do GF para o campeonato no Paraguai se deu após o grupo de Caraguatatuba vencer o H2BEACH, competição de danças realizada em São Vicente, no ano passado. Sem apoio da prefeitura de Caraguatatuba, o grupo optou por obter a verba por conta própria.

O espetáculo no Mário Covas, que leva o nome de “Conexões Urbanas”,  ocorrerá no dia 23 de setembro e terá duas apresentações, às 15 e às 20 horas. Os ingressos custam R$ 15,00 (inteira) e R$7,50 (meia-entrada). O valor reduzido do ingresso serve aos servidores públicos, estudantes, deficientes e idosos acima de anos. O dinheiro arrecadado com os ingressos será integrado ao valor da Vakinha. Os depósitos pelo site podem ser feitos até o dia 27 de setembro, uma semana antes do evento. “Se vendermos todos os assentos à meia-entrada já conseguiremos o valor necessário para viajar. Embora nosso grupo conte com 80 integrantes, seremos apenas quatro bailarinos, mais o diretor do espetáculo e a mãe de uma dançarina menor de idade”, diz o dançarino Hilton Learte.

A ex-bailarina do grupo, Débora Almeida,  afirma que os problemas para que continuem representando Caraguatatuba nas competições são cada vez maiores. “A maior dificuldade que temos é a falta de apoio da prefeitura. É complicado, porque estamos levando o nome da cidade e tentando trazer premiações e até mais visibilidade para Caraguá.”

Cerca de cem dançarinos já participaram do grupo de danças urbanas Geração Futuro, e após as audições de julho deste ano o grupo conta com 80 integrantes. Com grande sucesso na região do Litoral Norte, o grupo tem uma média de 47 mil visualizações no seu canal do YouTube e  duas mil curtidas na página da CIA no Facebook.

A CIA de dança tem ensaios programados todas os finais de semana para não atrapalhar a rotina de estudo e trabalho dos bailarinos. Com jornada das 8 horas às 21 horas, os ensaios acontecem na Academia da Ascec – Sindicato dos Empregados do Comércio de Caraguatatuba, na rua São Benedito, 900, no Centro.

Os interessados em fazer parte do grupo devem participar das audições presenciais que ocorrem duas vezes ao ano. As audições são anunciadas pela página do Facebook e são divididas em quatro partes, nas quais os alunos são avaliados pelos integrantes do grupo por meio de coreografias (de iniciante à profissional).

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Aos 58 anos, Clóvis dedicou quase toda sua vida à feira

Clóvis carregando seu caminhão com flores no fim da feira. (Foto: Bruno Lázaro)

Feiras livres acontecem praticamente todos os dias em qualquer cidade brasileira, em diversos bairros e quase em todos os dias da semana. Apesar disso, pouco se sabe sobre o lado do trabalhador, do feirante, que acorda antes do sol nascer, para garantir que sua barraca esteja completamente armada logo pela manhã. Mesmo sendo um trabalho árduo e cansativo, a grande maioria dos feirantes considera o trabalho digno e compensador.

Assim pensa Clóvis Domingos, que considera a feira sua vida. O florista de 58 anos veio de família de feirantes e atua no ramo das feiras há 50 anos. Há 20, decidiu vender flores. “Minha vida praticamente começou na feira, não consigo viver sem ela”, disse ele.

Domingos começou na barraca de sua família, aos oito anos. Desde então, apaixonou-se pelo ramo e nunca mais o deixou, trabalhando em outras barracas, como ourives, vendedor de peixe, bijuterias e de confecção. O florista também contou que a renda é satisfatória e suficiente para ele e sua família. “Formei duas das minhas filhas e só não formei a terceira porque ela não quis”.  No tempo vago, o florista atua como comerciante, comprando e vendendo diversas coisas, em especial terrenos e veículos na região do Litoral Norte.

Já Jorge Leonaite, 55, possui uma história diferente da de Clóvis. Leonaite trabalhava em um banco, mas passou a ficar insatisfeito com o stress e com a rotina que levava, e saiu por conta própria do emprego anterior para então, por necessidade, começar sua vida como feirante junto de sua família. “No começo eu não gostava, mas com o tempo aprendi a amar o que faço”, contou. O feirante apontou como principal vantagem de atuar em sua profissão o fato de que não se fica desempregado, mas a pequena desvantagem é ter que trabalhar de domingo a domingo, muitas vezes sem intervalo. “Apesar disso, tudo que tenho veio da feira. Gosto do que faço”.

Felipe Rodrigues reorganizando seus produtos nas bancadas de sua barraca (Foto: Bruno Lázaro)

Outros feirantes herdam as barracas de suas famílias e as levam adiante, como Felipe Rodrigues, 23, que assumiu a barraca de sua mãe após ela decidir sair da feira depois de dez anos no ramo para atuar como contadora. Segundo Rodrigues, sua mãe começou a trabalhar na feira por necessidade de um emprego e sustento para sua família e desde então, tudo que conquistaram veio da feira. “Ela começou com um carro velho, depois conseguiu comprar uma kombi e depois um caminhão”.

Rodrigues também contou como funciona o reaproveitamento de alimentos de sua barraca. “Na feira se trabalha com muito material e é difícil vender tudo. Por isso, abaixa-se os preços dos produtos e os vendemos em bacias, mas há descarte quando o produto perde sua qualidade”.  Apesar de gostar, Rodrigues disse que há a possibilidade de mudar de ramo para trabalhar em uma transportadora.

Em sua grande maioria, os feirantes gostam do que fazem e dificilmente se vêem fora da feira. Não pretendem parar suas atividades como feirantes, como Clóvis e Jorge, mas há casos isolados em que o feirante estuda a possibilidade de sair da feira atrás de novas oportunidades, como Felipe e sua família, que apesar de gostarem da feira e não se enxergarem em outro emprego, pretendem deixar o ramo das feiras para seguir em outras áreas.

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A dupla de contadores de "causos" completa dez anos em 2018

Nhá Rita e Léco Borba se apresentando. (Foto: Arquivo pessoal)

Angelo Pereira e Rita Burgnerotti, também conhecidos como Léco Borba e Nhá Rita, são personagens de Caraguatatuba que contam lendas da região ou, como eles costumam chamar,  “causos”.  A dupla, que conquistou a região e resgatou a cultura caiçara, completa dez anos em 2018.

Angelo disse que começou sua trajetória como contador de histórias e “causos” quando o Colégio Módulo pediu para a Fundação Cultural sugerir um senhor,  pescador da cidade,  que contasse histórias e lendas de Caraguá.  “Era um movimento ligado ao meio ambiente que tinha no colégio. Pediram pra que esse senhor falasse como era Caraguá antigamente, que tinha bastante peixe e tal.” Porém não havia nenhum contador de histórias na época e então propuseram que Angelo o fizesse. O artista então criou seu personagem baseado um pouco no seu avô, que morava na roça.

Após ver uma foto dele no jornal do colégio, a FUNDACC gostou da ideia. Como já haviam disponíveis vários livretos que contavam as lendas da região na instituição, a FUNDACC resolveu apostar na ideia do personagem de Angelo, que contaria estas histórias. Logo de cara, o colocaram na Festa do Camarão para cobrir um artista que havia faltado. Outra surpresa para o contador é que sua performance seria junto com Rita e os dois, até então, não se conheciam. Angelo explica que ambos têm perfis diferentes como atores. Ele é mais engraçado e ela mais séria, por isso a dupla deu super certo.

Desde então, eles atuam como contadores de histórias em diversas áreas como,  educação, saúde, esporte etc. Frequentam, por exemplo, escolas, o CDP, a Fundação Casa, a casa de recuperação para dependente químico, o asilo, a Santa Casa, onde atuam como Caiçaras da Alegria, e  em campeonatos fazem apresentações para os atletas. Trabalham com público de todas as idades, desde crianças de 3 anos, que frequentam os Centros de Educação Infantil,  até idosos que estão no asilo.

Os artistas contam as lendas caiçaras e também utilizam algumas histórias engraçadas que tenham vivenciado e vão adequando-as para deixar mais verdadeiro e autêntico o seu trabalho.  Como atualmente participam de eventos de nível estadual, como o Revelando São Paulo, também contam histórias e lendas conhecidas por quase todos os brasileiros como Saci-Pererê, Corpo Seco etc.

Angelo disse que entrou no teatro por acaso,  como um hobby e que hoje vive de seu trabalho como ator junto com Rita, mas como eles têm formação na área, também vendem serviços como workshops e oficinas.

 

 

A construção do Centro Cirúrgico está há mais de quatro anos pronta, mas não tem licença para funcionar.

Ala inutilizada do Centro Cirúrgico (Fotos: Rafaela Cabral)

A Santa Casa de Ubatuba, principal hospital da cidade, está com as obras inacabadas há mais de quatro anos. O FocaNaWeb apurou que algumas alas, como o centro cirúrgico e um laboratório de exames que foi feito com doações de comerciantes locais, estão abandonadas por conta de irregularidades e falta de verba.

Segundo o vereador Claudinei Bastos Xavier (PSDB), que fez um requerimento na Câmara pedindo explicações sobre as obras inacabadas, a ouvidoria da Santa Casa disse não ter o alvará da vigilância sanitária, e que o prédio foi sendo ‘emendado’ conforme construído.

Laboratório de exames que deve ser inaugurado daqui a um ano.

Ele também conta que algumas obras começaram durante a gestão do prefeito Eduardo Cesar (PSDB), em 2012. “Foram feitas reformas no berçário e na maternidade, mas faltou terminar um laboratório de exames e um Centro Cirúrgico com quatro salas”, explica. Atualmente as cirurgias na Santa Casa são feitas em um quarto que poderia ser usado como leito de pacientes.

A gestão do último prefeito, Mauricio Moromizato (PT), não deu continuidade a nenhuma dessas obras, segundo Claudinei. A Santa Casa não conseguia recursos, pois estava devendo para a Receita Federal, mas atualmente, a provedoria já saldou esta dívida.

Ala cirúrgica, mostrando duas portas das quatro salas do ambiente.

Questionado sobre o futuro das obras, o administrador chefe da Santa Casa, Antonio Eugênio Delfino, disse que o Centro Cirúrgico está pronto há mais de quatro anos, mas não pode entrar em funcionamento porque a obra é irregular e não foi aprovada pelos engenheiros. “Ela é mais baixa que o nível da rua e quando chove inunda. Também precisa refazer toda a parte de elétrica e hidráulica”, conta. A Santa Casa não tem previsão de reforma para essa ala por falta de verba.

Laboratório de exames não terminado

Já o laboratório recebeu doações de comerciantes da cidade para dar continuidade à reforma. Hoje está em fase final e tem data prevista para entrega em um ano, contando também com uma verba concedida pelo vereador Wellington de Moura (PMDB), para a mão de obra e compra de materiais.

Questionada sobre as obras, a prefeitura disse que a Santa Casa é uma instituição privada. A prefeitura apenas compra serviços do hospital para a população, e por isso não tem ligação com o problema.

Melissa estuda Biologia e considera importante que as pessoas se adaptem com a diversidade.

Melissa Müller durante palestra na Sétima Semana Acadêmica - Fatec (Foto: Fatec de São Sebastião)

Melissa Müller, 45 anos, é mulher, transgênero (indivíduo que possui uma identidade de gênero oposta ao sexo designado no nascimento), casada, professora de Biologia, palestrante, tatuadora e atualmente cursa Licenciatura em Biologia no Cento Universitário Módulo. Sua presença na Universidade é encarada como uma forma de militância, além de caminho para alcançar seus objetivos profissionais. Apesar dos olhares e comentários preconceituosos feitos por alguns estudantes, Melissa relata que foi bem recebida e acolhida pela comunidade acadêmica.

Leia na íntegra a entrevista que Melissa concedeu ao FocaNaWeb:

Quais os conflitos que uma estudante transexual encara na Universidade?
São muitos. Conflitos pessoal e do convívio social eu tenho vários, mesmo porque uma parte das pessoas ainda acredita que uma trans não deveria frequentar uma faculdade. Eu percebo no olhar e nem sempre isso é fácil.

Por que você acha que as pessoas ainda pensam de forma tão arcaica?
Educação. Criança não tem preconceito, são os pais e colegas que impõem a eles.

Você estuda Licenciatura em Biologia. Em que semestre está?
Sexto semestre.

Por que escolheu esse curso?
Biologia é a base das ciências e estudar essa ciência reforça meu ateísmo. Agora, ser professora é uma descoberta relativamente recente, veio com as palestras.

Por que escolheu ser professora?
Com as palestras, percebi que tinha uma didática natural. Uma facilidade em criar as aulas e ser compreendida. Mas também acho importante a minha presença nas escolas como forma de mudanças social, mostrando para os alunos que a sociedade está mudando e eles têm que se adaptar com a diversidade.

Como professora, de que forma os alunos lhe vêem?
Nunca tive problemas pois sempre cobro respeito. Porém, no começo, sempre tem algum estranhamento e piadinha… O pior lugar é na sala dos professores.

Por que você acredita que o pior lugar é a sala dos professores?
Há muito preconceito entre os professores do Ensino Médio. Vou dar um exemplo… Um certo professor de Biologia disse à coordenadora da escola: “Qual banheiro ELE vai usar? Ele tem pinto!”

Como você lida com esse tipo de comportamento de seus colegas de trabalho?
Tento não ligar para o comportamento dos colegas professores. A questão é que o problema é deles, precisam se tratar e poucas pessoas têm a coragem de falar na minha cara. Eu só fico sabendo pelos outros.

Como foi a sua chegada à Universidade e como está sendo atualmente?
Minha chegada na faculdade foi sem problema e hoje percebo que conquistei um grande respeito dos colegas e professores.

Seus direitos existem na Universidade?
Sim, fui muito bem recebida no Módulo… Ao contrário da FATEC, onde estudei por dois anos Gestão Empresarial. Tive problemas com o uso do banheiro. Na faculdade é bem tranquilo. É lógico que no começo é meio estranho, mas com o tempo tudo fica bem. Eu uso o banheiro feminino e nunca tive problemas. Tirando alguns olhares estranhos e comentários velados, sou muito bem recebida e acolhida.

Quais os seus projetos futuros?
Na faculdade, eu pretendo fazer um diretório de minorias para discutir exatamente o direito de todas as pessoas de frequentar uma universidade.

Você também é palestrante. Quais os assuntos que você aborda?

Diversidade humana, sexo seguro, gravidez na adolescência e ateísmo… Agora, estou estudando para fazer uma palestra sobre Astronomia.

Quando irá ocorrer a palestra de Astronomia?
Vou fazer palestras dias 8 ou 9 de maio, na escola Thomaz (E.E. Thomaz Ribeiro de Lima), e dia 15 na Fass, em São Sebastião.

Faz quanto tempo que você é palestrante?
Sete anos. No começo, usava as palestras para realizar o desejo de me vestir como mulher e ver a reação das pessoas. Ia de menino, me montava no local e realizava as palestras. Percebi que se você fala com convicção e argumentos as pessoas te respeitam.

Você acha que se vestir de mulher para fazer as palestras te induziu a se tornar trans?
De maneira alguma isso me ajudou a induzir… Desde pequena já sabia, mas também sabia que era proibido para mim.

Há quanto tempo você é trans?
Faz 7 anos que comecei a minha transição.

Você é casada com uma mulher. Há quanto tempo vocês estão juntas?
20 anos

Como foi para sua mulher toda essa transição?
Quando conheci a Carmen, ainda menino, foi meio esquisito, confesso. E ela sempre gostou de mim. Minha transição não foi de uma hora para outra. Foi gradual.

Você também é tatuadora. Acha que é restrita a vida profissional de uma trans?Dificuldades em encontrar um emprego etc.
Sim, ainda é bem restrito, mas como tatuadora não tenho grandes problemas.

Em que tipo de área a maior concentração de mulheres trans de Caraguatatuba está atuando?
Em Caraguá, a maioria das trans trabalha na prostituição.

Atualmente, nós temos na mídia alguns ícones do grupo LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais), como por exemplo Pablo Vittar, que é Drag Queen, e Mandy Candy, que é trans. Você acha que a sociedade brasileira está aceitando melhor a diversidade de gêneros?
Sim, já está mudando… Mas temos muita coisa para se acertar. Talvez em algumas gerações as pessoas não irão ligar para gênero e orientação sexual.

O que você diria para conscientizar as pessoas?
Informação, não julguem pela aparência!

 

DADOS
O Brasil é o país em que mais se acessa pornografia trans e ao mesmo tempo é o que mais mata transexuais, bissexuais e homossexuais. A expectativa de vida dessas pessoas é de 35 anos. O país esta à frente do México com 42% das 295 ocorrências de assassinatos de pessoas trans registradas em 2015. No México, houve 52 casos registrados e no Brasil ultrapassa-se o número de 140 homicídios.

Há 37 anos, vêm se realizando estatísticas feitas pelo Grupo Gay da Bahia (GGB), mais antiga associação de defesa dos homossexuais e transexuais do Brasil, em relação aos assassinatos da comunidade LGBT. 2016 foi o ano com o maior número de mortes registrado – 347 homicídios.

A comunidade transexual é a que sofre mais violência no País de acordo com dados da ONG TGEU (Transgender Europe).

Cerca de 1,6 mil pessoas foram mortas no Brasil por razões homofóbicas, segundo o jornal norte-americano, New York Times.
De acordo com o extinto Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos, das denúncias feitas pelo Disque Denúncias (Disque 100), 51,68% foram na sua maioria contra travestis, 36,77% contra gays e 9,78% contra lésbicas.

Dados da Associação Nacional de Travestis e Transexuais do Brasil (Antra) indicam que 90% das mulheres trans acabam se prostituindo devido ao preconceito que a sociedade tem perante elas.

Segundo o GGB, a cada 25h uma pessoa do grupo LGBT é morta no Brasil.

 

Processo periódico tem como objetivo evitar alagamentos e enchentes em todas as regiões da cidade

Escavadeira em trabalho de limpeza no rio da Paca (Foto: Márcia de Paula/PMC)

No mês de abril, a prefeitura de Caraguatatuba conduziu operações de limpeza e desassoreamento de valas e rios, para evitar que áreas de risco sofram com alagamentos em enchentes durante épocas chuvosas e também para evitar que ressacas tenham efeito negativo sob a cidade.

De acordo com o Diretor de Limpeza Urbana da Secretaria de Serviços Públicos (Sesep), Gilberto Santos, as operações de limpeza de valas e rios são um trabalho contínuo e cíclico, feito periodicamente e intensificado em períodos chuvosos, principalmente por volta de março e setembro. Santos ainda afirmou que não há uma área de foco na operação em seu todo, pois a cada período há uma região que demanda mais atenção do que as demais. Ele estimou cerca de 12 a 15 valas e rios que são atendidos pelas operações da Sesep.

Segundo ele, os principais processos adotados para que a operação tenha sucesso são os de limpeza, desassoreamento e aprofundamento do leito, mas também há a utilização de outros métodos, como o de contenção de margens, variando de acordo com o que a região necessita. “É um trabalho muito importante para a cidade e essencial para evitar alagamentos e enchentes nos bairros”, disse ele.

O diretor também contou que os processos serão refeitos por volta do mês de setembro, visando um menor impacto por parte das chuvas que podem vir. “Vivemos em uma região que chove muito em pouco tempo. Precisamos estar preparados”, concluiu.

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Nesta fase os caiçaras serão retratados. A primeira fase contemplou os indígenas e a segunda, os negros.

Frente ao Museu de Arte e Cultura de Caraguatatuba (MACC) Foto:(Patrícia Pereira)

Museu de Arte e Cultura de Caraguatatuba (MACC) apresenta até o dia 10 de junho a exposição do projeto Origens Caiçaras, que se encontra na sua terceira fase, retratando a vida, costumes, lendas e festas religiosas realizadas pelo povo caiçara. Ceramistas do grupo Ubuntu de Caraguatatuba e ceramistas do grupo OCA de Ubatuba são os expositores.

A exposição conta com  mais de 60 peças de esculturas em cerâmica e obras plásticas para apreciação, organizada em três momentos: na primeira sala há retratações das festas; já na segunda sala é possível encontrar as peças livres, com paisagens da serra do mar, e na última são apresentadas as lendas e contos dos caiçaras.

Segundo Mara Cirilo, Secretária de Cultura de Caraguatatuba, são grandes as expectativas em relação a visita ao decorrer da exposição. “Estimamos que visitarão a exposição mais de mil pessoas até o termino do evento, por conta de Caraguatatuba ser uma cidade com a maioria da população caiçara e suas raízes serem predominantes”, afirma a secretária.

A primeira fase da exposição retratou os índios e a segunda, os negros. O evento pode ser visitado no MACC (Praça Cândido Mota, nº 72), no centro da cidade,  e está sendo realizada pela a Fundação Educacional e Cultural de Caraguatatuba (FUNDACC) junto com a Prefeitura Municipal da Cidade.

O horário de visitação é de terça-feira a sábado, das 10 ás 18 horas. A exposição é aberta ao público. Mais informações pelo telefone( 12) 3883-9980.

Time que conquistou a 14° taça do campeonato de malha, ASSEM (Associção dos Servidores Municipais de São José dos Campos). (Foto: Arquivo Pessoal)

Fundado em 1992 São Sebastião o tradicional Clube da Malha completa 25 anos em julho, mas com o repasse de verba para o projeto atrasado há mais de um mês, o clube pode acabar sem continuidade, relata o presidente do Clube, Paulo Lindberg.

 

Para ele, que é empresário em São Sebastião e jogador desde a fundação do Clube da Malha de São Sebastião, é um pouco difícil popularizar e divulgar a modalidade por causa da falta de veículos de comunicação na cidade, mas eles tentam motivar ao máximo quem participa e realizam um trabalho de qualidade para quem frequenta.

O presidente disse ainda que a modalidade sempre teve apoio da prefeitura. Havia um convênio com a outra gestão para que o salário de um técnico e dois monitores fosse pago com esse auxílio. Até então, nunca havia faltado – mesmo em troca de gestões – porém, na administração atual o valor ainda não foi repassado.

“Ainda não estão ajudando, mas estão procurando uma maneira de dar o apoio para nós continuarmos nosso trabalho. Nós estamos nos virando, sem pagar monitores no momento. Se a prefeitura não ajudar, não der o apoio, a tendência é acabar”, explica Lindberg. A previsão de pagamento era até o mês de março, mas até o fechamento dessa reportagem os valores ainda não haviam sido repassados.

Jogadores e técnico apreensivos durante 14° Campeonato de Malha. (Foto: Jhessica Fernandes).

Rafael Henrique, 31, monitor de malha e bocha, disse que o auxílio que a prefeitura vem dando tem melhorado. No entanto, talvez o problema desses últimos repasses sejam por conta do início da administração. “Está difícil sair porque é novidade pra eles, mas acredito que vá ser bom”.

Em contrapartida, o monitor disse que todo patrocínio do campeonato brasileiro desse ano ficou por conta da prefeitura. Os visitantes ganharam alimentação e a hospedagem, que ficou dividida entre os hotéis Terrinos, nas Cigarras; Veleiro, do Pontal da Cruz e Guarda Mor,  no Porto Grande, próximo ao Clube da Malha.

Além disso, o Clube da Malha também oferece escolinha para todas as idades de forma gratuita, com lanche para os alunos. As aulas acontecem todas terças, quartas e quintas-feiras, com o horário dependendo da disponibilidade do aluno. Há monitores para os períodos matutino e vespertino.

Sobre o torneio

Placar de um dos jogos do 14° campeonato de malha. (Foto: Jhessica Fernandes)

São Sebastião foi palco do 14° Campeonato Brasileiro de Malha.  Os times participantes do campeonato que aconteceu dos dias 21 a 23 de abril vieram de vários locais, como, Rio de Janeiro, São José dos Campos, Minas Gerais e Mogi das Cruzes.

O time de São José dos Campos – ASSEM (Associação dos Servidores Municipais de São José dos Campos) conquistou a 14° Taça de Malha do Campeonato Brasileiro.

Luís Antonio Soares, 36, balanceiro, jogador e técnico de malha, relatou que a expectativa para o jogo era grande. “A Cidade é  sem comentários. O campo é excelente e a competição muito organizada, que é o que a malha precisa ultimamente”.

 

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Programação fixa na entrada da videoteca. (Foto: Sammara Albuquerque)

Os frequentadores do Cine Clube de Caraguatatuba devem esperar por alterações no funcionamento dessa atividade nos próximos meses. A informação foi admitida nesta semana pelo responsável do projeto, Deni Wilson de Almeida, que aguarda as novas orientações da administração que assumiu a cidade no início do ano.

Almeida disse não saber ainda quais serão essas modificações, mas tudo indica que objetivam contornar a falta de público, aparentemente reflexo da pouca divulgação das atividades do projeto. Já no final do ano, a falta de frequentadores levou os responsáveis pelo projeto a reduzirem em uma noite a programação. Inicialmente oferecidas de quinta-feira a domingo, as atividades deixaram de ocorrer nas noites de sexta-feira.

Segundo Almeida, o Cine Clube funciona na Videoteca Lúcio Braun, no MACC – Museu de Arte e Cultura de Caraguatatuba, e é administrado pela FUNDACC – Fundação Educacional e Cultural de Caraguatatuba.

O número de frequentadores varia entre 10 a 15 pessoas por dia e só é mais elevado na alta temporada, em que chega a dobrar. O motivo da maior presença de público não está relacionado apenas ao período de férias, mas também em razão da programação de filmes, que passam a ser voltados para as crianças, explica Almeida.

Já fora da temporada, a programação é dirigida aos adultos. O responsável pelo Cine Clube é quem escolhe os filmes de sábado e domingo, normalmente adquiridos por aluguel em uma locadora. Já as películas de quinta-feira são escolhidas e enviadas pelo MIS – Museu da Imagem e do Som de São Paulo.

O Cine Clube fica na Praça Cândido Motta, 72, Centro, e as sessões são realizadas a partir das 20h. O telefone do local é (12) 3883-9980.

 

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