Cultura

0 209

O próximo passo é o México

A Companhia na apresentação do Super Star Dance. (Foto: Arquivo pessoal)

A Cia. Filhas da Dança conseguiu se classificar para um festival no México. O grupo esteve no Paraguai no último fim de semana (dias 7 e 8 de outubro) participando do concurso Super Star Dance, em Ciudad Del Este, onde conquistou a vaga. A equipe competiu em sete categorias e as dez bailarinas foram premiadas em todas as coreografias.

Criada pela bailarina, ginasta e coreógrafa, Evelin Sabará, e formada por bailarinas e ginastas desde sua criação (em 2012), a companhia leva o nome de Caraguatatuba a competições interestaduais e no exterior. 

Cia. Filhas da Dança representou o município de Caraguatatuba em Festival Internacional. (Foto: Arquivo pessoal)

Karen Barroso, uma das integrantes do grupo, conta como foi sua experiência como atleta. “Para mim foi uma experiência incrível. Participei com dois grupos, em dois estilos diferentes: Contemporâneo e Danças Urbanas. Foi um desafio, mas muito gratificante, com bons resultados graças a Deus”.

Roberta Silva, mãe da caçula do grupo, Rayane –  de apenas 9 anos – fez sua primeira viagem ao exterior com a filha atleta que conseguiu bons resultados em suas apresentações. “É muita emoção. Muito gratificante, pois passamos por muitas coisa pra chegar em cada festival. Chegamos a escutar que não seríamos capazes de ir”, conta.

 

Confira os resultados abaixo:

 

1º Lugar: Solo Contemporâneo (Infantil)

Gabriela Odorizzi M. Fernandes

Coreografia: Descoberta

 

1ª Lugar: Solo Contemporâneo (Juvenil)

Flaviane da Silva Rodrigues

Coreografia: Busca

 

1º Lugar: Solo Contemporâneo (Adulto)

Evelin Sabará

Coreografia: Poesia em mim

 

2º Lugar: Solo Clássico (Infantil)

Natalia Lima Stillano

Coreografia: Paisant

 

1º Lugar: Grupo Contemporâneo (Adulto)

Arletea Gonçalves Leite

Evelin Sabará

Viviane Maia

Gabriela Odorizzi

Flaviane da Silva Rodrigues

Maria Emilia S.P. de Andrade

Karen Siqueira barroso

Coreografia: Ponto de Partida

 

1º Lugar: Grupo Contemporâneo (Adulto)

Arletea Gonçalves Leite

Evelin Sabará

Viviane Maia

Gabriela Odorizzi

Flaviane da Silva Rodrigues

Maria Emilia S.P. Andrade

Karen Siqueira Barroso

Coreografia: Compassos

 

1º Lugar – Grupo Jazz (Infantil)

Gabriela Odorizzi

Natalia Lima Stillano

Joana Silva Prates

Rayane da Silva Rodrigues

Coreografia: Coisas de Meninas

 

0 15

O evento contou com oficinas, rodas de conversa e shows

As atividades foram variadas e interativas (Foto: Gabriela Petarnella)

A sustentabilidade foi o foco principal durante o três dias da Virada Sustentável, com atividades e atrações ocorrendo simultaneamente em Ilhabela e São Sebastião. O propósito da troca de conhecimentos e de mostrar que esse tipo de ações estão ligadas a muito mais questões do que apenas ao meio ambiente, como mostram os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável apresentados pela ONU, que acabou sendo representado de forma criativa e interativa. Houve rodas de conversas, tendas informativas, feira de troca e adoção de pets, oficinas e atividades físicas com temas e questões sobre saúde, sociedade, ajuda ao próximo, mobilidade urbana, entre outros.

Presente em dois dias, o Instituto Terra e Mar promoveu a inscrição para o Banco de dados. O projeto, segundo Vivian Galo e Shirley Pacheco, está em fase ainda de elaboração. “É uma plataforma de busca para aqueles que desejam oferecer ou divulgar trocas, serviços, trabalhos voluntários, ongs e projetos”, explica Vivian. Sem data de previsão para o lançamento, está sendo estudada a hipótese de a princípio começar no Facebook, até que uma plataforma digital com um suporte maior e melhor aloje o programa, que já conta com uma média de 70 a 80 inscritos em apenas dois dias.

 

As rodas de conversa foram as atrações principais (Foto: Gabriela Petarnella)

Com um projeto parecido, Nathália Raggi, gestora de comunidade da loja virtual Elo7 foi uma das convidadas da roda de conversa sobre Economia criativa e sustentável. O site foi criado em 2008 como uma forma de apoio à artesãos e criativos iniciantes ou com dificuldades para divulgação. “Havendo um só lugar para todos, é mais fácil de se atrair público do que criar sua própria loja virtual e fazer um alto investimento em divulgação e manutenção”, explicou Nathália. O Elo7 hoje é uma loja com mais de 100 mil cadastrados pelo país, que também oferecem trocas de conhecimentos com iniciantes.

Sobre o evento, a gestora comenta sobre a importância de falar dos âmbitos culturais, econômicos e sociais relacionando–os à sustentabilidade, como interferem no meio ambiente e como é possível trabalhar juntos. “Consequentemente o resultado vai ser a multiplicação da informação, da transformação pessoal e de quem compartilha com o conhecimento.”

0 39

O livro foi premiado pela Associação Paulista de Críticos de Arte em 2013 e premio Jabuti em 2014

Daniela Arbex palestrando em Caraguatatuba (Foto: JC Curtis Fernandes )

O livro Holocausto brasileiro foi eleito melhor Livro-Reportagem do ano pela Associação Paulista de Críticos de Arte, em 2013,  e segundo melhor Livro-Reportagem no prêmio Jabuti, em 2014. O livro, que também virou documentário, foi tema da palestra “Bate papo com o escritor”.

Daniela vendeu e autografou livros de seus fãs (Foto: JC Curtis Fernandes )

Daniela Arbex , autora do livro, apresentou a discussão sobre a obra em  Ilhabela, Caraguatatuba e Ubatuba, em parceria com o Viagem Literária, um projeto que organiza palestras e oficinas de grandes escritores e obras brasileiras.

No livro, ela relata o processo de investigação que sucedeu após ter em mãos fotos e documentos que mostravam as péssimas condições e torturas que os pacientes mandados para lá, com justificativa de serem doentes mentais, sofriam. Originalmente, o trabalho foi fruto de uma reportagem investigativa publicada em 2011, no jornal Tribuna de Minas, do qual Daniela é jornalista há 21 anos.

“Ao todo, o massacre matou em torno de 60 mil pessoas”, explica a autora. Além de doentes mentais, negros, garotas que foram violadas sexualmente, deficientes físicos, crianças que nasceram fora do casamento e muitas outras pessoas que eram excluídos da sociedade por algum motivo, acabaram morrendo durante o período de internação.

O hospital, localizado em Barbacena, Minas Gerais, chegou a ser comparado aos campos de concentração nazistas. “Não havia estrutura para atender tamanha demanda de pacientes, não havia profissionais capacitados o suficiente e materiais de uso médico”, afirma Daniela.

Através do livro, ex-pacientes sobreviventes do “holocausto” tiveram voz pela primeira vez. Contaram abertamente tudo o que passaram, o porquê de terem sido mandados para lá, como estão suas vidas atualmente e ex-funcionários também foram ouvidos. Um documentário foi produzido a partir das histórias do livro e nele há outros personagens e novos relatos emocionantes. Reencontros e testemunhas são parte de um conjunto de histórias que comovem. “Ainda hoje sou procurada por famílias de ex-pacientes, sobreviventes e testemunhas que me relatam histórias daquele período”.

Para encerrar, Daniela deu espaço a perguntas dos presentes, tirou dúvidas e debateu sobre como a sociedade mudou em alguns aspectos e regrediu em outros. “As pessoas descriminadas naquela época por motivos banais, continuam sendo excluídas socialmente. Espero que meu trabalho mostre não só ao país, mas ao mundo, que não devemos repetir os mesmos erros do passado”, afirma Daniela. A obra teve 150 mil exemplares vendidos no Brasil e em Portugal e o documentário foi exibido em 20 países.

0 103

O coral agora se apronta para participar do Festival Internacional de Corais (FIC)

Componentes do Chorus Vocalis que se apresentaram em Caxambu (Foto: Giovanna Mardegan)

Um grupo integrado por 40 alunos e ex–alunos da escola EMEF Maria Morais de Oliveira, do bairro Jardim Gaivotas, em Caraguatatuba, vem conquistando prêmios e demonstrando seu potencial em festivais fora do estado de São Paulo.

Prêmio de Coral Revelação, recebido em Caxambu (Foto: Giovanna Mardegan)

“O convite para ir participar do Festival Canta Brasil surgiu através da demonstração de qualidade do grupo”, diz o professor regente Fernando Montemor. O evento aconteceu em Caxambu (MG) e na ocasião levaram o prêmio de Coral Revelação.

A viagem aconteceu do dia 18 a 20 de agosto e foi custeado pela Secretaria Municipal de Educação (SME) de Caraguá. Os alunos tiveram alojamentos cedidos pela prefeitura de Caxambu.

Segundo a aluna Giovanna Mardegan, “foi uma experiência incrível, já que foi a minha primeira viagem sem meus pais, para uma lugar que não imaginei que iria conhecer”.  Já para os pais dela, Gilberto Custódio e Regiane Mardegan, a decisão foi difícil. “Foi meio difícil concordar com a viagem no inicio, mas no final decidimos apoiar, já que seria uma boa oportunidade para ela.”

Coral Chorus Vocalis se apresentando em Caxambu (Foto: Giovanna Mardegan)

Os ensaios acontecem atualmente na escola, às segundas e quartas-feiras das 18:30h até as 20h. A rotina é iniciada com aquecimentos para as vozes, exercícios de técnica vocal, e depois ensaiam o repertório proposto.

Agora o coral se prepara para viajar para Belo Horizonte e participar do Festival Internacional de Corais (FIC), que acontecerá nos dias 23 e 24 de setembro. A viagem será custeada novamente pela  Secretária Municipal de Educação e os alunos pagarão por conta própria o hostel e sua alimentação.

0 101

O trio de cordas se apresenta em pontos estratégicos na cidade

Projeto Difusa em uma das apresentações na Rodoviária. (Fotos: Arnaldo Klajn - PMSS)

O “Projeto Difusa” chamou atenção em São Sebastião, na rodoviária, na abertura do JORI (Jogos Regionais dos Idosos) e até mesmo na fila da balsa. O trio de cordas vem com intuito de difundir a arte e a música com intervenções pela cidade.
Liderado por Raphael Tavares, 28, músico e empresário, o projeto nasceu em 2011 e é independente, mas só em 2017, após a Rota dos Sabores (evento gastronômico que ocorreu em São Sebastião) é que conquistaram um contrato com a prefeitura.
O grupo é formado atualmente por Raphael Tavares, no violino, César Oliveira, no contrabaixo acústico e Gustavo Rocha, no violoncelo. “Nossa missão é levar a música a quem quer que seja. Na rua, rodoviária, fila da balsa, praças, palcos, teatros. Não importa onde, desde que a música seja ouvida e apreciada do mais pobre ao mais rico, sem distinção!”, diz Raphael.

Alguns dos integrantes do grupo em um ensaio fotográfico do Projeto Difusa. (Foto: Arquivo Pessoal)

Com o resultado positivo do Rota dos Sabores,  a SECTUR – Secretaria de Cultura e Turismo convidou o grupo para continuar com as músicas na rua. O contrato, que já havia sido renovado uma vez, conta com quatro apresentações cada.  No momento os integrantes aguardam por um terceiro contrato.
Para Raphael, não só em São Sebastião como no Brasil, é bem difícil viver da arte e da cultura. “O segredo é estar sempre se reinventando e procurando se destacar dos demais – que é o que eu faço –  e tem dado certo há mais de 15 anos. Infelizmente não vivemos num país onde a arte/cultura são vistos com alto grau de importância”, complementa.

De acordo com César Oliveira, 25, professor particular de inglês que está no Difusa desde 2015, o projeto não mudou apenas cotidiano de quem passava pela rodoviária. “Mudou bastante minha vida, principalmente porque comecei a tocar um instrumento que eu não havia tido contato prévio. Eu tenho aprendido bastante, pois o contrabaixo demanda mais estudo e postura do que a guitarra”, disse explicando sobre o instrumento que tem costume de tocar.

César avalia que a experiência de se apresentar na rua é única. “Tocar na rua é muito enriquecedor, pois consigo ver nos olhos das pessoas uma admiração que não é comum. O público tem  contato com obras clássicas e populares com uma roupagem diferente, e isso faz despertar o interesse das pessoas”.

0 121

Gustavo ganhou pela editora Novo Século o selo de Talento da Literatura Brasileira e segue o sonho de publicar a obra

Gustavo de Oliveira, escritor do livro "Amanheça!" (Foto: Divulgação - Fundacc)

Um estudante de Matemática do Instituto Federal de São Paulo (IFSP), de Caraguatatuba, está empenhado em realizar o sonho de ser escritor. Gustavo Oliveira, de 18 anos, está prestes a publicar seu primeiro livro: “Amanheça!”. Após ganhar o selo de “Talento da Literatura Brasileira”, pela editora Novo Século, Gustavo vem fazendo uma campanha de arrecadação online para que esse sonho se torne realidade.

O jovem conta que tudo começou em 2015, quando as primeiras idéias do livro surgiram. Como muitos que gostam de escrever, ele usava os sites de fanfic, no qual as pessoas podem postar sua história para que outros leiam, tudo de graça. “Eu escrevia fanfics na internet, e o pessoal gostava bastante. Foi o que despertou meu interesse em escrever um livro”, afirmou Gustavo.

Depois de terminar “Amanheça!” em 2016, Gustavo conta que demorou nove meses até receber o registro do livro. Foi então, que ele teve segurança em mandar para a editora Novo Século, com seus direitos autorais garantidos. “No dia seguinte ela entrou em contato dizendo que meu livro tinha a classificação para o selo, foi hiper gratificante. Tendo em vista que eu esperava, quando muito, uma publicação”, contou ele.

Para lançar o livro, Gustavo precisa arrecadar R$ 14.500. Para isso ele escolheu o site Kickante, um espaço de crowdfunding que sensibiliza as pessoas para fazerem doações online. Os valores acima de R$ 50,00 receberão uma cópia autografada do livro. Porém, Gustavo afirma que se um valor como mil reais for alcançado, ele lançará o livro por outra editora.

Ele também fala sobre como o livro fez com que as pessoas o conhecessem na cidade, onde é nascido e criado. Gustavo planeja fazer uma noite de autógrafos em parceria com o banco Itaú, já que a empresa tem uma política de incentivo à leitura. E diz estar bastante “pé no chão” com suas expectativas para o lançamento.

“Escreva como coração, encontre alguém que te lembre o tempo todo da paixão que sentiu quando decidiu ‘vou escrever um livro’, e se não encontrar, seja esse alguém!”, aconselha Gustavo, os jovens que, assim como ele, sonham em escrever e publicar suas próprias obras.

“Amanheça!” pelas palavras do autor

“É uma narrativa de suspense que mistura elementos da psicologia positiva, com o pensamento humano e os fatores que podem influenciá-lo. Os protagonistas são levados ao limite, e as decisões podem ser julgadas como irracionais, mas em um momento em que qualquer escolha é ruim… Quem pode dizer o que é racional?”

0 182

O objetivo do programa é aumentar o número de usuários nas bibliotecas públicas do Brasil

Entrada da biblioteca municipal de Ubatuba, local onde funciona o programa, de segunda a sexta (Fotos: acervo pessoal)

A Biblioteca Pública Municipal de Ubatuba “Ateneu Ubatubense” foi selecionada para o programa Conecta Biblioteca, que oferece apoio e formação para bibliotecários, com o objetivo de aprofundarem seu papel como agentes de transformação.

A ONG Recode, Fundação Bill & Melinda Gates e a Caravan Studios, realizadoras do projeto, receberam inscrições de 180 bibliotecas brasileiras. Ao todo, foram selecionadas 92 bibliotecas de 24 estados e Distrito Federal.

O programa tem como objetivo aumentar o número de usuários de bibliotecas públicas no Brasil, principalmente os jovens, por meio de programas de preparação educacional e de trabalho que estão relacionados com as necessidades da comunidade, dando suporte para o crescimento das bibliotecas em todo o País.

“Os jovens vão reinventar a biblioteca. Na etapa inicial de pesquisa da comunidade, serão os “Sherlock Holmes” que investigarão os anseios da comunidade, para que em cima desses anseios, criemos uma programação que os aproxime da biblioteca e de fato faça a diferença na vida desses jovens”, diz a bibliotecária Keila Redondo.

O projeto disponibiliza quatro cursos online gratuitos pela plataforma Recode com certificado emitido pela Microsoft.  A ideia é acrescentar cursos de outras áreas além da informática. As aulas são focadas para jovens entre 13 e 29 anos, mas podem ser acessadas por pessoas de qualquer faixa etária.

Computador disponível para usuários da biblioteca

De acordo com a monitora Fernanda Gonçalves, o curso mais acessado é de Jogos de Lógica e Programação. A biblioteca oferece computadores com internet para pessoas que não têm esse tipo de acesso em sua residência. Também fica disponível um monitor para auxiliar na hora do cadastro nos cursos.

Jucimara Marques, de 41 anos, que está cursando Jogos de Lógica e Introdução à Programação, disse que o curso é bem interessante, e sempre que encontra dificuldade procura a biblioteca para orientá-la.

“Estamos fazendo uma consulta de opinião online, para registrar a imagem que as pessoas têm atualmente da nossa biblioteca. Num segundo momento, pela “Pesquisa da Comunidade”, os jovens líderes conectados ao programa, irão até aqueles que, por muitas razões – como distância geográfica, exclusão digital, social, desinformação etc – não têm acesso às oportunidades de desenvolvimento tecnológico, cultural, pessoal”, informou a bibliotecária Keila Redondo.

0 39

Além de criar conta no site Vakinha, grupo apresenta dois espetáculos no Mário Covas, em setembro

Geração Futuro conta com 80 integrantes, mas só quatro irão viajar. (Foto: arquivo pessoal de Marcela Galdino)

O grupo de danças urbanas Geração Futuro (GF) apresentará espetáculo no Teatro Mario Covas, em setembro, para conseguir verba a fim de competir na final do campeonato “Super Star Dance”, que ocorre no Paraguai em outubro deste ano. Outra opção utilizada pelo grupo com objetivo de obter a verba foi a abertura de uma conta no site Vakinha, que permite a arrecadação de qualquer valor para ajudar a companhia de dança. O grupo precisa arrecadar cerca de R$ 6 mil.

A classificação do GF para o campeonato no Paraguai se deu após o grupo de Caraguatatuba vencer o H2BEACH, competição de danças realizada em São Vicente, no ano passado. Sem apoio da prefeitura de Caraguatatuba, o grupo optou por obter a verba por conta própria.

O espetáculo no Mário Covas, que leva o nome de “Conexões Urbanas”,  ocorrerá no dia 23 de setembro e terá duas apresentações, às 15 e às 20 horas. Os ingressos custam R$ 15,00 (inteira) e R$7,50 (meia-entrada). O valor reduzido do ingresso serve aos servidores públicos, estudantes, deficientes e idosos acima de anos. O dinheiro arrecadado com os ingressos será integrado ao valor da Vakinha. Os depósitos pelo site podem ser feitos até o dia 27 de setembro, uma semana antes do evento. “Se vendermos todos os assentos à meia-entrada já conseguiremos o valor necessário para viajar. Embora nosso grupo conte com 80 integrantes, seremos apenas quatro bailarinos, mais o diretor do espetáculo e a mãe de uma dançarina menor de idade”, diz o dançarino Hilton Learte.

A ex-bailarina do grupo, Débora Almeida,  afirma que os problemas para que continuem representando Caraguatatuba nas competições são cada vez maiores. “A maior dificuldade que temos é a falta de apoio da prefeitura. É complicado, porque estamos levando o nome da cidade e tentando trazer premiações e até mais visibilidade para Caraguá.”

Cerca de cem dançarinos já participaram do grupo de danças urbanas Geração Futuro, e após as audições de julho deste ano o grupo conta com 80 integrantes. Com grande sucesso na região do Litoral Norte, o grupo tem uma média de 47 mil visualizações no seu canal do YouTube e  duas mil curtidas na página da CIA no Facebook.

A CIA de dança tem ensaios programados todas os finais de semana para não atrapalhar a rotina de estudo e trabalho dos bailarinos. Com jornada das 8 horas às 21 horas, os ensaios acontecem na Academia da Ascec – Sindicato dos Empregados do Comércio de Caraguatatuba, na rua São Benedito, 900, no Centro.

Os interessados em fazer parte do grupo devem participar das audições presenciais que ocorrem duas vezes ao ano. As audições são anunciadas pela página do Facebook e são divididas em quatro partes, nas quais os alunos são avaliados pelos integrantes do grupo por meio de coreografias (de iniciante à profissional).

0 811

A dupla de contadores de "causos" completa dez anos em 2018

Nhá Rita e Léco Borba se apresentando. (Foto: Arquivo pessoal)

Angelo Pereira e Rita Burgnerotti, também conhecidos como Léco Borba e Nhá Rita, são personagens de Caraguatatuba que contam lendas da região ou, como eles costumam chamar,  “causos”.  A dupla, que conquistou a região e resgatou a cultura caiçara, completa dez anos em 2018.

Angelo disse que começou sua trajetória como contador de histórias e “causos” quando o Colégio Módulo pediu para a Fundação Cultural sugerir um senhor,  pescador da cidade,  que contasse histórias e lendas de Caraguá.  “Era um movimento ligado ao meio ambiente que tinha no colégio. Pediram pra que esse senhor falasse como era Caraguá antigamente, que tinha bastante peixe e tal.” Porém não havia nenhum contador de histórias na época e então propuseram que Angelo o fizesse. O artista então criou seu personagem baseado um pouco no seu avô, que morava na roça.

Após ver uma foto dele no jornal do colégio, a FUNDACC gostou da ideia. Como já haviam disponíveis vários livretos que contavam as lendas da região na instituição, a FUNDACC resolveu apostar na ideia do personagem de Angelo, que contaria estas histórias. Logo de cara, o colocaram na Festa do Camarão para cobrir um artista que havia faltado. Outra surpresa para o contador é que sua performance seria junto com Rita e os dois, até então, não se conheciam. Angelo explica que ambos têm perfis diferentes como atores. Ele é mais engraçado e ela mais séria, por isso a dupla deu super certo.

Desde então, eles atuam como contadores de histórias em diversas áreas como,  educação, saúde, esporte etc. Frequentam, por exemplo, escolas, o CDP, a Fundação Casa, a casa de recuperação para dependente químico, o asilo, a Santa Casa, onde atuam como Caiçaras da Alegria, e  em campeonatos fazem apresentações para os atletas. Trabalham com público de todas as idades, desde crianças de 3 anos, que frequentam os Centros de Educação Infantil,  até idosos que estão no asilo.

Os artistas contam as lendas caiçaras e também utilizam algumas histórias engraçadas que tenham vivenciado e vão adequando-as para deixar mais verdadeiro e autêntico o seu trabalho.  Como atualmente participam de eventos de nível estadual, como o Revelando São Paulo, também contam histórias e lendas conhecidas por quase todos os brasileiros como Saci-Pererê, Corpo Seco etc.

Angelo disse que entrou no teatro por acaso,  como um hobby e que hoje vive de seu trabalho como ator junto com Rita, mas como eles têm formação na área, também vendem serviços como workshops e oficinas.

 

 

0 426
A decoração do salão de cabeleireiro de Rafael deixa claro o amor que ele dedica à música.

A vida de pessoas que não conseguem viver, apenas, do sonho de tocar e cantar nas madrugadas do Litoral.

“Tocar músicas não é cansativo. É prazeroso; me desestressa. É realmente mágico; só aquele momento me importa. A música tem o poder de criar um campo isolador; quando eu sento para tocar, eu não enxergo mais nada, só presto atenção nos músicos e no som que está saindo”. A descrição é de Sandro Fonseca, um músico de Caraguatatuba, que só pode exercer a atividade nas horas vagas, já que precisa trabalhar para sustentar família e filhos.

Os fãs estão acostumados a ver a vida de ostentação que tantos artistas famosos levam, com casas em sítios enormes, carros de luxo e uma lista enorme de shows em todo o mundo.

Mas a vida de quem toca instrumentos em bares, festas, casas de show e quiosques é bem diferente daquela que vivem as celebridades. São artistas com talento notável, verdadeiros cantores, músicos que alegram o público, por exemplo, em uma noite de domingo, mesmo tendo que acordar segunda feira de manhã, colocar a roupa de trabalho e enfrentar a maratona diária de qualquer operário.

Sandro não toca por dinheiro, mas por amor.

Sandro Fonseca trabalha como técnico em transmissão de áudio e vídeo. Na verdade, tem uma empresa onde é patrão e funcionário, contanto apenas com a ajuda de um filho. Autodidata, aprendeu a tocar bateria aos 14 anos, tocando em pagodes e escolas de samba. Sua primeira bateria foi improvisada com um surdo, uma caixa e um repinique amarrados em uma cadeira. Sempre foi apaixonado por música.

 

 

Pela necessidade, Sandro tem que juntar trabalho e a vida de artista. “Se eu vivesse só de música não teria condições de dar tudo que tenho para minha família”

Até hoje Sandro toca em shows como freelancer, na banda Nova Era. Abriu o show de Gabriel Gava, tocou em blocos no Carnaval de 2017 e sonha em trabalhar com música, embora considere difícil considerar com o cotidiano de técnico de áudio e vídeo.

“Já cheguei a trabalhar o dia todo e, exausto ao entrar em casa, arrumei forças para ir tocar. Não é pelo dinheiro, é pelo amor”, declara o baterista.

À esquerda, Rafael Cortez na guitarra.

Sandro não é o único que enfrenta essa maratona diariamente. Rafael Cortez é mais um desses músicos praticamente anônimos que sonham com o estrelato. Ele é cabeleireiro, fez curso no Instituto Embelleze e ganha sua vida cortando cabelo e fazendo barba no salão Estúdio Barbearia. “É trabalhando aqui, mas sonhando lá”. Compositor, ele grava suas próprias músicas e futuramente pretende gravar em estúdio com direito a clip.

 

 

Após tirar seu avental, a tesoura e a navalha ficam de lado para Rafael pegar sua guitarra e o violão e ir cantar nos bares e quiosques da cidade. A guitarra sempre esteve em sua vida, ele ganhou a primeira de seu pai, ainda na infância, e foi pegando gosto. Fez oito anos de curso de violão e guitarra.

Inspirado em Gabriel o Pensador, Maneva, Legião Urbana, entre tantos outros artistas, o guitarrista toca em vários bares da cidade e já participou de diversos festivais da prefeitura, como a Festa do Camarão e a Festa da Tainha. Cantou também na Praça de Eventos, no Encontro de Carros Antigos, e no Mega Caraguá – Encontro Nacional de Motociclistas. Apesar desse currículo, Rafael não entende a falta de público em algumas apresentações “A própria cidade não valoriza, em grandes eventos a praça fica cheia, mas em show local ninguém vai”.

Se pudesse largar o emprego e apenas viver de música, Rafael não exitaria.  “ Imediatamente abraçaria o mundo artístico. Quando eu estou tocando, sinto que faço o que gosto. Porém sei que é só o começo e tenho muito ainda a conquistar”.

 

OUTRAS NOTÍCIAS

0 5
As tecnologias estão colocando fim em algumas atividades exercidas pelo homem. Entre muitos exemplos, a Taquigrafia e a Estenotipia parecem estar com os dias...