Cultura

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Além de criar conta no site Vakinha, grupo apresenta dois espetáculos no Mário Covas, em setembro

Geração Futuro conta com 80 integrantes, mas só quatro irão viajar. (Foto: arquivo pessoal de Marcela Galdino)

O grupo de danças urbanas Geração Futuro (GF) apresentará espetáculo no Teatro Mario Covas, em setembro, para conseguir verba a fim de competir na final do campeonato “Super Star Dance”, que ocorre no Paraguai em outubro deste ano. Outra opção utilizada pelo grupo com objetivo de obter a verba foi a abertura de uma conta no site Vakinha, que permite a arrecadação de qualquer valor para ajudar a companhia de dança. O grupo precisa arrecadar cerca de R$ 6 mil.

A classificação do GF para o campeonato no Paraguai se deu após o grupo de Caraguatatuba vencer o H2BEACH, competição de danças realizada em São Vicente, no ano passado. Sem apoio da prefeitura de Caraguatatuba, o grupo optou por obter a verba por conta própria.

O espetáculo no Mário Covas, que leva o nome de “Conexões Urbanas”,  ocorrerá no dia 23 de setembro e terá duas apresentações, às 15 e às 20 horas. Os ingressos custam R$ 15,00 (inteira) e R$7,50 (meia-entrada). O valor reduzido do ingresso serve aos servidores públicos, estudantes, deficientes e idosos acima de anos. O dinheiro arrecadado com os ingressos será integrado ao valor da Vakinha. Os depósitos pelo site podem ser feitos até o dia 27 de setembro, uma semana antes do evento. “Se vendermos todos os assentos à meia-entrada já conseguiremos o valor necessário para viajar. Embora nosso grupo conte com 80 integrantes, seremos apenas quatro bailarinos, mais o diretor do espetáculo e a mãe de uma dançarina menor de idade”, diz o dançarino Hilton Learte.

A ex-bailarina do grupo, Débora Almeida,  afirma que os problemas para que continuem representando Caraguatatuba nas competições são cada vez maiores. “A maior dificuldade que temos é a falta de apoio da prefeitura. É complicado, porque estamos levando o nome da cidade e tentando trazer premiações e até mais visibilidade para Caraguá.”

Cerca de cem dançarinos já participaram do grupo de danças urbanas Geração Futuro, e após as audições de julho deste ano o grupo conta com 80 integrantes. Com grande sucesso na região do Litoral Norte, o grupo tem uma média de 47 mil visualizações no seu canal do YouTube e  duas mil curtidas na página da CIA no Facebook.

A CIA de dança tem ensaios programados todas os finais de semana para não atrapalhar a rotina de estudo e trabalho dos bailarinos. Com jornada das 8 horas às 21 horas, os ensaios acontecem na Academia da Ascec – Sindicato dos Empregados do Comércio de Caraguatatuba, na rua São Benedito, 900, no Centro.

Os interessados em fazer parte do grupo devem participar das audições presenciais que ocorrem duas vezes ao ano. As audições são anunciadas pela página do Facebook e são divididas em quatro partes, nas quais os alunos são avaliados pelos integrantes do grupo por meio de coreografias (de iniciante à profissional).

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A dupla de contadores de "causos" completa dez anos em 2018

Nhá Rita e Léco Borba se apresentando. (Foto: Arquivo pessoal)

Angelo Pereira e Rita Burgnerotti, também conhecidos como Léco Borba e Nhá Rita, são personagens de Caraguatatuba que contam lendas da região ou, como eles costumam chamar,  “causos”.  A dupla, que conquistou a região e resgatou a cultura caiçara, completa dez anos em 2018.

Angelo disse que começou sua trajetória como contador de histórias e “causos” quando o Colégio Módulo pediu para a Fundação Cultural sugerir um senhor,  pescador da cidade,  que contasse histórias e lendas de Caraguá.  “Era um movimento ligado ao meio ambiente que tinha no colégio. Pediram pra que esse senhor falasse como era Caraguá antigamente, que tinha bastante peixe e tal.” Porém não havia nenhum contador de histórias na época e então propuseram que Angelo o fizesse. O artista então criou seu personagem baseado um pouco no seu avô, que morava na roça.

Após ver uma foto dele no jornal do colégio, a FUNDACC gostou da ideia. Como já haviam disponíveis vários livretos que contavam as lendas da região na instituição, a FUNDACC resolveu apostar na ideia do personagem de Angelo, que contaria estas histórias. Logo de cara, o colocaram na Festa do Camarão para cobrir um artista que havia faltado. Outra surpresa para o contador é que sua performance seria junto com Rita e os dois, até então, não se conheciam. Angelo explica que ambos têm perfis diferentes como atores. Ele é mais engraçado e ela mais séria, por isso a dupla deu super certo.

Desde então, eles atuam como contadores de histórias em diversas áreas como,  educação, saúde, esporte etc. Frequentam, por exemplo, escolas, o CDP, a Fundação Casa, a casa de recuperação para dependente químico, o asilo, a Santa Casa, onde atuam como Caiçaras da Alegria, e  em campeonatos fazem apresentações para os atletas. Trabalham com público de todas as idades, desde crianças de 3 anos, que frequentam os Centros de Educação Infantil,  até idosos que estão no asilo.

Os artistas contam as lendas caiçaras e também utilizam algumas histórias engraçadas que tenham vivenciado e vão adequando-as para deixar mais verdadeiro e autêntico o seu trabalho.  Como atualmente participam de eventos de nível estadual, como o Revelando São Paulo, também contam histórias e lendas conhecidas por quase todos os brasileiros como Saci-Pererê, Corpo Seco etc.

Angelo disse que entrou no teatro por acaso,  como um hobby e que hoje vive de seu trabalho como ator junto com Rita, mas como eles têm formação na área, também vendem serviços como workshops e oficinas.

 

 

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A decoração do salão de cabeleireiro de Rafael deixa claro o amor que ele dedica à música.

A vida de pessoas que não conseguem viver, apenas, do sonho de tocar e cantar nas madrugadas do Litoral.

“Tocar músicas não é cansativo. É prazeroso; me desestressa. É realmente mágico; só aquele momento me importa. A música tem o poder de criar um campo isolador; quando eu sento para tocar, eu não enxergo mais nada, só presto atenção nos músicos e no som que está saindo”. A descrição é de Sandro Fonseca, um músico de Caraguatatuba, que só pode exercer a atividade nas horas vagas, já que precisa trabalhar para sustentar família e filhos.

Os fãs estão acostumados a ver a vida de ostentação que tantos artistas famosos levam, com casas em sítios enormes, carros de luxo e uma lista enorme de shows em todo o mundo.

Mas a vida de quem toca instrumentos em bares, festas, casas de show e quiosques é bem diferente daquela que vivem as celebridades. São artistas com talento notável, verdadeiros cantores, músicos que alegram o público, por exemplo, em uma noite de domingo, mesmo tendo que acordar segunda feira de manhã, colocar a roupa de trabalho e enfrentar a maratona diária de qualquer operário.

Sandro não toca por dinheiro, mas por amor.

Sandro Fonseca trabalha como técnico em transmissão de áudio e vídeo. Na verdade, tem uma empresa onde é patrão e funcionário, contanto apenas com a ajuda de um filho. Autodidata, aprendeu a tocar bateria aos 14 anos, tocando em pagodes e escolas de samba. Sua primeira bateria foi improvisada com um surdo, uma caixa e um repinique amarrados em uma cadeira. Sempre foi apaixonado por música.

 

 

Pela necessidade, Sandro tem que juntar trabalho e a vida de artista. “Se eu vivesse só de música não teria condições de dar tudo que tenho para minha família”

Até hoje Sandro toca em shows como freelancer, na banda Nova Era. Abriu o show de Gabriel Gava, tocou em blocos no Carnaval de 2017 e sonha em trabalhar com música, embora considere difícil considerar com o cotidiano de técnico de áudio e vídeo.

“Já cheguei a trabalhar o dia todo e, exausto ao entrar em casa, arrumei forças para ir tocar. Não é pelo dinheiro, é pelo amor”, declara o baterista.

À esquerda, Rafael Cortez na guitarra.

Sandro não é o único que enfrenta essa maratona diariamente. Rafael Cortez é mais um desses músicos praticamente anônimos que sonham com o estrelato. Ele é cabeleireiro, fez curso no Instituto Embelleze e ganha sua vida cortando cabelo e fazendo barba no salão Estúdio Barbearia. “É trabalhando aqui, mas sonhando lá”. Compositor, ele grava suas próprias músicas e futuramente pretende gravar em estúdio com direito a clip.

 

 

Após tirar seu avental, a tesoura e a navalha ficam de lado para Rafael pegar sua guitarra e o violão e ir cantar nos bares e quiosques da cidade. A guitarra sempre esteve em sua vida, ele ganhou a primeira de seu pai, ainda na infância, e foi pegando gosto. Fez oito anos de curso de violão e guitarra.

Inspirado em Gabriel o Pensador, Maneva, Legião Urbana, entre tantos outros artistas, o guitarrista toca em vários bares da cidade e já participou de diversos festivais da prefeitura, como a Festa do Camarão e a Festa da Tainha. Cantou também na Praça de Eventos, no Encontro de Carros Antigos, e no Mega Caraguá – Encontro Nacional de Motociclistas. Apesar desse currículo, Rafael não entende a falta de público em algumas apresentações “A própria cidade não valoriza, em grandes eventos a praça fica cheia, mas em show local ninguém vai”.

Se pudesse largar o emprego e apenas viver de música, Rafael não exitaria.  “ Imediatamente abraçaria o mundo artístico. Quando eu estou tocando, sinto que faço o que gosto. Porém sei que é só o começo e tenho muito ainda a conquistar”.

 

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Nesta fase os caiçaras serão retratados. A primeira fase contemplou os indígenas e a segunda, os negros.

Frente ao Museu de Arte e Cultura de Caraguatatuba (MACC) Foto:(Patrícia Pereira)

Museu de Arte e Cultura de Caraguatatuba (MACC) apresenta até o dia 10 de junho a exposição do projeto Origens Caiçaras, que se encontra na sua terceira fase, retratando a vida, costumes, lendas e festas religiosas realizadas pelo povo caiçara. Ceramistas do grupo Ubuntu de Caraguatatuba e ceramistas do grupo OCA de Ubatuba são os expositores.

A exposição conta com  mais de 60 peças de esculturas em cerâmica e obras plásticas para apreciação, organizada em três momentos: na primeira sala há retratações das festas; já na segunda sala é possível encontrar as peças livres, com paisagens da serra do mar, e na última são apresentadas as lendas e contos dos caiçaras.

Segundo Mara Cirilo, Secretária de Cultura de Caraguatatuba, são grandes as expectativas em relação a visita ao decorrer da exposição. “Estimamos que visitarão a exposição mais de mil pessoas até o termino do evento, por conta de Caraguatatuba ser uma cidade com a maioria da população caiçara e suas raízes serem predominantes”, afirma a secretária.

A primeira fase da exposição retratou os índios e a segunda, os negros. O evento pode ser visitado no MACC (Praça Cândido Mota, nº 72), no centro da cidade,  e está sendo realizada pela a Fundação Educacional e Cultural de Caraguatatuba (FUNDACC) junto com a Prefeitura Municipal da Cidade.

O horário de visitação é de terça-feira a sábado, das 10 ás 18 horas. A exposição é aberta ao público. Mais informações pelo telefone( 12) 3883-9980.

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Programação fixa na entrada da videoteca. (Foto: Sammara Albuquerque)

Os frequentadores do Cine Clube de Caraguatatuba devem esperar por alterações no funcionamento dessa atividade nos próximos meses. A informação foi admitida nesta semana pelo responsável do projeto, Deni Wilson de Almeida, que aguarda as novas orientações da administração que assumiu a cidade no início do ano.

Almeida disse não saber ainda quais serão essas modificações, mas tudo indica que objetivam contornar a falta de público, aparentemente reflexo da pouca divulgação das atividades do projeto. Já no final do ano, a falta de frequentadores levou os responsáveis pelo projeto a reduzirem em uma noite a programação. Inicialmente oferecidas de quinta-feira a domingo, as atividades deixaram de ocorrer nas noites de sexta-feira.

Segundo Almeida, o Cine Clube funciona na Videoteca Lúcio Braun, no MACC – Museu de Arte e Cultura de Caraguatatuba, e é administrado pela FUNDACC – Fundação Educacional e Cultural de Caraguatatuba.

O número de frequentadores varia entre 10 a 15 pessoas por dia e só é mais elevado na alta temporada, em que chega a dobrar. O motivo da maior presença de público não está relacionado apenas ao período de férias, mas também em razão da programação de filmes, que passam a ser voltados para as crianças, explica Almeida.

Já fora da temporada, a programação é dirigida aos adultos. O responsável pelo Cine Clube é quem escolhe os filmes de sábado e domingo, normalmente adquiridos por aluguel em uma locadora. Já as películas de quinta-feira são escolhidas e enviadas pelo MIS – Museu da Imagem e do Som de São Paulo.

O Cine Clube fica na Praça Cândido Motta, 72, Centro, e as sessões são realizadas a partir das 20h. O telefone do local é (12) 3883-9980.

 

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Grupo RT quer repetir o primeiro lugar que conquistou há dois anos na Argentina

Os grupos infantil, juvenil e adulto vão representar a cidade no Paraguai.

O grupo RT de danças urbanas, de Caraguatatuba, está se preparando para o festival de dança internacional, no Paraguai, que vai acontecer em outubro deste ano (2017). Se tudo der certo e os dançarinos de Caraguá ganharem no Paraguai, o próximo objetivo será participar do festival no México.

Essa não é a primeira vez que o grupo RT participa de um festival internacional, representando o Brasil e a cidade de Caraguatatuba. O RT participou do ‘’Festival de Danzas Del Mercosur ‘’,  em setembro de 2015, na Argentina, quando conquistou o primeiro lugar dentre os outros grupos participantes do evento. Além de vencerem a competição, alguns dançarinos foram premiados com medalhas em algumas modalidades. Os alunos contam que começaram a se preparar para a competição logo após se classificarem na primeira etapa, em abril daquele ano.

Uma das professoras do RT, Karen Siqueira Barroso, 25 anos, começou com a dança de rua, por acaso. “Eu dançava balé clássico e jazz, quando fiquei sabendo que tinha aberto uma outra modalidade de dança na FUNDACC. Uma amiga me incentivou a tentar, mas eu era muito delicada e dança de rua é muito forte, tem que ter força no braço; porém, eu acabei tentando, gostei e estou aqui há dez anos.”, conta.

O professor Felix Vieira, 19 anos, que já está no grupo há quase nove anos, conta como foi sua experiência ao participar daquele primeiro festival. ‘’Foi uma experiência fora do comum, porque não foi como os festivais que já participamos aqui. Sem contar ainda o privilégio de ter saído da Argentina com o primeiro lugar… Se eu pudesse viveria aquele momento para sempre’’, recorda o professor.

Segundo a diretora e coreógrafa do grupo, Rogéria Tomé, também conhecida como Nena, a única ajuda que prefeitura de Caraguatatuba oferece ao grupo é o espaço para os ensaios e, às vezes, o ônibus, quando há competições em outras cidades. No entanto, para a competição da Argentina o grupo não teve nenhum tipo de ajuda. “Nem com o figurino, passagens, estadia, alimentação e transporte de ida e volta do aeroporto. Não estávamos pedindo dinheiro. Se pelo menos levassem a gente até o aeroporto e buscassem, já estava ótimo”, explica ela.

A professora Karen, disse que uma das formas para arrecadar dinheiro para a viagem foi organizar o primeiro espetáculo de dança do grupo. Rogéria destacou que grupo contou com o apoio da FUNDACC e com o Teatro Mario Covas, para execução do espetáculo. E para o festival do Paraguai, vai acontecer da mesma forma, eles organizarão festas, venderão rifas, farão um pequeno espetáculo chamado show case.

 

Grupo RT
O grupo surgiu no final de 1999, pela coreógrafa Rogéria Tomé. O nome “RT” se refere ao próprio nome da coreógrafa. Desde o início, o RT sempre trouxe bons resultados “logo na primeira competição que participamos já conquistamos o primeiro lugar, desde então não paramos mais”, conta Rogéria. O RT é composto de grupos por faixa etária: infantil (7 anos até 12 anos) juvenil (13 anos até 18 anos) e adultos (18 anos em diante). Atualmente o grupo tem cerca de 70 dançarinos.

Audições
Existem duas formas de participar do grupo RT. Além de ser diretora do grupo, Rogéria também é professora de dança nas oficinais culturais da FUNDACC, e grande parte dos seus alunos saiu dessas oficinas. Quando o aluno se destaca nas aulas, ela o convida para participar do Grupo. A segunda forma é a audição. Nesse caso, abrem-se inscrições para os interessados na página do RT no facebook.

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Aulas iniciaram em abril com mais de 60 artistas educadores nas Oficinas Culturais na SECTUR. (Foto: Jhessica Fernandes)

As Oficinas Culturais, em São Sebastião, atrasaram em quase um mês o início das aulas esse ano, prejudicando muitos alunos que as utilizam para passar o tempo e aprender habilidades novas. As aulas que deveriam ter começado no início de março, só iniciaram a partir de três de abril.

Segundo a assistente de pessoal da Secretaria de Turismo (SECTUR), Suelen Julio, o atraso se deve à reforma política e organizacional na secretaria; além disso, houve aumento no valor pago ao artista educador, que passou de R$18,50 para R$20,50 por hora/aula. Também houve problemas de infraestrutura em alguns centros comunitários.

Segundo a secretaria, as responsabilidades são divididas: a SECTUR é responsável pela gestão das oficinas culturais, porém a Fundação Educacional e Cultural Deodato Santana (FUNDASS), que fica localizada na própria Secretaria de Turismo, é responsável pelos pagamentos dos Artistas Educadores. Esta divisão de responsabilidades é outro motivo de atrasos no processo.

O reajuste de dois reais por hora/aula concedido aos 60 artistas educadores foi um dos motivos do atraso. Também foram inseridas diferentes modalidades e mais professores para aulas que traziam grandes demandas, como por exemplo, o grafite e a pintura.

Os centros comunitários que apresentam deterioração ou problemas estruturais, na sua maioria, estão assim desde o último ano, segundo Suelen. “No bairro Jaraguá, a Praça Pôr-do-Sol em Boiçucanga e o Centro Comunitário da Topolândia, que está parcialmente interditado, são alguns dos centros inutilizados”.

Em relação à abertura das aulas, Suelen confirmou que iniciaram no dia três de abril, com exceção das que dependem dos centros que estão interditados. Se não houver um espaço adequado para realização das aulas, elas serão realizadas em escolas. Sobre uma possível reforma nesses centros, ainda não há previsão.

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Cena da Santa Ceia da Encenação da Paixão de Cristo na Praça da Igreja Matriz de Ubatuba em 2016. (Foto de: Disney Ferreira / PMU)

Ubatuba vai trazer mais uma vez, no feriado de Páscoa, a Encenação da Paixão de Cristo. O espetáculo, que conta com o apoio da Fundart (Fundação de Arte e Cultura de Ubatuba), acontece todos os anos desde 1990. Esse ano a encenação contará com a direção Heyttor Barsalini, 47, e 90 atores voluntários, entre eles Claudinho Gulli, 57, que interpreta Jesus há oito anos.

A encenação, segundo Barsalini, que já foi diretor do espetáculo outras duas vezes, em 2011 e 2012, é a mais importante manifestação cultural da cidade, trazendo cultura, lazer e evangelização. A representação conta a história de Jesus Cristo a partir da Santa Ceia até a sua crucificação e ressurreição.

Claudinho Gulli interpretando Jesus Cristo, papel que já faz há oito anos (Foto de: Disney Ferreira / PMU)

Barsalini explica ainda  que o espetáculo terá em média 50 minutos de duração, e passará por vários pontos turísticos de Ubatuba. “Começa pela praça da Igreja Matriz da Cidade, onde acontecerão as cenas da Santa Ceia até o julgamento de Jesus”. Depois, a encenação segue pela Avenida Iperoig até o Sobradão do Porto, onde haverá a cena de Verônica e a encenação terminará na crucificação e ressureição de Cristo, no Morro da Prainha.

Ensaio aberto ao público da encenação da Paixão de Cristo em Ubatuba .(Foto: Maria Isabel)

Claudinho Gulli interpreta o papel principal, sem receber nenhum recurso financeiro. “Simplesmente por amor e pelo poder de evangelização que a peça tem”, afirma o ator. Ele também fazia o mesmo espetáculo no bairro do Ipiranguinha. Lá foram 16 anos interpretando a saga de Jesus.

Todas as segundas e quartas-feiras, às 19h, ocorre o ensaio aberto ao público da encenação da Paixão de Cristo no Sobradão do Porto, localizado na Praça Anchieta, número 38. Heyttor Barsalini também disse que o espetáculo contará com trilha sonora ao vivo da banda e Coral da Lira.

O espetáculo da Encenação da Paixão de Cristo acontecerá dia 14 de abril a partir das 21h na praça da Igreja Matriz em Ubatuba. Desde 1990, o público acompanha a atração, que só não aconteceu em 2013 e 2014, por causa de desinteresse da gestão da Fundart na época.

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Entrada da Biblioteca Municipal Afonso Schmidt. (Foto: Bianca Américo)

A Biblioteca Municipal Afonso Schmidt, de Caraguatatuba, recebe cerca de mil pessoas por mês, desde que sua reforma foi encerrada em dezembro de 2016. O reparo melhorou a estrutura do prédio, ampliando o espaço utilizado. Além disso, foi adicionada uma biblioteca específica para assuntos voltados à arte, troca de estante e acréscimo no número de computadores.

A Biblioteca de Artes Leopoldo Ferreira Louzada possui um acervo que contempla temas como cinema, música, artes plásticas além de DVDs.

A reforma permitiu mais espaço para circulação dos visitantes. (Foto: Hilton Learte)

Hoje a biblioteca conta com cerca de dez mil exemplares e 20 computadores com acesso à internet para uso público. As novas estantes deixam os livros mais visíveis e os leitores podem andar livremente pelo espaço. Há ainda uma parte reservada para livros juvenis e infantis, com obras mais lúdicas.

Durante a reforma houve perda de livros por causa de chuvas. Fabiana Crnkowise, responsável pelo espaço, disse que os livros estavam guardados no palco do Auditório Maristela de Oliveira quando houve uma chuva que acabou molhando alguns exemplares. “E não foi só uma vez. Nós tivemos outra perda nos livros quando houve dois alagamentos dentro da biblioteca”, completou Fabiana.

O espaço fica na rua Santa Cruz, 396, no Centro.

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Projeto Guri atende crianças de 8 a 18 anos. (Foto: Divulgação-Fundacc)

O Projeto Guri, que atua em Caraguatatuba há 15 anos, inicia o primeiro semestre de 2017 com uma novidade. Agora o atendimento acontece no CIASC (Centro Integrado de Ações Sociais e Culturais) do Perequê-Mirim. Os alunos que participam das atividades podem escolher entre vários instrumentos, como violino, viola clássica, violoncelo, contrabaixo acústico, saxofone, flauta, clarinete, trompete, trombone, eufônio, percussão e canto coral.

Dentro das diretrizes do projeto, é normal que os ingressantes passem por todos os instrumentos para ver em qual há uma adaptação melhor. Porém, é comum haver desistências, já que na adolescência os alunos têm que optar entre cursos técnicos, ou até mesmo parar as atividades em busca de lugar no mercado de trabalho.

De acordo com Mara Cirino, assessora de imprensa da Fundacc (Fundação Educacional e Cultural de Caraguatatuba), geralmente os alunos ingressam no Guri ainda na infância e permanecerem até o fim. Rafaela Amorim é um desses exemplos. Ela iniciou com 8 anos e seguiu estudando violino no projeto até os 18 anos. Hoje, ela faz faculdade de Música em São Paulo.

Mara também destacou outros dois alunos do Guri:  Lorrane Ferrera (violoncelo) e Alexander Komoulentzos (contrabaixo) que já integram a Orquestra Sinfônica de Caraguatatuba.

Projeto Guri

O Projeto Guri é considerado o maior programa sociocultural brasileiro oferecendo, desde 1995, cursos de iniciação musical. Atualmente, a associação é responsável por 360 polos no interior e no litoral do estado. Na cidade atende 130 crianças de 8 a 18 anos de idade.

Os interessados em participar do Guri em Caraguatatuba devem procurar o pólo na Avenida José da Costa Pinheiro Júnior, 2161, no bairro do Perequê-Mirim. Mais informações pelo telefone (12) 3887-2712.

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