Destaque- Acontece no Campus

A pesquisa envolveu escrita terapêutica entre crianças e idosos

A professora Dra. Divina apresentou os resultados de sua pesquisa no Congresso de Geriatria, na Califórnia. (Foto:Arquivo pessoal)

A Profa. Dra. Divina de Fátima dos Santos, docente do Centro Universitário Módulo e da Faculdade São Sebastião – FASS, apresentou sua pesquisa de Doutorado no 21º IAGG Congresso Mundial de Gerontologia e Geriatria, que ocorreu na cidade de São Francisco (Califórnia), nos Estados Unidos, do dia 24 a 27 de Julho de 2017.

Para a Dra. Divina, apresentar o trabalho no Congresso foi gratificante, pois pode mostrar para outros pesquisadores o que estava sendo feito aqui e também aprendeu com eles. Sua pesquisa se chama OLHA PRA MIM: Encontro de Gerações Intermediado pela Escrita de Cartas.

Ela promoveu troca de cartas entre crianças de escolas públicas de Caraguatatuba e idosos do Centro de Referência ao Idoso e Deficiente de Caraguatatuba – CIAPE durante quatro anos.

“Meu trabalho refere-se à escrita terapêutica, ele foi uma troca de cartas que eu fiz. Eu já tinha feito isso no Mestrado só que com um outro foco na análise e agora, no Doutorado, eu estudei a escrita terapêutica”.

Ela afirma que sua maior dificuldade foi a quantidade de material que teve que analisar (mais de mil cartas), pois foram muitas pessoas envolvidas. Os resultados foram excelentes em todos os lados. “Idosos e crianças, se for observar, são excluídos da sociedade. A criança por que ainda não é ninguém; o idoso por que é invisível, não é valorizado. Então esse tipo de trabalho trouxe ganho psicológicos a ambos”, explica.

Divina conta também que trata-se de uma escrita terapêutica porque era possível ver as cartas como um calmante, um tranquilizador, tanto para as crianças quanto para os idosos. Então, funcionava como uma terapia.

Participaram da pesquisa 350 crianças e idosos. As cartas foram distribuídas pela a própria professora que as analisava antes de enviá-las.  As crianças que participaram precisaram de ajuda para escrever, pois estavam no quarto e quinto anos.  Já os idosos eram todos alfabetizados. “Havia um caso ou outro que estava mais debilitado e precisou de ajuda, mas 90% deles foram independentes”.

As cartas foram destinadas sempre ao mesmo remetente, ou seja, as duplas idoso-criança permaneciam as mesmas durante todo o ano letivo. As mudanças só aconteciam quando as crianças mudavam de série, já que a doutora delimitou sua pesquisa aos estudantes de quarto e quinto anos.

 

Alunos organizam abaixo-assinado por mais policiamento e o retorno do ponto de ônibus ao local anterior

O ponto de ônibus foi mudado há uma semana e os alunos anseiam pelo retorno ao local de origem. (Fonte: Maria Isabel)

Alunos do Centro Universitário Módulo estão se organizando para fazer abaixo-assinado visando aumentar a segurança no entorno da entrada do campus Martin de Sá. Segundo alguns depoimentos dos universitários e funcionários do Módulo, o problema é antigo e tende a ampliar-se em função da mudança do ponto de ônibus que foi transferido para cerca de 50 metros distantes da portaria da Universidade.  Os estudantes reivindicam a presença de mais viaturas no local e que o ponto volte para sua antiga localidade ou, então, que no novo local tenha uma iluminação melhor.

O funcionário do Módulo que ajuda na segurança da portaria do campus, Igor Rangel, explica que a Polícia Militar faz rondas frequentes nas ruas que vão em direção à faculdade, mas admite que nem isso inibe a ação  dos assaltantes. “A nova localização do ponto de ônibus, que ficava na frente da instituição, e que servia a muitos estudantes que utilizam o transporte para a volta a seus bairros e cidades, pode trazer maior incidência de assaltos.”

Os seguranças da instituição afirmam ser muito perigoso andar sozinho ou em grupos pequenos nas ruas que rodeiam a faculdade. Relatam que vários alunos já foram assaltados e apontam como lugares mais comuns das ocorrências as filas dos ônibus e o trajeto em direção aos bares vizinhos à Universidade. O segurança Igor afirma que no ano passado um pai de aluno estacionou o carro em frente ao campus e ao dirigir-se ao telefone público, foi abordado por um assaltante armado, que levou seu carro.

Posto onde os seguranças ficam na entrada do Centro Universitário Módulo (Fonte: Maria Isabel)

José Franzon, também segurança da instituição, explica que, caso haja um assalto fora dos portões da faculdade, eles não podem interferir. No máximo, podem ligar para a polícia, caso a vítima peça ajuda.

Com a mudança do ponto de ônibus, o medo alastrou-se entre os alunos. Segundo eles, a área do novo ponto tem pouca ou quase nenhuma iluminação e aos fundos existe um matagal. Bruno Lázaro e Nelson Oliveira, alunos do curso de Jornalismo, contam já terem sido assaltados, em direção ao barzinho nas proximidades de onde fica hoje o ponto de ônibus. O fato ocorreu no final do ano passado. Os ladrões levaram os celulares deles e de mais três colegas que estavam no grupo. Ao relatarem o assalto a policiais que estavam perto do local, os PMs não deram muita atenção ao ocorrido. Disseram que tomassem mais cuidado ao andar no lugar, pois esse tipo de acontecimento é frequente ali, disse o estudante Bruno.

 

Objetivo é cadastrar propostas de alunos e professores que possam ser desenvolvidas no Módulo

Alunos de ADS desenvolvem site que abrigará ideias de "softwares" enviadas por alunos e professores. (Foto: Samara Felix)

Alunos do primeiro e segundo semestres de Análise e Desenvolvimento de Sistemas (ADS) trabalham na criação de um site para estudantes do Centro Universitário Módulo. O site servirá para expor ideias de programas que facilitarão a vida dos alunos e professores da instituição.

Trata-se do projeto interdisciplinar do curso que possui carga horária de 70h. Os alunos reúnem-se em grupos e desenvolvem um projeto de software, integrando todos os conhecimentos obtidos nas disciplinas do semestre corrente.

Especificamente neste semestre, os alunos estão desenvolvendo um sistema para cadastramento de ideias de software. Neste sistema, qualquer professor do Módulo poderá cadastrar suas ideias, problemas ou necessidades que possam ser solucionadas através do desenvolvimento de um software.

Assim, será formado um banco de dados de propostas de projetos, que servirá de base de pesquisa para que os alunos de ADS selecionem as propostas e desenvolvam os projetos a partir das ideias colocadas nessa plataforma.

Quando o site estiver no ar, os coordenadores deverão se cadastrar e apresentar as ideias propostas pelos professores e alunos dos seus cursos. As sugestões serão enviadas para a fila de espera, sendo submetidas ao coordenador do curso de ADS, professor Fábio Lippi Silva, e aos alunos responsáveis pelo site.

“O recurso será aberto inicialmente para a instituição, mas se o resultado for positivo pretendemos desenvolver projetos também para a comunidade externa”, adianta o professor Lippi.

O desenvolvimento do site faz parte do rol de exigências para a formação dos alunos de ADS. Cada grupo de discentes precisa elaborar um modelo de site diferente que será apresentado em classe, no final do semestre, a fim de que os professores escolham o melhor para ir ao ar.

“O projeto é desenvolvido pelos alunos do 1º e 2º semestres. Cada grupo possui um líder, que é sempre um aluno do 2º semestre porque já possuem um pouco mais de conhecimento técnico em termos de lógica e linguagens de programação, além de contarem com a experiência do projeto integrado realizado no ano anterior.

Apesar de os alunos ingressantes não possuírem muita experiência com programação,  “os professores sempre estão nos orientando”, explica a aluna do primeiro semestre de ADS, Lohanne Lopes Garcia. Ela considera importante os alunos do primeiro ciclo do curso criarem o site, “pois já podem praticar no primeiro semestre aquilo que estão aprendendo na teoria”.

A proposta é que o projeto piloto vá ar ao em agosto, com endereço a definir. O grupo com o melhor projeto dará continuidade no desenvolvimento em 2017/02. Portanto, o projeto final deve estar no ar no encerramento de 2017.

Mais informações sobre o projeto através do e-mail do professor Lippi fabio.silva@modulo.edu.br .

Melissa estuda Biologia e considera importante que as pessoas se adaptem com a diversidade.

Melissa Müller durante palestra na Sétima Semana Acadêmica - Fatec (Foto: Fatec de São Sebastião)

Melissa Müller, 45 anos, é mulher, transgênero (indivíduo que possui uma identidade de gênero oposta ao sexo designado no nascimento), casada, professora de Biologia, palestrante, tatuadora e atualmente cursa Licenciatura em Biologia no Cento Universitário Módulo. Sua presença na Universidade é encarada como uma forma de militância, além de caminho para alcançar seus objetivos profissionais. Apesar dos olhares e comentários preconceituosos feitos por alguns estudantes, Melissa relata que foi bem recebida e acolhida pela comunidade acadêmica.

Leia na íntegra a entrevista que Melissa concedeu ao FocaNaWeb:

Quais os conflitos que uma estudante transexual encara na Universidade?
São muitos. Conflitos pessoal e do convívio social eu tenho vários, mesmo porque uma parte das pessoas ainda acredita que uma trans não deveria frequentar uma faculdade. Eu percebo no olhar e nem sempre isso é fácil.

Por que você acha que as pessoas ainda pensam de forma tão arcaica?
Educação. Criança não tem preconceito, são os pais e colegas que impõem a eles.

Você estuda Licenciatura em Biologia. Em que semestre está?
Sexto semestre.

Por que escolheu esse curso?
Biologia é a base das ciências e estudar essa ciência reforça meu ateísmo. Agora, ser professora é uma descoberta relativamente recente, veio com as palestras.

Por que escolheu ser professora?
Com as palestras, percebi que tinha uma didática natural. Uma facilidade em criar as aulas e ser compreendida. Mas também acho importante a minha presença nas escolas como forma de mudanças social, mostrando para os alunos que a sociedade está mudando e eles têm que se adaptar com a diversidade.

Como professora, de que forma os alunos lhe vêem?
Nunca tive problemas pois sempre cobro respeito. Porém, no começo, sempre tem algum estranhamento e piadinha… O pior lugar é na sala dos professores.

Por que você acredita que o pior lugar é a sala dos professores?
Há muito preconceito entre os professores do Ensino Médio. Vou dar um exemplo… Um certo professor de Biologia disse à coordenadora da escola: “Qual banheiro ELE vai usar? Ele tem pinto!”

Como você lida com esse tipo de comportamento de seus colegas de trabalho?
Tento não ligar para o comportamento dos colegas professores. A questão é que o problema é deles, precisam se tratar e poucas pessoas têm a coragem de falar na minha cara. Eu só fico sabendo pelos outros.

Como foi a sua chegada à Universidade e como está sendo atualmente?
Minha chegada na faculdade foi sem problema e hoje percebo que conquistei um grande respeito dos colegas e professores.

Seus direitos existem na Universidade?
Sim, fui muito bem recebida no Módulo… Ao contrário da FATEC, onde estudei por dois anos Gestão Empresarial. Tive problemas com o uso do banheiro. Na faculdade é bem tranquilo. É lógico que no começo é meio estranho, mas com o tempo tudo fica bem. Eu uso o banheiro feminino e nunca tive problemas. Tirando alguns olhares estranhos e comentários velados, sou muito bem recebida e acolhida.

Quais os seus projetos futuros?
Na faculdade, eu pretendo fazer um diretório de minorias para discutir exatamente o direito de todas as pessoas de frequentar uma universidade.

Você também é palestrante. Quais os assuntos que você aborda?

Diversidade humana, sexo seguro, gravidez na adolescência e ateísmo… Agora, estou estudando para fazer uma palestra sobre Astronomia.

Quando irá ocorrer a palestra de Astronomia?
Vou fazer palestras dias 8 ou 9 de maio, na escola Thomaz (E.E. Thomaz Ribeiro de Lima), e dia 15 na Fass, em São Sebastião.

Faz quanto tempo que você é palestrante?
Sete anos. No começo, usava as palestras para realizar o desejo de me vestir como mulher e ver a reação das pessoas. Ia de menino, me montava no local e realizava as palestras. Percebi que se você fala com convicção e argumentos as pessoas te respeitam.

Você acha que se vestir de mulher para fazer as palestras te induziu a se tornar trans?
De maneira alguma isso me ajudou a induzir… Desde pequena já sabia, mas também sabia que era proibido para mim.

Há quanto tempo você é trans?
Faz 7 anos que comecei a minha transição.

Você é casada com uma mulher. Há quanto tempo vocês estão juntas?
20 anos

Como foi para sua mulher toda essa transição?
Quando conheci a Carmen, ainda menino, foi meio esquisito, confesso. E ela sempre gostou de mim. Minha transição não foi de uma hora para outra. Foi gradual.

Você também é tatuadora. Acha que é restrita a vida profissional de uma trans?Dificuldades em encontrar um emprego etc.
Sim, ainda é bem restrito, mas como tatuadora não tenho grandes problemas.

Em que tipo de área a maior concentração de mulheres trans de Caraguatatuba está atuando?
Em Caraguá, a maioria das trans trabalha na prostituição.

Atualmente, nós temos na mídia alguns ícones do grupo LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais), como por exemplo Pablo Vittar, que é Drag Queen, e Mandy Candy, que é trans. Você acha que a sociedade brasileira está aceitando melhor a diversidade de gêneros?
Sim, já está mudando… Mas temos muita coisa para se acertar. Talvez em algumas gerações as pessoas não irão ligar para gênero e orientação sexual.

O que você diria para conscientizar as pessoas?
Informação, não julguem pela aparência!

 

DADOS
O Brasil é o país em que mais se acessa pornografia trans e ao mesmo tempo é o que mais mata transexuais, bissexuais e homossexuais. A expectativa de vida dessas pessoas é de 35 anos. O país esta à frente do México com 42% das 295 ocorrências de assassinatos de pessoas trans registradas em 2015. No México, houve 52 casos registrados e no Brasil ultrapassa-se o número de 140 homicídios.

Há 37 anos, vêm se realizando estatísticas feitas pelo Grupo Gay da Bahia (GGB), mais antiga associação de defesa dos homossexuais e transexuais do Brasil, em relação aos assassinatos da comunidade LGBT. 2016 foi o ano com o maior número de mortes registrado – 347 homicídios.

A comunidade transexual é a que sofre mais violência no País de acordo com dados da ONG TGEU (Transgender Europe).

Cerca de 1,6 mil pessoas foram mortas no Brasil por razões homofóbicas, segundo o jornal norte-americano, New York Times.
De acordo com o extinto Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos, das denúncias feitas pelo Disque Denúncias (Disque 100), 51,68% foram na sua maioria contra travestis, 36,77% contra gays e 9,78% contra lésbicas.

Dados da Associação Nacional de Travestis e Transexuais do Brasil (Antra) indicam que 90% das mulheres trans acabam se prostituindo devido ao preconceito que a sociedade tem perante elas.

Segundo o GGB, a cada 25h uma pessoa do grupo LGBT é morta no Brasil.

 

Novo modelo "ecologicamente correto" foi implantado em todas as unidades a partir de abril

Campus Martim de Sá possui dois terminais de consulta. (Foto: Bruno Almeida)

A partir deste mês (abril de 2017), o Centro Universitário Módulo passou a disponibilizar o boleto bancário de pagamento das mensalidades dos alunos apenas na versão online, substituindo a versão física que chegava todo mês no endereço dos estudantes. Considerada “ecologicamente correta”, a medida atende às normas da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), para emissão de boletos e à necessidade de modernização do sistema de cobranças.

De acordo com o setor de Comunicação e Marketing do Módulo, o boleto digital promove transformações sustentáveis, como a diminuição do consumo de papel, tinta e energia. Além disso, oferece maior agilidade, segurança e comodidade aos alunos, que podem retirar o boleto diretamente na Área do Aluno, por meio do computador ou smartphone.

Reprodução

A mudança foi bem aceita, porém com algumas ressalvas: “Por um lado eu gostei porque é mais ecológico e posso tirar na hora que quiser; o ruim é que se eu esquecer de imprimir, o boleto vence; já o que chagava em minha casa nunca me deixava esquecer”, diz César Manoel dos Santos, estudante de Direito no Campus Martim de Sá.

Para aqueles que prefiram o boleto impresso, a instituição esclarece que caso o a versão impressa pode ser solicitada na Central de Atendimento ao Aluno (CAA) ou através de um dos Terminais de Consulta nos campi.

Sobre possíveis falhas no sistema, os alunos relatam que o site da Área do Aluno nem sempre funciona na velocidade necessária. “O site (Área do Aluno) tem alguns problemas, demora para abrir as coisas e tem vez que nem abre”, reclama Rafaela Cabral, estudante de Jornalismo.

O estudante de Engenharia Civil, Eduardo Leoni da Silva, propõe que a Universidade coloque mais Terminais de Consulta: “Eu achei interessante a iniciativa, até porque a faculdade dispõe de máquina com impressora para que possamos obter os boletos, mas acredito que deviam colocar mais máquinas para que não haja congestionamento de pessoas querendo imprimir seu boleto”.

Os boletos podem ser acessados através da seção ‘Financeiro’ na Área do Aluno utilizando um computador, smartphone ou tablet. O aluno também pode utilizar o aplicativo da Cruzeiro do Sul Educacional, disponível por enquanto apenas para smartphones Android.

E você, o que achou? Responda nossa enquete!

O Food Truck reserva um ambiente para o lanche rápido e algumas horas de lazer. (Foto: Divulgação)

 

Uma nova e moderna alternativa para os alunos e funcionários do Centro Universitário Módulo, o Food Truck Gato da Brasa acaba de ser instalado em imóvel  em  frente ao campus Martim de Sá. Segundo a proprietária Andréa Tofanelo, agradar os clientes com opções modernas e de ótima qualidade está em primeiro plano.

O cardápio em led é mais uma inovação no Food Truck. (Foto: Guilherme Sues)

Com experiência em realizações de eventos na área de alimentos e bebidas. Andreá decidiu investir no seu próprio negócio e o Food Truck foi a opção. Ela diz que pretende transformar o lugar em ”point”, trazendo conforto e  modernidade para os clientes.

 

 

De acordo com a proprietária, aproximadamente 90% dos clientes são alunos. Andréa diz ter pensado na comodidade dos estudantes ao criar as embalagens dos produtos comercializados no local. Dessa forma, espetinhos e os lanches variados vêm acondicionados em uma base de papelão, servindo como um pequeno prato para aqueles que optam pelo lanche no local e também para aqueles que preferem levar para viagem.

Em relação ao ambiente, Andréa explica que procurou oferecer um espaço que vai além do consumo rápido por parte dos estudantes. Para isso, idealizou uma área com bancos, mesas e cadeiras, o que permite aos clientes permanecerem por mais tempo no local.

O Food Truck inova também em relação aos produtos servidos comercializados. Andréa, de início, imaginava que os espetinhos seriam o carro-chefe do espaço. Porém, os lanches preparados artesanalmente ganharam a preferência dos clientes. ”O fato, por exemplo, dos hambúrgueres serem preparados na brasa, e não na chapa, chama a atenção da clientela”.

Inicialmente, a equipe do Food Truck entrou em contato com a Universidade, para ver se era possível montar o negócio dentro do campus, mas não houve interesse da direção. A opção foi correr atrás de corretores de imóveis. Aproximadamente um mês depois, surgiu o ponto em frente ao campus Martim de Sá, que, segundo Andréa, é o melhor para a demanda e o público-alvo.

Há 21 anos, Maria Apparecida Waack frequenta as aulas do curso

Dona Cida (na primeira fileira ao centro) em uma das palestras na Universidade Aberta (Foto: Bruno Lázaro)

Quando se vê uma figura feminina de média estatura, cabelos brancos e idade avançada, é difícil imaginar que ela pode fazer parte da Universidade Aberta, um curso livre gerenciado pelo Centro Universitário Módulo para pessoas acima dos cinquenta anos, que visa a reintegração social, política e cultural.

É o caso de Maria Apparecida Waack, 90, conhecida como Dona Cida, a aluna mais idosa da classe e também a que está lá há mais tempo, totalizando 21 anos desde o início do curso livre,  em 1996, quando ainda nem mesmo era gerenciado pelo Centro Universitário Módulo.

Natural da cidade de São Paulo, Dona Cida formou-se na Universidade Presbiteriana Mackenzie, onde frequentou o curso de correspondente e logo conseguiu seu primeiro emprego na área. Algum tempo depois, Dona Cida começou a trabalhar com o então candidato à prefeito da cidade de São Bernardo do Campo, Lauro Gomes, como sua secretária, e o acompanhou até o fim de sua vida.

Em 1992, devido às condições de saúde de sua mãe, Dona Cida tomou a decisão de se mudar para a cidade de Caraguatatuba, visando uma vida mais calma. “Em Caraguá, atuei como Secretária da Condição Feminina de Caraguá e Presidente do Conselho do Idoso”, conta.

Após poucos anos morando na Cidade, já com cerca de 60 anos, Dona Cida ingressou na Universidade Aberta por curiosidade e então “mudou sua vida”, como a própria aluna declara. Para ela, o ingresso na Universidade Aberta expandiu seus horizontes, pois o curso abordou assuntos que não faziam parte do seu dia a dia ou nem mesmo tinha conhecimento, mas o que mais a incentiva a continuar é o fato da valorização da terceira idade. “A Universidade Aberta dá a chance de reaproveitar sua vida, dando mais sentido à ela”, disse a aluna.

Alunas da Universidade Aberta durante palestra (Foto: Bruno Lázaro)

Segundo a coordenadora do curso, a professora Divina Fátima dos Santos, o grande objetivo da Universidade Aberta é justamente valorizar a terceira idade, reciclar a convivência em sociedade dos alunos e atualizá-los em diversos temas, sejam eles políticos, sociais ou culturais. A Universidade Aberta tem aulas às terças e quintas das 14h30 às 16h30.  Nas terças, os alunos têm aula de arte contemporânea, já nas quintas o conteúdo é variado, desde palestras até dinâmicas.

Equipamentos novos disponíveis para uso. (Foto Gabriela Petarnella)

O Centro Universitário Módulo há alguns anos já contava com estúdio e bons equipamentos no auxílio das aulas de Telejornalismo, Fotografia, Rádio e Edição. Ao longo dos anos, no entanto, foi se estudando a possibilidade de equipamentos novos e mais avançados. Neste ano,  chegou a demanda pedida. Boa parte já está em uso pelos estudantes, garantindo a qualidade e melhor proveito das aulas práticas.

Alunos assistindo o programa finalizado. (Foto: Gabriela Petarnella)

Com um investimento em média entre 27 a 30 mil reais, Glauco Martinez, Técnico de Laboratório, citou a chegada de duas câmeras de filmagem em HD, duas câmeras fotográficas Cannon, duas smart TVs de 43’’, microfones de lapela e de mão e um Switch (aparelho que transmite as imagens no momento em que estão sendo gravadas diretamente ao computador onde será feita a edição.).

Segundo o professor Galvão Júnior, os equipamentos são similares aos usados em estúdios profissionais de televisão. “Isso permite ao aluno acompanhar o processo de como ele é no dia a dia de um canal televisivo”, explica. O Especial Módulo já é uma produção da turma do 5º semestre que aproveita as novidades do estúdio. O telejornal foi publicado ontem, 20 de março.

Professor Galvão mostrando o resultado final. (Foto Gabriela Petarnella)

A produção levou em média um mês desde a pauta até a finalização com participação ativa dos alunos no manuseio das câmeras, uso do teleprompter e cortes de edição. O projeto vai ter continuidade com matérias e reportagens ao longo do ano e mais a frente novos projetos vão ser incluídos as aulas.

Confira a produção.

 

Canteiro experimental
Alunos de arquitetura vivenciam dia a dia de obra (Fotos: Lucas Fernandes)

Nesse ano de 2016, os alunos do Centro Universitário Módulo se acostumaram a ver obras no campus Martin de Sá, sejam elas por ampliação ou modernização. Porém uma dessas construções chamou a atenção de alguns estudantes.

Como parte do currículo do curso de Arquitetura e Urbanismo, a disciplina canteiro experimental, foi aplicada em pleno ar livre esse semestre. Isso devido a reforma que o laboratório dedicado a essa aula está passando.

Apesar de fazer parte da grade curricular de Arquitetura há alguns anos, poucos alunos de outros cursos, tinham conhecimento da existência dessa aula. E por esse motivo muitos estranharam ao ver estudantes mexendo com a construção.

“A gente sempre trabalhou dentro do laboratório, que agora está em obra de ampliação. Então nós tivemos que fazer do lado externo, ficando mais visível para as outras pessoas. Mas essa disciplina sempre foi desenvolvida”. comentou Daniel Ruiz, coordenador do curso de Arquitetura e Urbanismo.

Segundo Daniel, apesar de serem feitos todos os processos de uma construção normal, o intuito da disciplina é desenvolver com os alunos atividades práticas de construção civil.

“A ideia não é construir nada fixo, e sim fazer um exercício prático em escala reduzida. O aluno faz uma parede pequena e reveste com revestimento cerâmico e quando tem elétrica e hidráulica também faz o exercício. Isso depois é desmontado para no próximo ano desenvolver a mesma prática profissional com outra turma de alunos”.

Aluno participa da disciplina tendo noções de uma construção real.

Para o professor da disciplina canteiro experimental, Pedro Rogério de Almeida Veiga, essa aula ajuda o aluno a se preparar melhor para brigar no mercado de trabalho após formado.

“Ele tem que sair e brigar, conquistar o espaço, muitas vezes dentro do ramo e às vezes fora também. Quando se tem conhecimento prático, ele consegue dominar a obra, comandar melhor, não é passado para trás. Assim ele consegue desempenhar melhor e sobressair nessa luta que o mercado dispõe”.

Segundo Lucas Antunes de Oliveira, aluno do 8º semestre, essa disciplina é muito produtiva, pois, os alunos começam a ter noção de como realmente é uma obra. “É uma experiência de extrema importância para o curso. Alguns não tinham noção do que era uma colher de pedreiro ou de como se fazia uma massa. E cada aluno vai entrando na vivência de como é o dia a dia de um arquiteto”.

Sobre a obra de reforma e ampliação do laboratório, a previsão é que no próximo semestre o local esteja em plenas condições de uso. “Será um laboratório de ponta que poderá atender os curso de Engenharia Civil e Arquitetura e Urbanismo. Acoplado a esse laboratório, haverá outro espaço dotado de bancadas para os alunos trabalharem com computadores. Isso vai otimizar o trabalho dos alunos tanto na prática quanto na teoria”, destacou Daniel Ruiz.

O laboratório comportará novos equipamentos, que já foram entregues. Além disso, será feita uma cobertura móvel no local do canteiro experimental, para os alunos poderem desenvolver suas atividades mesmo em dias de muito sol ou chuvosos.

Jorge Romero, Lucas Almeida, Marcos Roberto, Nathalia Rodrigues, integrantes do grupo que desenvolveu o app Conta-Gotas

Alunos do curso de Análise e Desenvolvimento de Sistemas do Centro Universitário Módulo desenvolveram um aplicativo (app) de conta-gotas para enfermeiros. Segundo a aluna do 4º semestre, Nathalia Rodrigues, integrante do grupo responsável pelo aplicativo, o app auxilia os enfermeiros e alunos do curso de enfermagem a fazerem o cálculo de gotejamento e diluição de soro.

A produção desses trabalhos pelos alunos do curso de ADS do Módulo faz parte da matéria de Projeto Integrado. Nathalia explica que os alunos tiveram que procurar clientes “fictícios” (representados por cursos da própria faculdade) para desenvolver o que era solicitado. “Nós procuramos saber quais eram as necessidades que os enfermeiros tinham. Eles disseram que perdiam muito tempo fazendo regra de três para calcular macrogotas, microgotas e a diluição de soro”.

Nathalia disse que os alunos tiveram um ano para desenvolver passo a passo esse aplicativo. “Ao verificar a necessidade do cliente, nós criamos um ‘layout’ mostrando a aparência do app, e criamos uma aplicação para testes. Passamos por várias etapas para entregar um aplicativo de qualidade”, completou.

Jorge Romero, mais um integrante do grupo que desenvolveu o projeto, que é formado em Farmácia, falou sobre sua contribuição para a criação da aplicação: “Eu contribuí no planejamento junto com a coordenação do curso de Enfermagem, como analista de sistemas e não como farmacêutico. Desenvolvi também a parte estrutural numérica e lógica, na programação”.

O app está disponível para ser baixado no Google Play Store e tem classificação 4,8 de cinco estrelas possíveis e registra mais de 2.500 downloads.

Jorge conta que é possível ganhar dinheiro fazendo aplicativos: “Muita gente vive disso. Existem várias maneiras como a colocação de publicidade, venda do aplicativo para as pessoas direto pela Play Store, venda para empresas, patrocinadores etc. Basta o desenvolvedor ser criativo e trabalhar duro, pois criar um app é complicado”.

Engenharia de Produção

Outro aplicativo criado pelos alunos de ADS é o Simplex, que auxilia no cálculo do método que dá o nome ao app. Este cálculo viabiliza a resolução de problemas de programação linear, muito usado por alunos de Engenharia de Produção.

Na foto estão Lucas Matos, Lucas Souza, Gabriel Duque. André Sales e Fabrício Takaki são os outros integrantes do grupo que criou o app Simplex
Na foto, Lucas Matos, Lucas Souza e Gabriel Duque. André Sales e Fabrício Takaki também integram o grupo que criou o Simplex

Lucas Matos, estudante do 4º semestre e um dos integrantes do grupo, conta que o coordenador do curso de Engenharia apresentou-lhes três problemas e o app deveria ser desenvolvido para solucionar um deles. “O processo basicamente foi na primeira parte fazer a modelagem do programa, verificar os requisitos, e depois aprender a fazer o cálculo. Esse processo foi difícil porque nós tivemos que correr atrás do professor para nos ensinar. Foi trabalhoso”, afirma o aluno.

O Simplex também está disponível no Google Play Store, já contabiliza mais de cinco mil downloads e tem classificação de 4,1 estrelas.

Segundo o coordenador do curso de analise e desenvolvimento de sistemas, Fabio Lippi, é muito importante que os alunos tenham a oportunidade de criar aplicativos para dispositivos móveis. “É um mercado que cresce bastante hoje em dia, mas ainda sofre com a falta de mão de obra especializada. Existe muita demanda e pouca oferta de serviços de qualidade” acrescentou.

Lippi disse ainda que na Região do Litoral Norte de SP, faltam oportunidades de estágio e que através do Projeto Integrado existe uma simulação do que pode ser exigido no mercado de trabalho. “Não é exatamente 100% o que aconteceria no mercado, mas serve para eles vivenciarem algo similar, fazendo com que ele esteja mais preparado para situações adversas” explicou o coordenador.

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