Authors Posts by Raissa Carbonari

Raissa Carbonari

3 POSTS 0 COMENTÁRIOS

Comunicação Institucional no grupo Cruzeiro do Sul foi o tema abordado por Mary Wakabara

Palestrante Mary Wakabara durante palestra nesta quinta-feira (Foto: Raissa Carbonari)

No penúltimo dia da Semana Institucional (21/09),  a faculdade recebeu a gerente de Comunicação e Marketing da Cruzeiro do Sul, Mary Wakabara, para falar sobre a Comunicação Institucional no grupo Cruzeiro do Sul e no Centro Universitário Módulo de Caraguatatuba. O tema foi direcionado aos alunos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda (PP).

Durante a palestra, Mary contou como funciona o Jornalismo e a Publicidade e Propaganda da instituição. De acordo com a estudante Bruna Souza, de PP, o evento superou suas expectativas. “Sinceramente foi até melhor do que eu imaginei”, relatou.

Palestrante Mary Wakabara durante palestra (Foto: Raissa Carbonari)

A palestrante se aprofundou nos assuntos abordados e explicou como funcionam os cuidados com as redes sociais, assessoria de imprensa, custos, problemas, quantas pessoas trabalham na equipe Cruzeiro do Sul, duração da finalização de um projeto, e de forma exclusiva aos alunos, mostrou os vídeos das propagandas em desenvolvimento do Vestibular 2018 das instituições de ensino que fazem parte do Grupo Cruzeiro do Sul.

Para os estudantes de Publicidade e Propaganda, a palestra foi um complemento dos assuntos contemplados em sala de aula. “Das palestras que eu fui essa semana, essa foi a melhor. A palestrante se comunicou bem e exemplificou muito bem. Abordou o que o professor adiantou pra gente sobre a palestra e um lado mais amplo das experiências que ela tem”, disse Gabriel Ruiz estudante do segundo semestre de PP.

Alunos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda assistindo a palestra (Foto: Jhessica Fernandes)

Ao finalizar a palestra, Mary Wakabara deixou uma mensagem para os alunos. “Não tem fórmula mágica. A gente precisa é ter foco. O que que você quer para a sua carreira? Não é ‘eu quero’. É, ‘eu quero, e quando’. Porque só ‘eu quero’ fica igual academia na segunda-feira. Tem tempo, mas vocês não têm tanto tempo. Saber o que você não quer fazer para a sua carreira, já é metade do caminho andado. Vai muito do objetivo que você tem pra vida. Estudem, leiam bastante. Conhecimento não ocupa espaço. É a única coisa que ninguém nunca vai tirar de vocês”.

0 345

Lelau afirma ter sido exonerado por falta de empatia do prefeito .

Ex-Secretário nos Jogos de Verão. (Foto: Arquivo pessoal)

O prefeito de Caraguatatuba, Aguilar Júnior (PMDB), exonerou o Secretário de Esportes, Wenceslau de Souza Neto, mais conhecido como Lelau, no dia 12 de julho, por falhas administrativas após denúncias no dia 5 de julho. “Eu sabia sim,que tinham alguns funcionários que estavam passando por um processo administrativo interno, mas não tinha a confirmação de que seria eu”, afirmou Lelau.

 

Além do ex-secretário, outras sete pessoas da área administrativa e seis do setor de esportes foram afastadas para que se fizesse uma sindicância, que ocorreu sob sigilo e foi finalizada nesta sexta-feita, dia 25 de agosto. Todos os funcionários envolvidos foram ouvidos por quase 40 dias e retornaram às suas atividades ontem, dia 28 de agosto. Nenhum teve punição, a não ser algumas advertências. Lelau foi o único demitido.

 

De acordo com ele, sua demissão ocorreu por falta de empatia. “O próprio prefeito colocou isso numa fala de sete minutos em que ele teve comigo no dia 11, quando foi até a sala da Secretaria de Administração. Ele sabia que eu estava lá, entrou e falou que por falta de empatia não tinha mais como trabalharmos juntos, e resolveu me demitir”.

 

Foram 191 dias de trabalho, mais de cem eventos e os preparativos para os Jogos Regionais, cuja abertura ocorreu um dia depois de sua exoneração. “Se ele agiu correto ou não, é da consciência dele. Ele tem a prerrogativa como prefeito, e eu, como cargo de confiança que era, poderia ser demitido”, afirmou Lelau. De acordo com o ex-secretário, não houve nenhuma falha administrativas da parte dele.

 

“Fiquei sabendo no dia 11 de julho, até porque dia 12 eram os Regionais. Fui pego de surpresa e fiquei triste, chateado, desapontado e desacreditado, muito ruim. Passei por algo que não desejo para ninguém, nem para os inimigos, caso eu tivesse algum”.

 

Lelau também desmentiu os boatos de que seus bens haviam sido bloqueados. “Isso é uma mentira. Não existiu nada disso. Apenas boatos dos políticos contrários ao meu trabalho”. Atualmente o novo secretário de esportes é o vereador João Silva de Paula Ferreira, mais conhecido como D’ Paula, e seu Adjunto é o vereador Edvaldo Ormindo.

Melissa estuda Biologia e considera importante que as pessoas se adaptem com a diversidade.

Melissa Müller durante palestra na Sétima Semana Acadêmica - Fatec (Foto: Fatec de São Sebastião)

Melissa Müller, 45 anos, é mulher, transgênero (indivíduo que possui uma identidade de gênero oposta ao sexo designado no nascimento), casada, professora de Biologia, palestrante, tatuadora e atualmente cursa Licenciatura em Biologia no Cento Universitário Módulo. Sua presença na Universidade é encarada como uma forma de militância, além de caminho para alcançar seus objetivos profissionais. Apesar dos olhares e comentários preconceituosos feitos por alguns estudantes, Melissa relata que foi bem recebida e acolhida pela comunidade acadêmica.

Leia na íntegra a entrevista que Melissa concedeu ao FocaNaWeb:

Quais os conflitos que uma estudante transexual encara na Universidade?
São muitos. Conflitos pessoal e do convívio social eu tenho vários, mesmo porque uma parte das pessoas ainda acredita que uma trans não deveria frequentar uma faculdade. Eu percebo no olhar e nem sempre isso é fácil.

Por que você acha que as pessoas ainda pensam de forma tão arcaica?
Educação. Criança não tem preconceito, são os pais e colegas que impõem a eles.

Você estuda Licenciatura em Biologia. Em que semestre está?
Sexto semestre.

Por que escolheu esse curso?
Biologia é a base das ciências e estudar essa ciência reforça meu ateísmo. Agora, ser professora é uma descoberta relativamente recente, veio com as palestras.

Por que escolheu ser professora?
Com as palestras, percebi que tinha uma didática natural. Uma facilidade em criar as aulas e ser compreendida. Mas também acho importante a minha presença nas escolas como forma de mudanças social, mostrando para os alunos que a sociedade está mudando e eles têm que se adaptar com a diversidade.

Como professora, de que forma os alunos lhe vêem?
Nunca tive problemas pois sempre cobro respeito. Porém, no começo, sempre tem algum estranhamento e piadinha… O pior lugar é na sala dos professores.

Por que você acredita que o pior lugar é a sala dos professores?
Há muito preconceito entre os professores do Ensino Médio. Vou dar um exemplo… Um certo professor de Biologia disse à coordenadora da escola: “Qual banheiro ELE vai usar? Ele tem pinto!”

Como você lida com esse tipo de comportamento de seus colegas de trabalho?
Tento não ligar para o comportamento dos colegas professores. A questão é que o problema é deles, precisam se tratar e poucas pessoas têm a coragem de falar na minha cara. Eu só fico sabendo pelos outros.

Como foi a sua chegada à Universidade e como está sendo atualmente?
Minha chegada na faculdade foi sem problema e hoje percebo que conquistei um grande respeito dos colegas e professores.

Seus direitos existem na Universidade?
Sim, fui muito bem recebida no Módulo… Ao contrário da FATEC, onde estudei por dois anos Gestão Empresarial. Tive problemas com o uso do banheiro. Na faculdade é bem tranquilo. É lógico que no começo é meio estranho, mas com o tempo tudo fica bem. Eu uso o banheiro feminino e nunca tive problemas. Tirando alguns olhares estranhos e comentários velados, sou muito bem recebida e acolhida.

Quais os seus projetos futuros?
Na faculdade, eu pretendo fazer um diretório de minorias para discutir exatamente o direito de todas as pessoas de frequentar uma universidade.

Você também é palestrante. Quais os assuntos que você aborda?

Diversidade humana, sexo seguro, gravidez na adolescência e ateísmo… Agora, estou estudando para fazer uma palestra sobre Astronomia.

Quando irá ocorrer a palestra de Astronomia?
Vou fazer palestras dias 8 ou 9 de maio, na escola Thomaz (E.E. Thomaz Ribeiro de Lima), e dia 15 na Fass, em São Sebastião.

Faz quanto tempo que você é palestrante?
Sete anos. No começo, usava as palestras para realizar o desejo de me vestir como mulher e ver a reação das pessoas. Ia de menino, me montava no local e realizava as palestras. Percebi que se você fala com convicção e argumentos as pessoas te respeitam.

Você acha que se vestir de mulher para fazer as palestras te induziu a se tornar trans?
De maneira alguma isso me ajudou a induzir… Desde pequena já sabia, mas também sabia que era proibido para mim.

Há quanto tempo você é trans?
Faz 7 anos que comecei a minha transição.

Você é casada com uma mulher. Há quanto tempo vocês estão juntas?
20 anos

Como foi para sua mulher toda essa transição?
Quando conheci a Carmen, ainda menino, foi meio esquisito, confesso. E ela sempre gostou de mim. Minha transição não foi de uma hora para outra. Foi gradual.

Você também é tatuadora. Acha que é restrita a vida profissional de uma trans?Dificuldades em encontrar um emprego etc.
Sim, ainda é bem restrito, mas como tatuadora não tenho grandes problemas.

Em que tipo de área a maior concentração de mulheres trans de Caraguatatuba está atuando?
Em Caraguá, a maioria das trans trabalha na prostituição.

Atualmente, nós temos na mídia alguns ícones do grupo LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais), como por exemplo Pablo Vittar, que é Drag Queen, e Mandy Candy, que é trans. Você acha que a sociedade brasileira está aceitando melhor a diversidade de gêneros?
Sim, já está mudando… Mas temos muita coisa para se acertar. Talvez em algumas gerações as pessoas não irão ligar para gênero e orientação sexual.

O que você diria para conscientizar as pessoas?
Informação, não julguem pela aparência!

 

DADOS
O Brasil é o país em que mais se acessa pornografia trans e ao mesmo tempo é o que mais mata transexuais, bissexuais e homossexuais. A expectativa de vida dessas pessoas é de 35 anos. O país esta à frente do México com 42% das 295 ocorrências de assassinatos de pessoas trans registradas em 2015. No México, houve 52 casos registrados e no Brasil ultrapassa-se o número de 140 homicídios.

Há 37 anos, vêm se realizando estatísticas feitas pelo Grupo Gay da Bahia (GGB), mais antiga associação de defesa dos homossexuais e transexuais do Brasil, em relação aos assassinatos da comunidade LGBT. 2016 foi o ano com o maior número de mortes registrado – 347 homicídios.

A comunidade transexual é a que sofre mais violência no País de acordo com dados da ONG TGEU (Transgender Europe).

Cerca de 1,6 mil pessoas foram mortas no Brasil por razões homofóbicas, segundo o jornal norte-americano, New York Times.
De acordo com o extinto Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos, das denúncias feitas pelo Disque Denúncias (Disque 100), 51,68% foram na sua maioria contra travestis, 36,77% contra gays e 9,78% contra lésbicas.

Dados da Associação Nacional de Travestis e Transexuais do Brasil (Antra) indicam que 90% das mulheres trans acabam se prostituindo devido ao preconceito que a sociedade tem perante elas.

Segundo o GGB, a cada 25h uma pessoa do grupo LGBT é morta no Brasil.

 

OUTRAS NOTÍCIAS

0 5
As tecnologias estão colocando fim em algumas atividades exercidas pelo homem. Entre muitos exemplos, a Taquigrafia e a Estenotipia parecem estar com os dias...