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Rafaela Cabral

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Métodos registram abreviadamente textos como os de discursos, depoimentos e sentenças judiciais

Símbolos usados na Taquigrafia, uma arte quase esquecida nos nossos tempos. (Foto: Rafaela Cabral)

As tecnologias estão colocando fim em algumas atividades exercidas pelo homem. Entre muitos exemplos, a Taquigrafia e a Estenotipia parecem estar com os dias contados. Taquígrafos eram comuns em Câmaras Municipais e também nos Fóruns do país. Seu trabalho era fundamental na transcrição do que era dito nas sessões legislativas e nos depoimentos e sentenças na área jurídica.

Atualmente, são poucos os profissionais que ainda resistem a essas tecnologias. Um exemplo é Keila Redondo, que trabalha na Biblioteca Municipal de Ubatuba. Ela ainda se lembra de como aprendeu a técnica da Taquigrafia pelo curso de Secretariado em São Paulo: “Na época, nos anos 70, era o equivalente ao Ensino Médio, e lá ensinavam pra gente a taquigrafia”. Ela disse nunca ter atuado profissionalmente com o método, mas sempre usava em suas anotações de estudo para a faculdade.

A Taquigrafia é um método de abreviamento das palavras, através de símbolos, que nasceu há muitos anos, na Roma Antiga. Serve para documentar, a mão, relatos no papel de maneira rápida. Após grafar os símbolos, o escrivão transcreve aquilo de maneira que qualquer um possa ler.

Máquina de Estenotipia (Foto: Reprodução Internet)

Existe também a técnica de Estenotipia, onde se usa uma máquina, tipo de escrever, mas que se difere, principalmente, por usar os símbolos da Taquigrafia.  A escrevente do juizado de Caraguatatuba, Fernanda Vieira, conheceu a Estenotipia em 2006, quando fez um curso em São Paulo de oito meses, ministrado pelo Tribunal de Justiça.

Ela conta que atua até hoje usando essa técnica. Em longas sessões de julgamento, quando é necessário checar algum momento, é mais fácil fazer a leitura das atas já captadas e transcritas por Estenotipia, do que assistir à mídia digital bruta, que por sua vez tem momentos descartáveis.

“A estenotipia também é usada nos serviços de ‘close caption’ em diversos programas de televisão”, acrescenta Fernanda, falando sobre aquelas legendas com fundo preto que aparecem em tempo real nas televisões. Segundo o site “Mundo Estranho”, um profissional especializado (o estenotipista) registra tudo que é dito no programa em um teclado especial, cujos botões são baseados em fonemas em vez de letras. Com isso, ele escreve 200 palavras por minuto. No Brasil, a TV Globo bolou um segundo método: o reconhecimento de voz. Funciona assim: um operador repete tudo o que os apresentadores falam, o computador converte a voz do cara em texto e o resultado desse “ditado” vai para a tela. O único problema é que o grau de precisão desse sistema é um pouco menor. Às vezes, o computador pode confundir alguns fonemas, como “lhe” e “lie”. Tirando isso, é uma bela ferramenta para quem não pode ouvir.

Apesar da Estenotipia e da Taquigrafia serem métodos ainda muito utilizados, a chegada das mídias sociais muitas vezes os descarta. Não é todo tribunal que possui esses serviços, e na própria Câmara Municipal de Ubatuba, as atas são transcritas a partir de vídeos gravados. Mas ainda assim, essa tecnologia quase esquecida, ainda tem sua grande participação em tantos locais de trabalho.

Os estudantes fizeram uma série de perguntas e saíram satisfeitos com o conteúdo discutido na palestra

Alunos compareceram em massa na palestra que teve a mediação do professor Ricardo Hiar (Foto: Bruna Natali)

Crimes e agressões foram o tema central da palestra de encerramento, em Jornalismo, da Semana Institucional do Módulo. O evento ocorreu na sexta-feira (22), trazendo o produtor executivo, Rodrigo Gabriel de Andrade, e a produtora de reportagem, Elisângela Almeida, ambos do jornal Brasil Urgente.

A palestra levou mais do que duas horas, mas o tempo passou voando. Os dois integrantes do programa da TV Bandeirantes pareciam animados e dispostos a aconselhar os vários alunos da plateia. Começaram falando sobre a parte técnica do jornal, principalmente sobre o trabalho de switcher (mesa de corte que seleciona imagem de várias fontes), que Rodrigo exerceu por muito tempo. Também deram ênfase à importância da fonte (pessoa entrevistada) no meio jornalístico, que segundo eles é a chave para a profissão.

Rodrigo e Elisângela em entrevista exclusiva para o Foca (Foto: Laura Oliveira)

Grande parte da palestra foi consumida com perguntas do publico. A maioria era sobre o fato de o Brasil Urgente ser um jornal policial, e lidar diariamente com temas de crimes e agressões. Os palestrantes se mostraram muito abertos a responder todas as perguntas e mantiveram excelente interação com o publico, tratando algumas questões até mesmo com uma ponta de humor.

Em uma exclusiva para o Foca, Rodrigo e Elisângela falaram sobre o diferencial do Brasil Urgente, um programa factual, que tem sua pauta montada a partir do que acontece no momento, sem matérias muito elaboradas.

Questionados sobre a crítica popular de que o Brasil Urgente é um programa sensacionalista, Elisângela respondeu: “Não considero. Quando você trabalha, e vive aquilo, você entende melhor. Muitas vezes é a pessoa que vem nos procurar, elas veem o jornal como um instrumento de denúncia”.

No final da noite, Elisângela e Rodrigo contaram ter sido esta a primeira palestra que deram em sua carreira, e disseram ter adorado o público, com toda sua dinâmica e interesse.

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Gustavo ganhou pela editora Novo Século o selo de Talento da Literatura Brasileira e segue o sonho de publicar a obra

Gustavo de Oliveira, escritor do livro "Amanheça!" (Foto: Divulgação - Fundacc)

Um estudante de Matemática do Instituto Federal de São Paulo (IFSP), de Caraguatatuba, está empenhado em realizar o sonho de ser escritor. Gustavo Oliveira, de 18 anos, está prestes a publicar seu primeiro livro: “Amanheça!”. Após ganhar o selo de “Talento da Literatura Brasileira”, pela editora Novo Século, Gustavo vem fazendo uma campanha de arrecadação online para que esse sonho se torne realidade.

O jovem conta que tudo começou em 2015, quando as primeiras idéias do livro surgiram. Como muitos que gostam de escrever, ele usava os sites de fanfic, no qual as pessoas podem postar sua história para que outros leiam, tudo de graça. “Eu escrevia fanfics na internet, e o pessoal gostava bastante. Foi o que despertou meu interesse em escrever um livro”, afirmou Gustavo.

Depois de terminar “Amanheça!” em 2016, Gustavo conta que demorou nove meses até receber o registro do livro. Foi então, que ele teve segurança em mandar para a editora Novo Século, com seus direitos autorais garantidos. “No dia seguinte ela entrou em contato dizendo que meu livro tinha a classificação para o selo, foi hiper gratificante. Tendo em vista que eu esperava, quando muito, uma publicação”, contou ele.

Para lançar o livro, Gustavo precisa arrecadar R$ 14.500. Para isso ele escolheu o site Kickante, um espaço de crowdfunding que sensibiliza as pessoas para fazerem doações online. Os valores acima de R$ 50,00 receberão uma cópia autografada do livro. Porém, Gustavo afirma que se um valor como mil reais for alcançado, ele lançará o livro por outra editora.

Ele também fala sobre como o livro fez com que as pessoas o conhecessem na cidade, onde é nascido e criado. Gustavo planeja fazer uma noite de autógrafos em parceria com o banco Itaú, já que a empresa tem uma política de incentivo à leitura. E diz estar bastante “pé no chão” com suas expectativas para o lançamento.

“Escreva como coração, encontre alguém que te lembre o tempo todo da paixão que sentiu quando decidiu ‘vou escrever um livro’, e se não encontrar, seja esse alguém!”, aconselha Gustavo, os jovens que, assim como ele, sonham em escrever e publicar suas próprias obras.

“Amanheça!” pelas palavras do autor

“É uma narrativa de suspense que mistura elementos da psicologia positiva, com o pensamento humano e os fatores que podem influenciá-lo. Os protagonistas são levados ao limite, e as decisões podem ser julgadas como irracionais, mas em um momento em que qualquer escolha é ruim… Quem pode dizer o que é racional?”

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A construção do Centro Cirúrgico está há mais de quatro anos pronta, mas não tem licença para funcionar.

Ala inutilizada do Centro Cirúrgico (Fotos: Rafaela Cabral)

A Santa Casa de Ubatuba, principal hospital da cidade, está com as obras inacabadas há mais de quatro anos. O FocaNaWeb apurou que algumas alas, como o centro cirúrgico e um laboratório de exames que foi feito com doações de comerciantes locais, estão abandonadas por conta de irregularidades e falta de verba.

Segundo o vereador Claudinei Bastos Xavier (PSDB), que fez um requerimento na Câmara pedindo explicações sobre as obras inacabadas, a ouvidoria da Santa Casa disse não ter o alvará da vigilância sanitária, e que o prédio foi sendo ‘emendado’ conforme construído.

Laboratório de exames que deve ser inaugurado daqui a um ano.

Ele também conta que algumas obras começaram durante a gestão do prefeito Eduardo Cesar (PSDB), em 2012. “Foram feitas reformas no berçário e na maternidade, mas faltou terminar um laboratório de exames e um Centro Cirúrgico com quatro salas”, explica. Atualmente as cirurgias na Santa Casa são feitas em um quarto que poderia ser usado como leito de pacientes.

A gestão do último prefeito, Mauricio Moromizato (PT), não deu continuidade a nenhuma dessas obras, segundo Claudinei. A Santa Casa não conseguia recursos, pois estava devendo para a Receita Federal, mas atualmente, a provedoria já saldou esta dívida.

Ala cirúrgica, mostrando duas portas das quatro salas do ambiente.

Questionado sobre o futuro das obras, o administrador chefe da Santa Casa, Antonio Eugênio Delfino, disse que o Centro Cirúrgico está pronto há mais de quatro anos, mas não pode entrar em funcionamento porque a obra é irregular e não foi aprovada pelos engenheiros. “Ela é mais baixa que o nível da rua e quando chove inunda. Também precisa refazer toda a parte de elétrica e hidráulica”, conta. A Santa Casa não tem previsão de reforma para essa ala por falta de verba.

Laboratório de exames não terminado

Já o laboratório recebeu doações de comerciantes da cidade para dar continuidade à reforma. Hoje está em fase final e tem data prevista para entrega em um ano, contando também com uma verba concedida pelo vereador Wellington de Moura (PMDB), para a mão de obra e compra de materiais.

Questionada sobre as obras, a prefeitura disse que a Santa Casa é uma instituição privada. A prefeitura apenas compra serviços do hospital para a população, e por isso não tem ligação com o problema.

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Portal
Portal da Costa Sul está sendo reformado com verba privada. (Fotos: Rodnei Junior)

O Portal da Costa Sul de Ubatuba está sendo reformado. A obra, que teve início no começo de março, tem data de entrega prevista para domingo, dia 9 de abril. A revitalização vem de uma iniciativa privada: a empresa Atmosfera.

Quem está liderando o projeto é o arquiteto Cesar Abboud, secretário adjunto de Habitação e Planejamento Urbano. Em nota, Abboud adianta que as mudanças serão simples. Já foi feita uma pintura no portal e, em seguida, haverá a retirada da lona, instalação de iluminação e paisagismo. A nota frisa que as mudanças no entorno do local, como pintura nos pontos de ônibus e limpeza em volta das rodovias, foram realizadas pela administração Regional Sul.

Desvio na obra feito por cones. (Foto: Arquivo Pessoal)

As pistas do tráfego que passam embaixo do Portal foram interditadas, improvisando-se um desvio sinalizado por cones. Moradores da região sul disseram não ter visto qualquer rede de proteção no local ou guardas sinalizando a mudança no trânsito.

A Prefeitura também informou sua intenção em colocar um portal em cada entrada da cidade. Um na Rodovia Osvaldo Cruz, que também será terceirizado, e outro na tradicional Vila de Pescadores, Picinguaba. Ambos ainda não têm previsão de início. Na Região Sul, o próximo projeto apresentado será a revitalização da orla da praia da Maranduba, que custará em torno de R$ 3 milhões. O projeto só terá início no segundo semestre deste ano.

 

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