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Gabriela Petarnella

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O livro foi premiado pela Associação Paulista de Críticos de Arte em 2013 e premio Jabuti em 2014

Daniela Arbex palestrando em Caraguatatuba (Foto: JC Curtis Fernandes )

O livro Holocausto brasileiro foi eleito melhor Livro-Reportagem do ano pela Associação Paulista de Críticos de Arte, em 2013,  e segundo melhor Livro-Reportagem no prêmio Jabuti, em 2014. O livro, que também virou documentário, foi tema da palestra “Bate papo com o escritor”.

Daniela vendeu e autografou livros de seus fãs (Foto: JC Curtis Fernandes )

Daniela Arbex , autora do livro, apresentou a discussão sobre a obra em  Ilhabela, Caraguatatuba e Ubatuba, em parceria com o Viagem Literária, um projeto que organiza palestras e oficinas de grandes escritores e obras brasileiras.

No livro, ela relata o processo de investigação que sucedeu após ter em mãos fotos e documentos que mostravam as péssimas condições e torturas que os pacientes mandados para lá, com justificativa de serem doentes mentais, sofriam. Originalmente, o trabalho foi fruto de uma reportagem investigativa publicada em 2011, no jornal Tribuna de Minas, do qual Daniela é jornalista há 21 anos.

“Ao todo, o massacre matou em torno de 60 mil pessoas”, explica a autora. Além de doentes mentais, negros, garotas que foram violadas sexualmente, deficientes físicos, crianças que nasceram fora do casamento e muitas outras pessoas que eram excluídos da sociedade por algum motivo, acabaram morrendo durante o período de internação.

O hospital, localizado em Barbacena, Minas Gerais, chegou a ser comparado aos campos de concentração nazistas. “Não havia estrutura para atender tamanha demanda de pacientes, não havia profissionais capacitados o suficiente e materiais de uso médico”, afirma Daniela.

Através do livro, ex-pacientes sobreviventes do “holocausto” tiveram voz pela primeira vez. Contaram abertamente tudo o que passaram, o porquê de terem sido mandados para lá, como estão suas vidas atualmente e ex-funcionários também foram ouvidos. Um documentário foi produzido a partir das histórias do livro e nele há outros personagens e novos relatos emocionantes. Reencontros e testemunhas são parte de um conjunto de histórias que comovem. “Ainda hoje sou procurada por famílias de ex-pacientes, sobreviventes e testemunhas que me relatam histórias daquele período”.

Para encerrar, Daniela deu espaço a perguntas dos presentes, tirou dúvidas e debateu sobre como a sociedade mudou em alguns aspectos e regrediu em outros. “As pessoas descriminadas naquela época por motivos banais, continuam sendo excluídas socialmente. Espero que meu trabalho mostre não só ao país, mas ao mundo, que não devemos repetir os mesmos erros do passado”, afirma Daniela. A obra teve 150 mil exemplares vendidos no Brasil e em Portugal e o documentário foi exibido em 20 países.

O evento, considerado o mais importante do País nessa área, será realizado nos dias 7 e 8 de outubro

Água, resíduos e mobilidade urbana serão temas de debate. (Foto: Gabriela Petarnella)

Cidades litorâneas, turísticas e dependentes uma da outra, São Sebastião e Ilhabela têm muito o que debater para melhorias na qualidade de vida, meio ambiente e economia. Esses serão alguns dos assuntos abordados no Virada Sustentável, nos dias 7 e 8 de outubro, nos dois municípios.

O evento, considerado na área como o mais importante do País, teve inicio em 2011, em São Paulo. Posteriormente, teve edições no Rio de Janeiro Porto Alegre, Manaus, Salvador, entre outras capitais. Na edição litorânea, a programação inclui rodas de conversas que irão debater questões relacionadas ao desperdício e qualidade da água, destinação de resíduos e mobilidade urbana. Paralelamente, haverá atrações como shows, oficinas interativas e apresentações artísticas que se encaixam nos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) definidos pela ONU.

Esses são os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU.

Para isso, foram publicados editais para quem realiza projetos sustentáveis e culturais, assim como para aqueles  que decidiram atuar como voluntários no evento. Com o encerramento dos prazos de inscrição, registraram se 65 projetos e 113 voluntários.

Diferentemente de qualquer evento onde acontece primeiro a captação de verba para que se inicie a organização, esse começou sem apoio financeiro e estrutural. Os organizadores ainda estão em busca de apoiadores já que a programação será baseada na verba e patrocínio conseguidos, segundo Alessandra Thomazini, circense, diretora do Circo Burlesco em Ilhabela e organizadora da Virada. Ela acrescenta que as prefeituras de ambas cidades foram contatadas e se comprometeram com apoio ao evento.

De acordo com Tatiana Araujo, empreendedora social da FLOW Desenvolvimento Sustentável, o “Virada Sustentável é aberto ao público em geral, mais especificamente moradores e frequentadores de ambas cidades, com estimativa de faixa etária entre 17 e 65 anos. O evento tem como objetivo deixar como legado a ampliação de conhecimentos a partir das rodas de conversas e formar uma conexão entre as duas cidades com um bem em comum, o desenvolvimento sustentável”.

O projeto será realizado nos dias 7 e 8 de outubro, sendo dois dias em Ilhabela e dois dias em São Sebastião e terá sua programação e os locais serão divulgados nos próximos dias.

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Artesanatos vendidos na feirinha

A APAE de Ilhabela realiza oficinas regulares de artesanato, com alunos e com as “Mães Arteiras”. Os produtos feitos são expostos e colocados à venda em feirinhas durante o ano. Porém, pela falta de espaço e a preocupação com o armazenamento das peças, o desejo de ter uma lojinha vai se concretizar.

Janine Seibel, coordenadora do Centro de Convivência da APAE, explicou que  ‘A Loja da APAE’, também coordenada por ela, vai poder funcionar em um espaço cedido pela Prefeitura de Ilhabela.  Com apoio de associados e doadores, móveis e acessórios estão dando forma ao lugar, que tem previsão de ser inaugurado na semana do Dia das Mães, visando atingir o público que ainda esteja a procura de presentes para a data comemorativa.

Artesanatos prontos para serem vendidos.

Localizada na Vila, centro da cidade, e onde há maior concentração turística, a loja  irá expor obras e peças feitas por alunos acima de 30 anos, e que já passaram da idade escolar, e pelas “Mães Arteiras”, mães de alunos da APAE. Além disso, o espaço contará com exposição para venda de objetos produzidos por artesãos ilhabelenses.

“As oficinas têm como objetivo usar a atividade como terapia, socialização e estimulação da coordenação motora. O lucro da loja será utilizado em reposição de materiais para novos artesanatos, necessidades da instituição e eventos internos, como a festa de aniversariantes do mês”, explica  Janine.

A APAE  é presidida desde o início deste ano por Alda Maria Lima Areudo e conta com a colaboração e doação da população da cidade e de seus associados, que se cadastram para doar uma quantia por mês à instituição. O cadastro é livre a quem se interessar. A loja também aceita doações de mobiliário para estruturar o ambiente do local antes de sua inauguração.

"Observando Rios em Ilhabela" é uma iniciativa do Instituto Ilhabela Sustentável para escolas públicas e privadas do município.

Crianças participam do projeto Observando Rios. (Foto: Reprodução site Ilhabela Sustentável)

Há dez anos o Instituto Ilhabela Sustentável tem colocado em prática projetos e cobrado o governo municipal para buscar melhoria da qualidade de vida dos munícipes. Em parceria com a Fundação SOS Mata Atlântica, o Instituto conseguiu ganhar apoio de boa parte da população mostrando, com estudos e comprovações, que a cidade tem que assumir uma grande mudança em relação a questão de saneamento básico.

Pensando em como alertar os moradores sobre a gravidade, já que Ilhabela foi classificada como a cidade que tem a pior situação de saneamento da região litorânea, criou-se o projeto Observando Rios de Ilhabela, coordenado por Gilda Nunes. A ideia é que a educação ambiental seja levada às escolas públicas e particulares como EE Prof. Maria Gemma de Souza Oliveira, Colégio São João e Associação Barreiros.

“A partir da participação dos alunos é feito o monitoramento de, atualmente, 15 rios e córregos. São colhidas amostras de água e em aula ou laboratórios escolares é testada a qualidade, quantidade de coliformes fecais e o número de pH”, explica Gilda. De acordo com ela, após os resultados os relatórios podem ser acompanhados no  site  e sinalizações de “bom a ruim” são colocadas em cada rio.

A conscientização sobre o tratamento hídrico tem trazido melhorias significativas, principalmente fazendo com que os moradores pensem a respeito e cobrem atitudes prioritárias dos governantes, pois a dimensão do problema é muito maior do que apenas deterioração dos rios, praias, fauna e flora pela falta de saneamento. Os poluentes podem trazer consequências como doenças, dificuldades no desenvolvimento educacional infantil e também danos no turismo e vivencia da cidade. Portanto, segundo Gilda, o “investimento para saneamento básico no presente sairia mais barato do que investimento em saúde no futuro, além do prejuízo por perda de visitantes”.

Segundo a coordenadora, o atual prefeito de Ilhabela, Marcio Tenório, em audiência pública se comprometeu a destinar parte dos royalties ao saneamento para que todos tenham, aos poucos, acesso ao tratamento de esgoto em suas casas. Assim, a Sabesp poderá fazer o descarte em rios e praias de forma correta e não prejudicial.

Confira no vídeo abaixo como funciona o projeto Observando Rios de Ilhabela.

 

Equipamentos novos disponíveis para uso. (Foto Gabriela Petarnella)

O Centro Universitário Módulo há alguns anos já contava com estúdio e bons equipamentos no auxílio das aulas de Telejornalismo, Fotografia, Rádio e Edição. Ao longo dos anos, no entanto, foi se estudando a possibilidade de equipamentos novos e mais avançados. Neste ano,  chegou a demanda pedida. Boa parte já está em uso pelos estudantes, garantindo a qualidade e melhor proveito das aulas práticas.

Alunos assistindo o programa finalizado. (Foto: Gabriela Petarnella)

Com um investimento em média entre 27 a 30 mil reais, Glauco Martinez, Técnico de Laboratório, citou a chegada de duas câmeras de filmagem em HD, duas câmeras fotográficas Cannon, duas smart TVs de 43’’, microfones de lapela e de mão e um Switch (aparelho que transmite as imagens no momento em que estão sendo gravadas diretamente ao computador onde será feita a edição.).

Segundo o professor Galvão Júnior, os equipamentos são similares aos usados em estúdios profissionais de televisão. “Isso permite ao aluno acompanhar o processo de como ele é no dia a dia de um canal televisivo”, explica. O Especial Módulo já é uma produção da turma do 5º semestre que aproveita as novidades do estúdio. O telejornal foi publicado ontem, 20 de março.

Professor Galvão mostrando o resultado final. (Foto Gabriela Petarnella)

A produção levou em média um mês desde a pauta até a finalização com participação ativa dos alunos no manuseio das câmeras, uso do teleprompter e cortes de edição. O projeto vai ter continuidade com matérias e reportagens ao longo do ano e mais a frente novos projetos vão ser incluídos as aulas.

Confira a produção.

 

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