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Bruno Almeida

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Coordenador dos cursos de Jornalismo e Publicidade parabenizou os alunos e professores que organizaram o evento

Aluna do sexto semestre de Jornalismo entrevista professor Galvão. (Foto: Ivânio Abreu)

Uma oportunidade de aprendizado e uma possibilidade real de ação jornalística no campo institucional”, assim definiu o professor coordenador dos cursos de Jornalismo e Publicidade, Lourival da Cruz Galvão Júnior, sobre a XXIV Semana Institucional do Centro Universitário Módulo,que foi realizada de 18 a 22 de setembro, e trouxe diversos profissionais da área de Jornalismo, Marketing e Publicidade para expor suas experiências e conhecimentos.

Segundo Galvão, o evento foi muito bem planejado antes, durante e até mesmo depois. “Houve um envolvimento muito forte dos alunos do quinto e sexto semestres de Jornalismo, que se doaram e abraçaram todo o processo de organização do evento, indo atrás dos palestrantes, produzindo material de apoio; até mapa para chegar ao local foi feito pelos alunos!”, contou o coordenador ao FocaNaWeb.

Uma das alunas que se destacou pelo bom trabalho na organização do evento foi Jéssica Vidal, do sexto semestre de Jornalismo. Para ela, a organização foi bastante complicada, mas, ao mesmo tempo, bem proveitosa. “Nós nos deparamos com diversos problemas corriqueiros que já esperávamos, mas conseguimos contornar tudo e tenho certeza que passamos uma boa imagem do Módulo para os palestrantes”.

Jéssica disse ainda que os alunos se dedicaram em trazer palestrantes que nunca haviam participado da Semana Institucional. Para Raell Nunes, da mesma turma de Jéssica, foi difícil organizar tudo, já que para quase todos os envolvidos tratou-se de um evento de grandes proporções. “No final, deu tudo certo, comemoramos bastante porque tudo saiu como combinamos”, disse.

Contribuiu muito para a nossa formação o fato de nós aprendermos como receber as pessoas e elas se sentirem à vontade com o que planejamos para elas. Se conseguirmos isso quando formos exercer nossa profissão, quem sabe um dia, na assessoria de imprensa, vai ser muito favorável”, finalizou Raell.

Mas qual a relação entre receber bem os convidados e a prática de jornalismo? Galvão responde: “Tem tudo a ver uma coisa com a outra, é uma ação prática de jornalismo institucional, jornalismo corporativo, jornalismo empresarial, que hoje é a área que mais cresce e que mais dá emprego para jornalistas, principalmente aqui em nossa região, do Litoral Norte. É uma das áreas mais importantes do jornalismo.”

A dedicação foi tal, que os alunos chegaram a sugerir quais palestrantes deveriam participar da Semana Institucional. Foi o caso de Ivânio Abreu, do sexto semestre de Jornalismo, que indicou os produtores do programa “Brasil Urgente”, da Rede Bandeirantes, a virem preencher a programação de sexta-feira (22/09).

A sexta-feira estava sem palestrante, e eu tenho um amigo que trabalha lá como produtor do Brasil Urgente também. Através dele, conheci a Elisângela e o Rodrigo. Eles estavam de férias, então perguntei se eles topariam. Eles gostaram da ideia, e o professor Galvão apoiou totalmente. Após todos os acertos, vieram e deu tudo certo”, explicou o aluno.

O professor coordenador elogiou a forma com que os alunos se portaram durante a Semana Institucional, e ressaltou que todos se posicionaram como verdadeiros profissionais. “Eu recebi feedback da diretoria da instituição elogiando a postura profissional deles e enfatizei que foi essa a nossa intenção. Fiquei muito feliz, achei um trabalho muito legal, não só pelo fato de ter me envolvido mais esse ano, mas por eles, os alunos, terem se envolvido mais”, finalizou.

 Toda a montagem e organização da Semana Institucional foi feita dentro de classe, em duas disciplinas do terceiro ano do curso de Jornalismo, ministradas pela professora Daniella Aragão. Na primeira disciplina, Gestão da Comunicação Institucional, foi discutida toda a questão teórica de organização de eventos. A parte prática foi desenvolvida na outra disciplina, Núcleo da Comunicação Institucional.

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Entenda, com base em argumentos favoráveis e contrários, quais as vantagens e desvantagens

Vista aérea do Porto de São Sebastião. (Fonte: http://portosaosebastiao.com/home/porto/imagens/)

No último dia 4 de julho aconteceu, na Câmara Federal, uma audiência pública onde deputados, representantes das autoridades portuárias brasileiras e de entidades representativas de empresas que operam terminais privados, se reuniram para discutir o futuro das Companhias Docas.

Foram tratadas na audiência questões relacionadas à Lei 12.815/13, conhecida como Lei dos Portos, que dispõe sobre a exploração direta e indireta pela União de portos e instalações portuárias e sobre as atividades desempenhadas pelos operadores portuários. Também foi discutida uma possível privatização das Docas, na forma de concessão ou arrendamento de parte das instalações.

O Porto de São Sebastião é administrado pela Companhia Docas de São Sebastião (CDSS), empresa de economia mista (o Governo do Estado detém 99% das ações), vinculada à Secretaria de Estado de Transportes de São Paulo. É uma delegação federal ao Governo do Estado de São Paulo, sendo, portanto, um porto público.

O local possui uma configuração natural que o coloca como a terceira melhor região portuária do mundo. Os principais produtos de importação são barrilha, sulfato de sódio, malte, cevada, trigo, produtos siderúrgicos, máquinas e equipamentos, bobinas de fio de aço e cargas gerais. Já para exportação, veículos, peças, máquinas e equipamentos, virtualhas, produtos siderúrgicos e cargas gerais.

Em 31 de julho, dias após a audiência pública, trabalhadores do porto, que temem que a privatização possa significar a perda ou a precarização de empregos do atual quadro de funcionários, organizaram uma manifestação na entrada do Porto.

Contraponto

Diante disso, o FocaNaWeb convidou duas pessoas com notório conhecimento sobre o tema, a apresentarem seus argumentos, favoráveis e contrários à privatização, com o objetivo de disponibilizar para a população e para os trabalhadores, informações que possam ajudar na compreensão de um assunto que merece a atenção de todos, devido a importância do Porto na região.

Casemiro Tércio Carvalho, expôs seus argumentos a favor da privatização na qualidade de presidente da Companhia Docas de São Sebastião (CDSS) e da Associação Brasileira de Entidades Portuárias e Hidroviárias (Abeph). Engenheiro naval, Tércio, como é conhecido, ocupa o cargo na diretoria da CDSS desde 2011.

Já Rodolfo Martins, trabalhador avulso no Porto de São Sebastião e um dos representantes do movimento “Contra a Privatização da Companhia Docas de São Sebastião: Em defesa do Porto Público, dos empregos, salários e direitos trabalhistas”, mantém-se contra a proposta de privatização e conta com o apoio do Fórum dos Sindicatos do Litoral Norte

Favor

De acordo com Tércio, é preciso entender a importância do investimento privado. “Estamos falando de indústria petrolífera, portanto não faz o menor sentido o Estado colocar dinheiro público nisso”. A primeira unidade de negócio do Porto de São Sebastião é o transbordo de petróleo de um navio para outro.

As outras unidades de negócio são o terminal de contêineres, Ro-Ro (transporte de carros e outros veículos), granel sólido e base de apoio offshore que, segundo Tércio, são unidades de relações estritamente privadas e que, juntas, necessitam de um investimento público que ultrapassam os R$ 2 bilhões. “No cenário econômico que o Brasil está, e com o próprio redimensionamento das funções do Estado na sociedade depois da crise, não faz sentido investir mais (dinheiro público) em portos”, reiterou.

O modelo proposto é um modelo de concessão ou arrendamento, com um contrato de 35 anos, prorrogáveis mais 35, e reversíveis para a União. Tércio disse ainda que já foram investidos mais de R$ 380 milhões nos últimos anos. “O intuito era melhorar o porto de hoje, mas é preciso pensar no porto do futuro, e o porto do futuro precisa de investimento privado”, definiu.

O porto pertence à União, portanto ele é concedido a uma empresa privada para exploração e investimento e, ao final do contrato, ele volta para o Governo Federal, com os investimentos feitos e com as externalidades do projeto: geração de emprego, qualificação da mão de obra local, investimentos indiretos na cadeia de suprimentos, assim por diante”, salientou.

Outro ponto colocado por Tércio, é que em uma situação de engenharia, a concessionária deverá otimizar e melhorar a gestão portuária: “Cada centavo que conseguir, melhorando o projeto e desenvolvendo tecnologias, no final do mês terá peso no fluxo de caixa. Eu acredito, sim, que o setor privado faça isso com muito mais esmero que o setor público, por vários motivos, mas principalmente porque os acionistas das empresas querem resultados”.

O melhor exemplo que eu posso utilizar é o terminal de uso privado da Portonave S/A, que fica em Navegantes, Santa Catarina, numa área autorizada pelo Governo Federal para a empresa estabelecer suas atividades. No começo, as relações entre a empresa e a comunidade estavam bastante estremecidas, mas hoje a cidade abraçou o porto e o porto abraçou a cidade, porque as pessoas entenderam que grande parte da arrecadação da cidade vem do porto, e se o porto funciona bem, a cidade arrecada bem, e a prefeitura consegue bancar escolas, creches, postos de saúde, coleta seletiva e etc.”, argumenta.

Com relação ao ponto mais crítico, a mão de obra utilizada no caso de concessão, Tércio afirmou que o “cenário apocalíptico” pintado por alguns trabalhadores, não passa de uma grande mentira, uma falácia que não se sustenta. “Hoje nós temos uma comunidade portuária que conta com cerca de 500 pessoas; em 2013 nós empregamos quase duas mil pessoas no canteiro de obras, faltaram soldadores, e tivemos que qualificar nossos trabalhadores. Ou seja, com a concessão vai faltar pessoal para trabalhar no porto”, finalizou.

O presidente disse que é importante uma antecipação, tanto por parte da autoridade portuária, como da prefeitura, no esforço de trabalharem juntos para promover qualificação da mão de obra da região, para que quando ocorrer de fato a concessão, tenhamos trabalhadores qualificados.

Tércio foi enfático ao dizer que concessão ou arrendamento do porto não significa redução de mão de obra. “Nas atividades mais modernas da gestão portuária, é exigido um certo nível de qualificação, e quase todo o processo é automatizado, mas isso não quer dizer que é só o computador que faz, significa que tem uma pessoa que opera este computador, programando as atividades que ele deve realizar”, explicou.

Tem o cara que fica no joystick, mas também tem mais gente atrás do computador, que são os responsáveis pela programação e despacho das cargas. Toda a gestão do terminal é feita por essas pessoas”. Para exemplificar, o presidente comentou que há um terminal portuário em Hamburgo, na Alemanha, que possui cerca de 500 funcionários voltados apenas para a operação dos computadores. “É esse tipo de mão de obra que precisamos qualificar na região, que são os estudantes da FATEC, da FASS. Se isso não for feito, de fato essa mão de obra vai vir de fora”, arrematou.

O prefeito de São Sebastião, Felipe Augusto, já se posicionou favorável à concessão das instalações do cais, embora tenha garantido, em entrevista ao Jornal Costa Norte, que “não haverá ampliação do porto com prejuízo de trabalho dos portuários da cidade”. Ele lembrou que, quando era candidato, defendeu a ampliação do porto e se comprometeu em defender os interesses da comunidade portuária.

Contra

Ao ser questionado sobre o atual quadro de funcionários da Companhia Docas, Tércio informou que permanecerá o mesmo mas está em curso um Programa de Desligamento Voluntário (PDV), e cerca de 20 colaboradores devem aderir. Este ponto é veementemente rebatido pelo representante dos trabalhadores portuários, Rodolfo Martins.

Segundo Rodolfo, o mais importante da luta contra a Privatização da Companhia Docas de São Sebastião é a defesa dos empregos dos cerca de 100 funcionários públicos, muitos deles concursados, que mantêm vínculo com esta empresa de economia mista. Ele afirma que esses trabalhadores certamente serão demitidos no caso de privatização.

Além disso, caso haja concessão, os trabalhadores portuários avulsos (estivadores, arrumadores, conferentes, consertadores e vigias de embarcação) também perderão os seus empregos ou ficarão sujeitos a trabalho precário. “O presidente diz que uma ampliação do porto vai gerar mais empregos, porque é claro, colocando mais berços haverá mais navios, mais cargas e mais empregos. No entanto, a pergunta é: O que acontecerá com os atuais funcionários da Companhia Docas?”, questiona.

Rodolfo diz que é importante distinguir concessão de arrendamento. Segundo a atual Lei do Portos (12.815/13) concessão é a cessão de todo o porto, incluindo a Autoridade Portuária, que no caso é a Cia. Docas de São Sebastião. Já arrendamento é a cessão de parte do porto, que pode ser um pátio, um berço, etc., mantendo a Autoridade Portuária.

O presidente da Docas de São Sebastião, Casemiro Tércio, em diversas entrevistas procurou propositadamente confundir estes institutos, e mesmo quando fala de concessão se nega a dizer o que acontecerá com os funcionários públicos vinculados à Docas”, acusa o trabalhador, que nos concedeu um boletim confeccionado pelo movimento contra a privatização da CDSS, do qual participa.

O boletim, lançado após o presidente dar declarações controversas na Audiência Pública realizada em Brasília, está repleto de acusações contra a atual gestão da Companhia, inclusive um aumento nos custos e despesas operacionais de R$11 milhões – antes de Tércio assumir, em 2011 – para R$30 milhões em 2016, acumulando prejuízo de R$26 milhões no período.

O boletim também chama atenção para o número de ações trabalhistas na justiça durante a atual gestão, que saltaram de 28 em 2011, para 105 em 2016, afirmando que “Casemiro Tércio é considerado por muitos o pior administrador da história do Porto de São Sebastião”, e que ele deixa um legado lastimável nesta administração, demonstrando completo desrespeito com o dinheiro público.

Os que defendem a privatização, seja sob a forma de concessão ou arrendamento, alegam que o tesouro público não tem condições de arcar com o alto custo da manutenção ou mesmo da ampliação. O que eles não dizem é que as empresas privadas, quando vencem as licitações contam com um farto financiamento público, via BNDES ou Banco do Brasil, com juros baixíssimos, carência e longo prazo para pagamento”, criticou Rodolfo.

Para fundamentar seu argumento, Rodolfo finalizou a entrevista tomando como exemplo as obras de duplicação da Rodovia dos Tamoios. “Tal obra guarda estrita relação com o Porto, tanto que o seu traçado se encerra no próprio porto – de um total de 6 bilhões investidos, mais de 80% foi financiamento público”, encerrou.

O representante do Sindaport (Sindicato dos Empregados na Administração Portuária), Agnaldo Rodrigues da Silva, afirmou em entrevista ao Portal Tamoios News, que os portuários, em todas as categorias (estivadores, conferentes, arrumadores, vigias e da própria Companhia Docas), são contrários à concessão do porto sebastianense.

O presidente da Federação Nacional dos Portuários (FNP), Eduardo Guterra, se manifestou contrário na audiência pública e, segundo ele, o Brasil não pode perder o controle dos portos, importantes para a economia do País e cujas atividades podem ser classificadas como de Estado. “Não é privatizando as Docas que os portos vão melhorar, e sim com uma gestão competente, de preferência sem interferências políticas”, criticou.

Novo modelo "ecologicamente correto" foi implantado em todas as unidades a partir de abril

Campus Martim de Sá possui dois terminais de consulta. (Foto: Bruno Almeida)

A partir deste mês (abril de 2017), o Centro Universitário Módulo passou a disponibilizar o boleto bancário de pagamento das mensalidades dos alunos apenas na versão online, substituindo a versão física que chegava todo mês no endereço dos estudantes. Considerada “ecologicamente correta”, a medida atende às normas da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), para emissão de boletos e à necessidade de modernização do sistema de cobranças.

De acordo com o setor de Comunicação e Marketing do Módulo, o boleto digital promove transformações sustentáveis, como a diminuição do consumo de papel, tinta e energia. Além disso, oferece maior agilidade, segurança e comodidade aos alunos, que podem retirar o boleto diretamente na Área do Aluno, por meio do computador ou smartphone.

Reprodução

A mudança foi bem aceita, porém com algumas ressalvas: “Por um lado eu gostei porque é mais ecológico e posso tirar na hora que quiser; o ruim é que se eu esquecer de imprimir, o boleto vence; já o que chagava em minha casa nunca me deixava esquecer”, diz César Manoel dos Santos, estudante de Direito no Campus Martim de Sá.

Para aqueles que prefiram o boleto impresso, a instituição esclarece que caso o a versão impressa pode ser solicitada na Central de Atendimento ao Aluno (CAA) ou através de um dos Terminais de Consulta nos campi.

Sobre possíveis falhas no sistema, os alunos relatam que o site da Área do Aluno nem sempre funciona na velocidade necessária. “O site (Área do Aluno) tem alguns problemas, demora para abrir as coisas e tem vez que nem abre”, reclama Rafaela Cabral, estudante de Jornalismo.

O estudante de Engenharia Civil, Eduardo Leoni da Silva, propõe que a Universidade coloque mais Terminais de Consulta: “Eu achei interessante a iniciativa, até porque a faculdade dispõe de máquina com impressora para que possamos obter os boletos, mas acredito que deviam colocar mais máquinas para que não haja congestionamento de pessoas querendo imprimir seu boleto”.

Os boletos podem ser acessados através da seção ‘Financeiro’ na Área do Aluno utilizando um computador, smartphone ou tablet. O aluno também pode utilizar o aplicativo da Cruzeiro do Sul Educacional, disponível por enquanto apenas para smartphones Android.

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Sindicato da categoria estima em cerca de 20% as perdas salariais mais 7,72% de reposição da inflação

Servidores aprovaram por unanimidade a pauta de reivindicações. (Foto: Bruno Almeida)

Os servidores públicos municipais aprovaram a pauta de reivindicações da Campanha Salarial 2016/2017, em assembleias realizadas nos dias 27, 28 e 29 de março, na sede central e subsedes da Costa Norte e da Costa Sul do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de São Sebastião (SindServ). Entre as reivindicações, estão a reposição salarial de cerca de 27,72%, constituídos por 20% referentes às perdas salariais acumuladas de anos anteriores, mais os 7,72% relativos à inflação do período.

A presidenta do sindicato, Audrei Guatura, disse em entrevista ao FocaNaWeb que o repasse que estão exigindo da Administração não é um aumento salarial. “Não estamos falando em ganho real, apenas reposição das perdas acumuladas”, ressalta.

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Segundo ela, os servidores não tiveram reposição integral da inflação em 2013 e qualquer reajuste no ano seguinte. Só em 2015 a Prefeitura concedeu 6,28% e, em 2016, 4%, somando ao todo um deficit de cerca de 20% em 2017, o que gerou consequências sobre os servidores.

Um exemplo é o do professor há cinco anos da rede municipal, Renato Tadeu de Almeida, de 35 anos. “O prejuízo foi muito grande. Estou construindo minha casa agora e já era para ter terminado. Com certeza, a gente está perdendo muito. Hoje para cada dez aulas que eu tenho que dar, eu poderia estar dando apenas seis. Ou seja, estou tendo que dar quatro aulas a mais para poder compensar”, explica.

Além do reajuste salarial, a categoria exige principalmente condições dignas de trabalho, como o fim do assédio moral, retorno imediato dos adicionais de insalubridade, periculosidade e risco atividade, uniformes e identificações adequadas e Equipamentos de Proteção Individual (EPI’s) para todos os servidores.

Também estão entre as reivindicações o reajuste no valor do Vale Alimentação de R$ 93,00 (celetistas) e de R$ 240,00 (estatutários) para R$ 400,00, extensivo a todos os trabalhadores. Os servidores querem também o aumento do valor diário do Vale Refeição, de R$ 16,00 (estatutários) para R$ 32,00, além da extensão desse item para professores, servidores que trabalham em escala e naFundação de Saúde Pública de São Sebastião. A categoria também reivindica que o Vale Transporte seja pago em dinheiro em vez de o bilhete único ser recarregado e que as Tabelas de Referência Salarial sejam equiparadas.

A gente só perde. Há anos que o servidor municipal em São Sebastião só perde. Um grande exemplo é o Vale Refeição, dezesseis reais é um absurdo”, reclama Luciana dos Santos, 49 anos, funcionária da Secretaria de Educação de São Sebastião há 21 anos. 

Os servidores também discutiram a criação do Plano de Cargos, Carreira e Salários para toda a categoria e a implantação dos estatutos do Magistério e da Guarda Civil Municipal (GCM), previstos em Lei Federal. Eles exigem maior transparência nas transações das contas do Fundo de Aposentadoria e Pensões dos Servidores de São Sebastião, o Faps, e o fim da terceirização dos serviços municipais, com a municipalização dos cargos que atualmente são terceirizados.

A presidenta do SindServ destacou que foi feito um estudo e todas as reivindicações são elaboradas com base em índices de institutos de pesquisa para garantir a dignidade e o sustento do trabalhador. “Como a nossa data base é em maio, e só temos os índices de janeiro e fevereiro desse ano, fizemos uma projeção de março até maio, que pode aumentar ou diminuir. Em abril, teremos uma assembleia geral final, quando  o período estará fechado”, conclui.

Audrei disse também que já a partir do dia 30 de março, dia seguinte à realização das assembleias, foi formulado um documento com o que foi aprovado pelos servidores, para ser encaminhado à Administração. Segundo ela, assim que vier a contraproposta da Administração, ela será avaliada pela categoria em nova assembleia a ser convocada. 

Sobre as expectativas de a Prefeitura conceder ou não o reajuste de 27,72%, os servidores esperam ao menos metade. “Eu acho que vai chegar a um meio termo. Não sei se chega a 27% mas alguma coisa próxima desse valor”, comenta Arley Araújo, 39 anos, que é agente de Endemias da Prefeitura há cerca de dez anos.

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'Gringão' foi palco de competições importantes e recebeu grandes nomes do esporte nacional

Portão principal de entrada do Ginásio Gringão. (Foto: Jhessica Fernandes)

Interditado há cerca de sete meses, o Ginásio Municipal de Esportes José de Souza Gringo, mais conhecido como “Gringão”, tem prejudicado a rotina de vários atletas e treinadores de São Sebastião. O ginásio, localizado no bairro Varadouro, foi danificado por uma forte tempestade que provocou queda de árvores, falta de energia e destelhou casas em agosto do ano passado.

Adriano Marques de Oliveira, 47, professor de educação física e treinador da equipe de vôlei de São Sebastião desde 1999, disse ao FocaNaWeb que vários atletas passaram a treinar nas outras cidades da região e que alguns até pararam de treinar. “A gente perde atleta com isso, né? Pessoal do vôlei foi bastante pra Caraguá, alguns foram pra Ilha, porque não tinham ginásio para treinar”, lamenta.

Temporal causou danos estruturais na parte de trás do ginásio. (Foto: Jhessica Fernandes)

É o caso do Leonel Celoto Rosa, 33, que fez parte da equipe de vôlei que competiu nas Regionais de Taubaté, em 2015. Rosa se deslocava de Boiçucanga até o ginásio para jogar duas vezes por semana, e agora treina em Ilhabela. “Pelo que sei vários atletas pararam de jogar ou tiveram que ir pra outras quadras, até mesmo longe, pra pelo menos bater uma bola”, confirmou.

Ambos afirmaram que mesmo antes do ginásio ser interditado, a situação já era precária, pois toda vez que chovia, a quadra molhava e o treino tinha que ser paralisado para evitar o risco dos atletas escorregarem e se machucarem. Ainda assim, o Ginásio Gringão é a instalação mais adequada para realização de treinos e receber competições na cidade.

Cerca de um terço da cobertura foi levada pelos ventos de 90km por hora. (Foto: Jhessica Fernandes)

Não é a primeira vez que o Gringão foi interditado por conta de danos causados pela chuva. Em 2013 parte da cobertura também foi derrubada no momento em que um treinamento de vôlei era realizado no local. Segundo o portal de notícias G1, ninguém ficou ferido.

O treinador Adriano contou ainda que desta vez, os ventos que chegaram a 90km por hora, acabaram danificando a estrutura do ginásio, impedindo a colocação de novas telhas. O Ginásio Gringão, que já foi palco de campeonatos importantes e que inclusive já recebeu grandes nomes do esporte nacional, como o Bruninho do vôlei entre outros, terá de ser reformado ou talvez reconstruído.

Em nota, a Secretaria Municipal de Esportes (SEESP) confirmou o que ocorreu com o ginásio Gringão no ano passado. Segundo o diretor de esportes da SEESP, Davi Camargo Júnior, as atividades foram redistribuídas para outros locais. Os treinos de vôlei masculino e feminino, assim como de futsal, agora acontecem no CAE (Centro de Apoio Educacional) do Pontal da Cruz. Através de uma parceria da SEESP com o TEBAR Praia Clube de São Sebastião, algumas modalidades, como o basquete masculino e feminino, agora dispõem do espaço para treinar.

Com estrutura enferrujada, dificilmente poderá ser reformado. (Foto: Jhessica Fernandes)

Com relação a uma possível reforma do ginásio Gringão, o diretor de esportes informou que por ser uma estrutura muito antiga, pouco poderia ser feito para reparar os danos. Além disso, o ginásio só poderia ser reformado com verba municipal, pois, de acordo com Júnior, a prefeitura não possui a titularidade do espaço, isto é, não pode receber nem verba federal, nem estadual. Portanto, não existe previsão de reforma ou regularização do Ginásio Municipal José de Souza Gringo.

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As tecnologias estão colocando fim em algumas atividades exercidas pelo homem. Entre muitos exemplos, a Taquigrafia e a Estenotipia parecem estar com os dias...