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Bianca de A. Oliveira

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Local lidera a lista há mais de dez anos. Outras áreas perigosas são as avenidas Geraldo Nogueira da Silva e Dr. Arthur Costa Filho.

Há dez anos, a avenida, onde se localiza o Hospital Stella Maris, é o principal foco de acidentes na cidade. (Foto: Ilda Zenita)

A Avenida Miguel Varlez é atualmente o ponto onde mais ocorreram acidentes de trânsito em Caraguatatuba, segundo os dados estatísticos colhidos até o primeiro semestre de 2017, na Secretaria de Trânsito e Segurança. Em segundo lugar, está Av. Geraldo Nogueira da Silva, e logo em seguida a Av. Dr. Arthur Costa Filho, que de acordo com os dados teve redução em acidentes comparando-se com anos anteriores.

No geral, entre 2007 e o primeiro semestre deste ano, a Av. Miguel Varlez contabilizou 682 acidentes. O segundo lugar ficou com a Av. Dr. Arthur Costa Filho, com 532 ocorrências.

Por outro lado, os pontos mais tranquilos da cidade, em relação a ocorrências, são as Avenidas Anchieta e Prestes Maia, que não tiveram nenhum acidente registrado neste ano até o momento.

O ano de 2010 foi o principal foco de acidentes na cidade. (Fonte: Secretaria de Trânsito)

Em dez anos a frota de Caraguatatuba mais que dobrou. Até julho de 2017, a cidade tinha 62.262 veículos circulando contra 25.881 em 2007, ou seja um aumento de 140%.  Os dados demonstram ainda que o veículo que mais participa de acidente na cidade é o automóvel. No entanto,  é a motocicleta que gera mais vítimas, 43%.

A moto é o veículo que mais gera vítima no trânsito de Caraguá. (fonte: Secretaria de Trânsito)

Nos últimos dez anos, a média de acidentes de trânsito nos meses de dezembro e janeiro superam os outros meses, com 70 e 85 acidentes respectivamente. Dos acidentes, a colisão dispara em primeiro lugar. Segundo Jefferson Calza, Chefe de Seção do Setor de Triagem e Estatísticas da Secretaria de Trânsito, Segurança e Defesa Civil  as pessoas costumam confundir colisão com choque. “A colisão acontece quando há uma batida de dois veículos em movimento. Quando a batida se dá em um objeto parado, é considerado choque”, explica. Dessa forma, quando um carro e uma bicicleta, que também é considerada veículo não motorizado, colidem em movimento, é considerado colisão. Já se o ciclista estiver empurrando a bicicleta, o acidente é classificado como atropelamento.

Calza ainda conta que quando um local apresenta um número elevado de acidentes, providências são tomadas por uma equipe que faz o estudo técnico para analisar a situação. “Por exemplo, colocamos uma lombada, diminuímos a velocidade, depende do caso”, conclui.

Na saída do evento, alunos destacam a importância das colocações sobre estágio feitas por Tiago Bezerra.

Tiago Bezerra relata o inicio de sua experiência como estagiário na Rádio Band-Vale. (Foto: Bianca Oliveira)

A luta em busca de estágio foi o tema que monopolizou a palestra de Tiago Bezerra, estagiário da Rádio Band Vale e repórter e apresentador da TV Bandeirantes, na quarta-feira(20), durante a semana institucional do Módulo. Tiago está no último ano de Jornalismo, mas já atua como profissional na TV, embora ainda faça estágio em Rádio.

A experiência de Tiago contagiou a estudante Karina Fagundes, do segundo semestre de Jornalismo. Ela disse que a palestra foi mais do que ela esperava e que o estágio em si não era como pensava. “Antes eu imaginava que a gente precisava necessariamente ter um contato para entrar em uma grande empresa pra você começar no ramo que escolhesse, mas Tiago mostrou que não. Ressaltou que precisamos correr atrás do que queremos e que nós mesmos fazemos a nossa oportunidade.” Karina disse ainda não ter feito estágio, mas que se puder escolher, optará pelo rádio.

Estudantes atentos na palestra do Jornalista Tiago Bezerra. (Foto: Gabriela Paternella)

Já o estudante Israel Sousa Nunes, do sexto semestre de Jornalismo, gostou da palestra porque se identificou com a história de Tiago, pelo fato de ser estagiário no primeiro ano e de tentar ser criativo sempre, característica ressaltada pelo palestrante. Israel começou como frila no jornal Tamoios News. “Fui ganhando confiança do dono do jornal até que virei o repórter de Ubatuba, aliás o único daqui.”

O estudante afirma que a maior dificuldade como estagiário foi ter contatos, porque ninguém quer fazer contato com estagiários, exceto algumas pessoas. Pra ele, a mensagem que ficou da palestra foi mesmo a de ser criativo “No estágio, para você se destacar é preciso ser criativo e além de tudo proativo. Não se pode deixar escapar a chance de algo melhor.”

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Graziele de Jesus treinou e incentivou os atletas da região

Técnico Alvino Camilo Souza, de Caraguá ,com Graziele de Jesus. (Foto: Arquivo Pessoal)

A atleta de boxe da seleção brasileira Graziele de Jesus, da categoria 51Kg, foi convidada pelo técnico Alvino Camilo Souza e sua esposa, a também professora de Educação Física, Joelma Silva Prado Souza, para fazer um treino em conjunto com as atletas da modalidade de Caraguá. “Fui convidada pela minha história, pelo o que eu já vivi e para incentivar os atletas novos”, afirma Graziele.

Graziele de Jesus treina com Caroline Camargo atleta da cidade que vai para o Campeonato Brasileiro (Foto: Arquivo Pessoal)

A lutadora e seu treinador, Anderson Firmino, vieram pela segunda vez à Caraguatatuba. “Buscamos parceria para treino, para amizade, para trocar conhecimento. E recebemos um convite de Caraguá. A ideia é fazer um intercambio de treinamento, conhecer formas de trabalho, formas de conduta no ringue, porque cada academia, cada equipe, tem uma diferença na hora de se portar no ringue. E isso é muito bom pra nós, já que a Grazi no exterior vai lutar com pessoas diferentes.”

Anderson Firmino,  explica que normalmente a atleta treina com a Seleção.  Ele a acompanha já há oito anos, e treina com Graziele nos finais de semana. “Um treino mais descontraído porque durante a semana ela já pegou uma carga muito pesada por conta da Seleção. Lá ela está fazendo um trabalho Olímpico para ir a Tóquio em 2020.”

Graziele e a turma do boxe de Caraguatatuba(Foto: Arquivo Pessoal)

Graziele é atleta da modalidade há quase nove anos. Hoje é titular da Seleção e está invicta no Brasil há quatro anos.  Mas o boxe surgiu na vida da menina de Mogi das Cruzes por acaso. “No começo não era meu objetivo, até por que eu só ia ver o meu irmão lutar boxe. Ai depois, vendo ele, eu comecei a treinar. Desde o primeiro soco eu nunca mais parei.”

A lutadora tem uma história de superação. Ela encarou a luta mesmo quando tinha problemas no ombro,  devido a uma queda que teve na infância. Por muitas vezes ela se superou no ringue. “As vezes, (o ombro) saia do lugar e ela colocava. Eu mesmo já coloquei várias vezes o ombro dela no lugar. Depois, no boxe ela danificou o outro ombro por causa desse problema nas articulações. Agora ela já está curada”, explicou Anderson Firmino. Ele também disse que ela já era campeã antes mesmo de melhorar. “Hoje ela pode treinar sem medo e sem restrições, tendo um boxe mais completo”, conclui.

A pesquisa envolveu escrita terapêutica entre crianças e idosos

A professora Dra. Divina apresentou os resultados de sua pesquisa no Congresso de Geriatria, na Califórnia. (Foto:Arquivo pessoal)

A Profa. Dra. Divina de Fátima dos Santos, docente do Centro Universitário Módulo e da Faculdade São Sebastião – FASS, apresentou sua pesquisa de Doutorado no 21º IAGG Congresso Mundial de Gerontologia e Geriatria, que ocorreu na cidade de São Francisco (Califórnia), nos Estados Unidos, do dia 24 a 27 de Julho de 2017.

Para a Dra. Divina, apresentar o trabalho no Congresso foi gratificante, pois pode mostrar para outros pesquisadores o que estava sendo feito aqui e também aprendeu com eles. Sua pesquisa se chama OLHA PRA MIM: Encontro de Gerações Intermediado pela Escrita de Cartas.

Ela promoveu troca de cartas entre crianças de escolas públicas de Caraguatatuba e idosos do Centro de Referência ao Idoso e Deficiente de Caraguatatuba – CIAPE durante quatro anos.

“Meu trabalho refere-se à escrita terapêutica, ele foi uma troca de cartas que eu fiz. Eu já tinha feito isso no Mestrado só que com um outro foco na análise e agora, no Doutorado, eu estudei a escrita terapêutica”.

Ela afirma que sua maior dificuldade foi a quantidade de material que teve que analisar (mais de mil cartas), pois foram muitas pessoas envolvidas. Os resultados foram excelentes em todos os lados. “Idosos e crianças, se for observar, são excluídos da sociedade. A criança por que ainda não é ninguém; o idoso por que é invisível, não é valorizado. Então esse tipo de trabalho trouxe ganho psicológicos a ambos”, explica.

Divina conta também que trata-se de uma escrita terapêutica porque era possível ver as cartas como um calmante, um tranquilizador, tanto para as crianças quanto para os idosos. Então, funcionava como uma terapia.

Participaram da pesquisa 350 crianças e idosos. As cartas foram distribuídas pela a própria professora que as analisava antes de enviá-las.  As crianças que participaram precisaram de ajuda para escrever, pois estavam no quarto e quinto anos.  Já os idosos eram todos alfabetizados. “Havia um caso ou outro que estava mais debilitado e precisou de ajuda, mas 90% deles foram independentes”.

As cartas foram destinadas sempre ao mesmo remetente, ou seja, as duplas idoso-criança permaneciam as mesmas durante todo o ano letivo. As mudanças só aconteciam quando as crianças mudavam de série, já que a doutora delimitou sua pesquisa aos estudantes de quarto e quinto anos.

 

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A dupla de contadores de "causos" completa dez anos em 2018

Nhá Rita e Léco Borba se apresentando. (Foto: Arquivo pessoal)

Angelo Pereira e Rita Burgnerotti, também conhecidos como Léco Borba e Nhá Rita, são personagens de Caraguatatuba que contam lendas da região ou, como eles costumam chamar,  “causos”.  A dupla, que conquistou a região e resgatou a cultura caiçara, completa dez anos em 2018.

Angelo disse que começou sua trajetória como contador de histórias e “causos” quando o Colégio Módulo pediu para a Fundação Cultural sugerir um senhor,  pescador da cidade,  que contasse histórias e lendas de Caraguá.  “Era um movimento ligado ao meio ambiente que tinha no colégio. Pediram pra que esse senhor falasse como era Caraguá antigamente, que tinha bastante peixe e tal.” Porém não havia nenhum contador de histórias na época e então propuseram que Angelo o fizesse. O artista então criou seu personagem baseado um pouco no seu avô, que morava na roça.

Após ver uma foto dele no jornal do colégio, a FUNDACC gostou da ideia. Como já haviam disponíveis vários livretos que contavam as lendas da região na instituição, a FUNDACC resolveu apostar na ideia do personagem de Angelo, que contaria estas histórias. Logo de cara, o colocaram na Festa do Camarão para cobrir um artista que havia faltado. Outra surpresa para o contador é que sua performance seria junto com Rita e os dois, até então, não se conheciam. Angelo explica que ambos têm perfis diferentes como atores. Ele é mais engraçado e ela mais séria, por isso a dupla deu super certo.

Desde então, eles atuam como contadores de histórias em diversas áreas como,  educação, saúde, esporte etc. Frequentam, por exemplo, escolas, o CDP, a Fundação Casa, a casa de recuperação para dependente químico, o asilo, a Santa Casa, onde atuam como Caiçaras da Alegria, e  em campeonatos fazem apresentações para os atletas. Trabalham com público de todas as idades, desde crianças de 3 anos, que frequentam os Centros de Educação Infantil,  até idosos que estão no asilo.

Os artistas contam as lendas caiçaras e também utilizam algumas histórias engraçadas que tenham vivenciado e vão adequando-as para deixar mais verdadeiro e autêntico o seu trabalho.  Como atualmente participam de eventos de nível estadual, como o Revelando São Paulo, também contam histórias e lendas conhecidas por quase todos os brasileiros como Saci-Pererê, Corpo Seco etc.

Angelo disse que entrou no teatro por acaso,  como um hobby e que hoje vive de seu trabalho como ator junto com Rita, mas como eles têm formação na área, também vendem serviços como workshops e oficinas.

 

 

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Mais de cinco bairros aguardam os serviços públicos que têm sido o grande transtorno dos munícipes.

Prefeitura promete solucionar o problema em aproximadamente dois meses.

Alguns moradores de Caraguatatuba estão reclamando da falta de manutenção das vias públicas. Eles costumam compartilhar imagens do abandono em suas próprias ruas e já chegaram até a passar na Secretaria de Serviços Públicos(Sesep) para questionar serviços não realizados. Entre os bairros que tiveram reclamações, estão Estrela D’Alva, Indaiá, Jardim Aruan, Martim de Sá, Porto Novo e Sumaré.

Os munícipes que residem próximo da Secretaria dizem que a limpeza é feita apenas na rua Indaiá, onde se localiza a Sesep, e não em todo o bairro. Claudineia Corrêa, que mora no bairro Jardim Aruan, reclama que, desde que a nova administração assumiu, não houve preocupação em cortar o mato na sua rua. Por isso, segundo ela, são alguns dos moradores que têm feito o serviço.

O secretário adjunto de Serviços Públicos, Gilberto Santos, justifica a demora nesse tipo de trabalho em função da mudança de gestão que levou a troca de pessoal. Os novos concursados são na sua maioria mulheres que tiveram que passar por período de adaptação nesse tipo de trabalho, sendo inclusive treinadas para fazer uso das roçadeiras. Segundo o secretário, antes quem puxava a fila das equipes eram os homens, que já estavam adaptados a esse tipo de serviço.

Gilberto Santos explicou ainda que o mato também cresceu muito em função dos períodos de chuva e sol nos últimos meses. Em relação ao contingente de servidores para executar os serviços de manutenção nas ruas, o secretário adiantou que está em andamento o processo licitatório para novas contratações. Em aproximadamente dois meses o problema do mato crescente na cidade será resolvido, conclui.

 

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