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Bianca de A. Oliveira

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A pesquisa envolveu escrita terapêutica entre crianças e idosos

A professora Dra. Divina apresentou os resultados de sua pesquisa no Congresso de Geriatria, na Califórnia. (Foto:Arquivo pessoal)

A Profa. Dra. Divina de Fátima dos Santos, docente do Centro Universitário Módulo e da Faculdade São Sebastião – FASS, apresentou sua pesquisa de Doutorado no 21º IAGG Congresso Mundial de Gerontologia e Geriatria, que ocorreu na cidade de São Francisco (Califórnia), nos Estados Unidos, do dia 24 a 27 de Julho de 2017.

Para a Dra. Divina, apresentar o trabalho no Congresso foi gratificante, pois pode mostrar para outros pesquisadores o que estava sendo feito aqui e também aprendeu com eles. Sua pesquisa se chama OLHA PRA MIM: Encontro de Gerações Intermediado pela Escrita de Cartas.

Ela promoveu troca de cartas entre crianças de escolas públicas de Caraguatatuba e idosos do Centro de Referência ao Idoso e Deficiente de Caraguatatuba – CIAPE durante quatro anos.

“Meu trabalho refere-se à escrita terapêutica, ele foi uma troca de cartas que eu fiz. Eu já tinha feito isso no Mestrado só que com um outro foco na análise e agora, no Doutorado, eu estudei a escrita terapêutica”.

Ela afirma que sua maior dificuldade foi a quantidade de material que teve que analisar (mais de mil cartas), pois foram muitas pessoas envolvidas. Os resultados foram excelentes em todos os lados. “Idosos e crianças, se for observar, são excluídos da sociedade. A criança por que ainda não é ninguém; o idoso por que é invisível, não é valorizado. Então esse tipo de trabalho trouxe ganho psicológicos a ambos”, explica.

Divina conta também que trata-se de uma escrita terapêutica porque era possível ver as cartas como um calmante, um tranquilizador, tanto para as crianças quanto para os idosos. Então, funcionava como uma terapia.

Participaram da pesquisa 350 crianças e idosos. As cartas foram distribuídas pela a própria professora que as analisava antes de enviá-las.  As crianças que participaram precisaram de ajuda para escrever, pois estavam no quarto e quinto anos.  Já os idosos eram todos alfabetizados. “Havia um caso ou outro que estava mais debilitado e precisou de ajuda, mas 90% deles foram independentes”.

As cartas foram destinadas sempre ao mesmo remetente, ou seja, as duplas idoso-criança permaneciam as mesmas durante todo o ano letivo. As mudanças só aconteciam quando as crianças mudavam de série, já que a doutora delimitou sua pesquisa aos estudantes de quarto e quinto anos.

 

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A dupla de contadores de "causos" completa dez anos em 2018

Nhá Rita e Léco Borba se apresentando. (Foto: Arquivo pessoal)

Angelo Pereira e Rita Burgnerotti, também conhecidos como Léco Borba e Nhá Rita, são personagens de Caraguatatuba que contam lendas da região ou, como eles costumam chamar,  “causos”.  A dupla, que conquistou a região e resgatou a cultura caiçara, completa dez anos em 2018.

Angelo disse que começou sua trajetória como contador de histórias e “causos” quando o Colégio Módulo pediu para a Fundação Cultural sugerir um senhor,  pescador da cidade,  que contasse histórias e lendas de Caraguá.  “Era um movimento ligado ao meio ambiente que tinha no colégio. Pediram pra que esse senhor falasse como era Caraguá antigamente, que tinha bastante peixe e tal.” Porém não havia nenhum contador de histórias na época e então propuseram que Angelo o fizesse. O artista então criou seu personagem baseado um pouco no seu avô, que morava na roça.

Após ver uma foto dele no jornal do colégio, a FUNDACC gostou da ideia. Como já haviam disponíveis vários livretos que contavam as lendas da região na instituição, a FUNDACC resolveu apostar na ideia do personagem de Angelo, que contaria estas histórias. Logo de cara, o colocaram na Festa do Camarão para cobrir um artista que havia faltado. Outra surpresa para o contador é que sua performance seria junto com Rita e os dois, até então, não se conheciam. Angelo explica que ambos têm perfis diferentes como atores. Ele é mais engraçado e ela mais séria, por isso a dupla deu super certo.

Desde então, eles atuam como contadores de histórias em diversas áreas como,  educação, saúde, esporte etc. Frequentam, por exemplo, escolas, o CDP, a Fundação Casa, a casa de recuperação para dependente químico, o asilo, a Santa Casa, onde atuam como Caiçaras da Alegria, e  em campeonatos fazem apresentações para os atletas. Trabalham com público de todas as idades, desde crianças de 3 anos, que frequentam os Centros de Educação Infantil,  até idosos que estão no asilo.

Os artistas contam as lendas caiçaras e também utilizam algumas histórias engraçadas que tenham vivenciado e vão adequando-as para deixar mais verdadeiro e autêntico o seu trabalho.  Como atualmente participam de eventos de nível estadual, como o Revelando São Paulo, também contam histórias e lendas conhecidas por quase todos os brasileiros como Saci-Pererê, Corpo Seco etc.

Angelo disse que entrou no teatro por acaso,  como um hobby e que hoje vive de seu trabalho como ator junto com Rita, mas como eles têm formação na área, também vendem serviços como workshops e oficinas.

 

 

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Mais de cinco bairros aguardam os serviços públicos que têm sido o grande transtorno dos munícipes.

Prefeitura promete solucionar o problema em aproximadamente dois meses.

Alguns moradores de Caraguatatuba estão reclamando da falta de manutenção das vias públicas. Eles costumam compartilhar imagens do abandono em suas próprias ruas e já chegaram até a passar na Secretaria de Serviços Públicos(Sesep) para questionar serviços não realizados. Entre os bairros que tiveram reclamações, estão Estrela D’Alva, Indaiá, Jardim Aruan, Martim de Sá, Porto Novo e Sumaré.

Os munícipes que residem próximo da Secretaria dizem que a limpeza é feita apenas na rua Indaiá, onde se localiza a Sesep, e não em todo o bairro. Claudineia Corrêa, que mora no bairro Jardim Aruan, reclama que, desde que a nova administração assumiu, não houve preocupação em cortar o mato na sua rua. Por isso, segundo ela, são alguns dos moradores que têm feito o serviço.

O secretário adjunto de Serviços Públicos, Gilberto Santos, justifica a demora nesse tipo de trabalho em função da mudança de gestão que levou a troca de pessoal. Os novos concursados são na sua maioria mulheres que tiveram que passar por período de adaptação nesse tipo de trabalho, sendo inclusive treinadas para fazer uso das roçadeiras. Segundo o secretário, antes quem puxava a fila das equipes eram os homens, que já estavam adaptados a esse tipo de serviço.

Gilberto Santos explicou ainda que o mato também cresceu muito em função dos períodos de chuva e sol nos últimos meses. Em relação ao contingente de servidores para executar os serviços de manutenção nas ruas, o secretário adiantou que está em andamento o processo licitatório para novas contratações. Em aproximadamente dois meses o problema do mato crescente na cidade será resolvido, conclui.

 

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